terça-feira, 8 de outubro de 2013

A difícil vida a dois 50’s

A gente sabe que para um casal, encontrar entretenimento sadio não é das tarefas mais fáceis... Mas esses dois exageram no dedo podre pra escolher.

Melhor ficar em casa jogando um gamãozinho, né? Curioso como a mulher invariavelmente serve de escudo, embora, teses sociais à parte, signifique apenas a economia de ideias na hora de criar uma ilustração para a capa.

Todas estas capas são de 1959 o que deixa a similaridade mais incrível ainda. Mês após mês as pessoas levavam a mesma coisa pra casa?

O apelo comercial era só o tipo de perigo a ser enfrentado? Parece que sim e não havia problema nisso.

A revista Man’s Life, que circulou entre os anos 50 e 60, fazia parte de uma tradição editorial. Antes da Playboy os rapazes sonhavam com aventuras pulp recheadas de ação e pitadas de erotismo com nazistas, animais selvagens e o que mais sua masculinidade implorasse.

 Em contrapartida, as moças se informavam em revistas de fofocas com estrelas de cinema, infalíveis truques para a receita de torta de frango ideal e dicas para plissar saias. Conselhos sentimentais poderiam interessar a ambos os sexos, mas só existia na delas.

Não devia ser fácil pertencer a qualquer gênero naqueles tempos.

A ideia para o post é um oferecimento David Martin. As imagens Neorelic.

Veja também:
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Cuidado com os russos
Outras capas sensacionais

6 comentários:

A Tchia disse...

Geeeentchi, criatividade editorial-ilustrativa-capística nível "Espada Selvagem de Conan". Moça seminua indefesa num braço, feras assassinas no outro.

Miguel Andrade disse...

A Tchia, e a posição dos braços... Tudo a mesma coisa!

Alexandre disse...

Que escudo que nada! é pq a roupa das moças estão saindo do corpo e os editores deviam saber que isso vendia muito. eu ainda prefiro a playboy viu, é repetitiva mas nem tanto. kkk

Miguel Andrade disse...

Alexandre, numa e carcomida pelos bichos? Muy mórbido...

Daniel Tavernaro disse...

Não consegui ver como mesmice, sabe? Acho até que a posição dos braços dele, e sua expressão, podem definir a masculinidade plena, necessária para a época em que o fisiculturismo estava entrando na onda. E a mulher na frente é porque...bom, ele devia estar "roçando" o dito-cujo nela e ai os monstros selvagens" entraram em ação. E ai a roupa dela começa a sair...

Mas naquela época também qualquer possibilidade de erotismo era válido, então acho que já explica. Mesmice nada!

Miguel Andrade disse...

Daniel, como não? Mês sim, mes não eram capas quase idênticas.

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