sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Howard Hughes: A garota esquecida do harém

A estudante Yvonne Shubert era uma ilustre desconhecida quando entrou para o nada seleto hall de conquistas amorosas de Howard Hughes. Passou a ser citada entre estrelas como Gene Tierney, Lana Turner e Ava Gardner.

Agora na posteridade, seu nome não é muito mais do que algumas linhas em qualquer biografia do magnata. O romance entre eles começou em 1955, quando tinha apenas 15 anos e ele já com 50.

Ela foi encarada como namorada oficial, o que pela óbvia disparidade de idade, causou falatório. Mais tarde seria vista como a principal rival da atriz Jean Peters, que se tornou esposa do bilionário em 1957.

A princípio, Shubert e Hughes apenas assistiam a filmes e passavam horas ao telefone como qualquer amigo. Mesmo com a diferença de 35 anos, parecia que não faltava assunto.

Foto da biografia Howard Hughes: The Untold Story

Com o passar do tempo criaram um relacionamento conturbado, onde ele obsessivamente tentava controlar a vida da adolescente ao máximo.

 Dizem que a garota fez um aborto ilegal aos 17 anos a mando do namorado. Como estava sempre sob vigilância dele, não restavam dúvidas sobre a paternidade.

Essa época coincide com o casamento (em segredo) do bilionário com Jean Peters. A atriz que havia trabalhado com Joseph Cotten e Marilyn Monroe em Torrentes de Paixão (Niagara, 1953 de Henry Hathaway) se afastaria das telas enquanto casada, por 13 anos.

Quanto à Yvonne Shubert, parece que as coisas não foram nada fáceis a partir daí. Mesmo com este mundão de informações que é a Internet, restam pouquíssimas pistas sobre Yvonne Shubert, inclusive se ainda está viva.

Demonstrava aptidões artísticas, tanto que Hughes dizia à mãe da garota que estava obstinado em lhe pagar aulas de canto, dança e interpretação. Ele havia literalmente criado grandes estrelas como Jean Harlow e Jane Russell.

Em episódio de Jeannie é um Gênio em 1969
Yvonne Shubert gravou o LP “To You, With Love” em 1959. Na contracapa está escrito: "Uma mistura provocante de sofisticação e ingenuidade, ela fornece as letras amorosas com a simplicidade de uma menina oferecendo seu coração pela primeira vez.".

Se como cantora foi além disso, não se sabe, embora sejam encontrado elogios ao disco na web. Ainda investiu nos dotes dramáticos por quase uma década.

Seu perfil no IMDB consta cinco participações em séries de TV entre 1958 e 1970 e uma no cinema, em Funny Girl - A Garota Genial (1968 de William Wyler). Não foi creditada na maioria destes trabalhos e seus personagens não têm nome.

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