quarta-feira, 24 de julho de 2013

Lady Francisco e os punks do apocalipse

Uma rara ficção científica brasileira pra ficar de boca aberta de tão exótica: Punks – Os Filhos da Noite (1982 de Levi Salgado)!!! E o melhor é que há duas versões, softcore e hardcore. O melhor...

Num futuro distante, talvez (e tudo nele é com “talvez”) Lady Francisco seja uma chefona cujos capangas fazem shows em inferninhos com roupas diminutas. Daí existem outros grupos rivais, com destaque uma moça de cabelo esvoaçante que disputa o mesmo universo.



Espere confrontos entre as gangues de “punks” muito más, mas com um tempo pra pegar piscininha. “Punk” aqui é uma cruza de “Pablo, qual é a música?”com os piores figurinos que o John Travolta poderia ter usado naquela época.

Se os rapazes têm aparência de go-go boys, não se engane. O fator gay fica apenas aí, aliás, aí e em algumas cenas de boate onde eles participam de coreografias com um travesti (!) ao som de discoteque.

E o tempo passou e quem diria, Lady Francisco tem no passado algo em comum com Helen Mirren que foi parar sem querer no meio daquele monte de sacanagem quando Calígula foi reeditado. Aconteceu com vários filmes brasileiros, mas nenhum com uma estrela como Lady Francisco (mãe da Escrava Isaura, pô!).

Em 1987, com o sexo explícito bumbando no cinema nacional, eis que remontaram Punks – Os Filhos da Noite “ao formato”. E aí o título virou SEXO SELVAGEM DOS FILHOS DA NOITE!!!

A história continua sendo a mesma, escura e confusa com a inserção de cenas x-rated muito mais iluminadas, sem função alguma à trama. As quatro ou cinco sequencias de sexo ainda são o avesso do que se pode chamar de selvagem, todas banalíssimas, filmadas num mesmo quarto barato com elenco avulso.

10 comentários:

Jôka P. disse...

Nós adoramos esse filme, pela Lady Francisco, pelo diretor - que também fez "Os Rapazes das Calçadas", com Lady vestida de homem (também explícito, todo filmado em Copa). Mas principalmente por que a rival de Lady é nossa querida amiga Claudia Celeste.
PS: e continuamos blogando.
Nós, os dinossauros. Rs...

Miguel Andrade disse...

Jôka, e o galã é o Danton Jardim!

Moacir disse...

MIGUEL!!! Eu vi isso NO CINEMA!!!!! Eu achava o Danton Jardim O MÁXIMO e fui ver o filme por causa dele. Hahahahahaha!! Mas o filme foi uma meleca pois eu mal me lembro. Ficou só o Danton na memória: http://1.bp.blogspot.com/-kGvceXso0b8/TxsIjr8RaTI/AAAAAAAAD1Q/ceLknwDdNig/s320/DantonJardim-poster-anos70.jpg

;-)

Caio Bov disse...

De fato, digno de um Fellini. Vamos dizer que esta belezura da intelectualidade cinematográfica tabajara, seja um plágio desta pérola aqui:

http://filmesparadoidos.blogspot.com.br/2010/05/intrepidos-punks-1980.html

Daniel Tavernaro disse...

Acho dêmôdê quando você fala "discoteque" quando quer falar de Disco Music. Nada mais antigo e pastelão!

Miguel Andrade disse...

Moacir, e ele era o piloto do Marco Aurélio em Vale Tudo, né? E qual das versões você viu no cinema?

Caio, beeeem provável! kkkk


Daniel, uai, discoteque! Falo como a Yolanda Pratini falava. :D

Daniel Tavernaro disse...

Ah tá, agora entendi. Ainda bem que não rolaram postagens sobre a época em que se falava latim, né?


Hahahahah!!!

Miguel Andrade disse...

Daniel, acho que nem no site do Vaticano! Hahaha!

ADEMAR AMANCIO disse...

Encontrei esse filme agora na net,e procurei alguma resenha,vou conferir.

Miguel Andrade disse...

Ademar, conta aí depois o que achou. Tenha boa vontade! :D

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