quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Universal e sua volta ao reino de Drácula!

O estúdio que formatou para gerações o personagem do romance de Bram Stoker no filme de 1931 pretende retomá-lo. A última tentativa aconteceu em 1979 naquela produção estrelada por Frank Langella.

Depois disso, o Conde repaginado apareceu pela Universal no malfadado Van Helsing (2004 de Stephen Sommers). Mas ali era apenas um monstro entre tantos outros, tentando “seu lugar ao sol” dos franchisings de quinquilharias.

Curioso que na década de 90, quando a Columbia investiu no retorno dos monstros clássicos, a Universal não reagiu. Deixou tudo para a concorrente e preferiu investir num A Múmia modernizado, indo para o campo da aventura.

Segundo o Hollywood Reporter, a novo produção (a estrear em 2014) tratará das origens do personagem, como qualquer retomada de filme pipoca hoje em dia, prevendo uma longa franquia e quem sabe, com sorte, um grande sucesso como aconteceu a partir do filme de Tod Browning em 31. Pode parecer impossível um raio cair duas vezes no mesmo lugar, mas a Hammer, do outro lado do Atlântico, foi feliz na empreitada três décadas depois.

Seu título por um tempo foi “Dracula: Year Zero”, depois virou apenas Drácula e agora está como Drácula Untold. A palavra traduzida em português tem múltiplos sentidos que se encaixam na trajetória do Romeno, como por exemplo, incontável, incalculável, o que não foi dito, não revelado.

O roteiro conta a história do jovem príncipe que, quando a vida de sua esposa e filho são colocados em perigo por um sanguinário sultão, arrisca sua alma para salvá-los. Na luta acaba por tornar-se o primeiro vampiro.

No lugar de Bela Lugosi, o grande Drácula da Universal, entra Luke Evans, interprete de Zeus em Imortais (Immortals, 2011) e Apollo em Fúria de Titãs (Clash of the Titans, 2010 de Louis Leterrier). No lado sombrio da tela esteve na recente versão de O Corvo (The Raven, 2012 de James McTeigue).

Expectativa zero ao projeto e nem é pela direção do iniciante Gary Shore. O personagem que já foi retratado tantas outras tantas vezes por gente como o já citado Lugosi e Christopher Lee na Hammer teve seu filme definido em 1992, dirigido por Francis Ford Coppola.

Mesmo tendo passado 21 anos, ele continua excelente, seja na interpretação de Gary Oldman, seja na produção. Pode haver uma coisinha aqui, outra ali fora dos eixos, mas nada que mereça ser refeito ou recontado agora.

O do Coppola já tinha inclusive um prólogo não presente no romance original explicando sua origem. Que, aliás, era muito bem feito, embora detone todo o mistério presente na essência de um monstro de horror.

Tivemos ainda no ano passado o Drácula do Dario Argento que me deixou tão desnorteado pela fartura de desacertos que a ideia de um outro Conde me faz fugir como ele faria diante de uma cruz. Esse ano ainda vai estrear um seriado com o mesmo Drácula na TV dos EUA!

Em tempo: A página do IMDB continua de pé, mas nunca mais se ouviu falar naquele Drácula da produtora do Di Caprio que se chamaria Hacker.

Veja também:
O Drácula favorito de Coppola
Universal multiplicando o horror
Quibe no Drácula de Coppola?
Sessentões na luta: Quando os monstros voltaram a assombrar nos 90
O Drácula de 1979


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