terça-feira, 18 de agosto de 2015

Clarice Piovesan conta o drama que a fez abandonar tudo

Platinada, Clarice Piovesan foi bastante famosa no Brasil durante a década de 70 fazendo o tipo Marilyn Monroe na TV e cinema. Seu personagem na novela Feijão Maravilha (1979) inclusive se chama Marilyn Méier.

Piovesan é lembrada também por quem foi criança na década de 80 pela reprise nos festivais de aniversário da Globo do seriado Kika e Xuxu, da novela no Vale A Pena Ver de Novo e exibições do filme O Segredo da Múmia (1982 de Ivan Cardoso) na TV Manchete.  Mas tudo isso já falamos dela num post de 2012 intitulado “Yes, nós temos Marilyn!”, relembre clicando aqui.

Na ocasião indagamos que pouco se sabia sobre o que tinha acontecido com ela nas próximas décadas além de que estava morando no exterior. A atriz concedeu uma entrevista ao blog “No Mundo dos Famosos” em 2013, contando alguns pontos bem dramáticos de sua vida.
Seu abandono da carreira coincidiu com o fim do casamento com o ator Stênio Garcia, parceiro em Kika e Xuxu e pai de suas duas filhas, com quem diz ainda manter um bom relacionamento.  O que, claro, evidencia que não há relação entre uma coisa e outra.

Clarice Piovesan, segundo o blog, ficou transtornada após ser vitima de um estupro coletivo enquanto corria em Ipanema. Fazia frio, não havia mais ninguém na praia, o que facilitou os oito ou dez "pivetes" de cometerem a violência.

Ela já havia sido abusada sexualmente quando era criança, trauma que se somou à nova agressão. Em choque resolveu abandonar tudo, trabalho e filhas, e ir morar no exterior, onde morou por seis anos.

Passou momentos muito difíceis no exterior pelo estresse pós-traumático. Acredita que por isso acabou se envolvendo num relacionamento agressivo.


De volta ao país ela tenta reestruturar a sua vida, além de aguardar convites para voltar a atuar. Seu último trabalho na televisão foi na série La Mamma produzida pela TV Globo em 1990.

A segunda imagem é um oferecimento No Mundo dos Famosos.

Veja também:
Yes! Nós temos Marilyn

3 comentários:

npr disse...

É difícil uma vítima não se deixar levar pelo trauma. Mas a forma de ripostar está exatamente na recusa em deixar que um grupo de «pivetes» inconsequentes dite que a vida da pessoa com a qual cometeram um crime chegue ao fim antes de terminar. Espero que não tenha apanhado nenhuma DST porque isso então, dificulta e muito o trauma, já que é uma lembrança constante.

Que ardam no Inferno.

Henrique disse...

Fiquei confuso agora, pois seu ex-marido deu uma entrevista para as famosas revistas de fofocas (no auge das mesmas), onde falava coisas diferentes sobre o acontecido inclusive deixou no ar que sua ex-esposa sofria de esquizofrenia.

Miguel Andrade disse...

Henrique, mas aí são outros lados da mesma história. No Post em questão é a versão dela publicada no blog linkado no texto

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