Revista Playboy estaria com os dias contados

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A noticia de que a Playboy brasileira encerraria suas atividades (link off), mesmo muito longe dos tempos áureos em que desnudava celebridades, foi o susto do dia. A culpa deve recair na farta sacanagem free da Internet.

Suspeitássemos que este dia chegaria desde a primeira vez em que digitamos WWW alguma coisa com intuito nada cristão. Roberto Civita, finado todo poderoso da Abril, em uma entrevista no começo da década passada disse que não estava preocupado com a Internet porque não vendia papel, mas informação.

No caso da Playboy, acompanhamos nos últimos anos o que parece ser caso de mexida em time que está ganhando. Foi se distanciando da estrutura que não só a consagrou como a distinguia até da matriz norte-americana.

Em miúdos, o desfecho começou a parecer inevitável quando insistiu em exibir qualquer moça na capa. Virar playmate brasileira tornou-se façanha comum a qualquer uma que participe de reality show ou apareça saliente na mídia, o que não gera a menor expectativa em potenciais consumidores.

Ué, se for pra ver gente comum pelada, existem quilos disso de graça na Internet. Nos primórdios, mulher famosa (que é bem diferente de mulher falada...) era o diferencial entre Playboy e o batalhão de revistinhas suecas mais baratas e mais ousadas que existiam nas bancas.

As atuais habitués fizeram existir opções pra tirar a roupa: Playboy ou a prima pobre Sexy? Sinal de que o simples fato de ser coelhinha não comove mais ninguém, não representa um degrau a mais de status.

O mais interessante é que o final da revista derruba de vez o mito (tratado como piadinha) de que era consumida pelo conteúdo intelectual. Mas, claro, sempre haverá quem suspire de saudade pelas páginas e mais páginas de papel couché que vinham antes e depois do pôster central.


Claudia Raia numa das vezes em que apareceu na Playboy.

Um leitor que terá saudade das entrevistas da Palyboy.


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8Comentários

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  1. No começo, ela era a "Playboy", que nem era por falta de "atrevimento", mas não mostrava a perseguida da mulher da capa tão facilmente. Era mais como uma descoberta do erotismo, e não do sexo.

    A revista está mal das pernas há anos já. Está tão ruim que me parece ser a versão feminina da G Magazine: Entrevistas e reportagens pobres e podres. Umas fotos que parecem feitas por qualquer um que tenha câmera digital. Mas o que mais me chateia é ver mulheres sem sex appeal ou que se comunique visualmente com a câmera. A nudez, enfim, foi castigada.


    Gente, cade os comentaristas daqui?

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  2. Daniel, é bem por aí. Não dá, neste caso específico, pra colocar a culpa apenas na Internet.

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  3. Eu curtia mesmo as matérias: como se vestir bem, dicas de perfumes, e de vez em quando até dicas culinárias (tipo o jeito chique de engrossar algum caldo é com gema de ovo ou creme de leite, nunca amido de milho).

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  4. Quer dizer, isso em 1990, depois nunca mais comprei Playboy.

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  5. Gastão, este chiquismo de engrossamento eu desconhecia totalmente.

    Playboy perdeu o rumo a partir dos 90, quando os Tchans da vida venderam bem. Tchans e personagens do programa do Huck da Band

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  6. A produção dos ensaios dava gosto (pelo menos na época). Peças de roupa, cabelo, locação...Eu tinha as edições da Claudia Liz, Andrea Faria (paquita), Luciene Adami, e uma internacional com Sherilyn Fenn (no auge do sucesso de Twin Peaks, logicamente o ensaio dela era tipo "Paparazzo", pernas dobradas de lado e tal).

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  7. Gastão, davam gosto mesmo. E rolava um auê no mês dependendo da pelada.

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  8. A Playboy ta um téééééédio... a mulherada se não tem cara de pobre tem uma beleza plastificada!

    Que saudade das Lidias, Maitês e Brunas...

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