segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Revistas femininas que só pensam naquilo


Post do Retrospace maravilhosamente relembrando nossos primórdios do onanismo. Que Playboy o quê! No começo, nada nos mostrava tanto sexo quanto revistas femininas.

E conseguiam muitas vezes serem mais explícitas do que muita revistinha oriunda da Suécia. Comparando muito mal, era quase como ter acesso ao detalhado manual de instruções de um aparelho eletrônico guardado no topo de uma estante.

Com a vantagem de estar sempre à mão enquanto era um upa conseguir material adulto. Algum coleguinha surrupiava do papai a Playboy do mês e levava na escola, mas a Playboy raramente falava sobre sexo com os detalhes de uma Nova (Cosmopolitan) e afins.

Nosso amigo gringo do Retrospace não teve a Marta Suplicy explicando tim-tim por tim-tim nas manhãs da Globo. Bem aventurados aqueles momentos em que se esperava começar o Balão Mágico....

Isso poderia ser reflexo da revolução feminista, quando os editores trocaram as receitas de empadão cremoso por sexo, além de um assunto vender muito mais do que o outro desde que o mundo é mundo, evidente. Pelo menos na década de 80, quando fui criança, parecia que a conquista de um orgasmo feminino era tão merecedor de destaque midiático quanto a chegada à lua em 69 (!) para a humanidade.

Detalhe do site da revista Nova
"Surpresa" entrar no site da revista hoje (2013!!!), e 90% do conteúdo é sobre... SEXO! Destaque para “O guia do orgasmo”, logo abaixo link para “Celular hot! Conheça 5 aplicativos que vão apimentar sua relação”, ao lado chamada para “Solte o som e atinja o melhor orgasmo da sua vida.”, dicas de literatura sexy, “O gato pode ou não gostar na primeira transa”, etc.

Tem até astrologia da sedução e numerologia do sexo! O que sobra na página é sobre moda, porque as leitoras precisam se vestir entre um sexo e outro?

Aproveitei e, a título de comparação, dei um pulo até o endereço da produtora pornô Brasileirinhas e... Não tem sexo! É uma loja virtual corriqueira de produtos e vídeos adultos.

Pelo menos na Brasileirinhas não tem artigos sobre cultura, comportamento e política. Aí já seria demais!

[Ouvindo: スナッフフィルム – アーバンギャルド]

2 comentários:

Caio Bov disse...

Quando adolescente, eu me esbaldava nos catálogos da DuLoren, De Millus... tinha uns outros menos conhecidos também.

A graça está na imaginação.

Miguel Andrade disse...

Caio, eu também. Até naquelas embalagens de meias-calças. rs

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