terça-feira, 28 de maio de 2013

Sua professora menos querida amaria isso!

Liar Game (2007) tem um dos roteiros mais absurdos que me deparei nos últimos tempos. Daquelas coisas que acha que só poderia ser do Japão, se não tivéssemos observado a etnia do elenco, claro.

Como todo dorama, tem um quê elevado de romantismo e drama, mas o forte dele é o suspense psicológico. Ou melhor, do uso da matemática para construir o suspense e desenrolar as atitudes dos personagens.

Baseado num mangá, a história (em 11 capítulos) é sobre uma garota ingênua que acredita em todo mundo, até que entregam em sua casa uma caixa preta. Ao abri-la, encontra 100 milhões de ienes, um envelope e DVD!

Ao violar a embalagem automaticamente entrou em no tal jogo do título, sem poder recusar. A regra principal na primeira fase consiste em permanecer com a fortuna e tentar roubar a mesma quantia de um oponente específico.

Ganha quem ao final do período tiver mais dinheiro (conseguido não importa de que forma, afinal, o jogo se chama Liar). Quem perde tem que devolver a mesma quantia original de ienes à misteriosa organização, mesmo tendo sido roubado.

Órfã de mãe, com pai definhando de câncer no hospital, a protagonista pede ajuda a um gênio dos cálculos que acaba de sair da cadeia. Ele será muito útil na segunda fase do jogo, ao montar uma estratégia matemática que permite com antecedência supor quantos oponentes votarão numa mesma resposta.

 Parece confuso? Mas é mesmo! Todos os cálculos são graficamente compartilhados com o telespectador, que tem que ficar ligadinho em acompanhar o raciocínio lógico do herói.

Embora brilhante em sua estrutura, quem nunca se deu bem em matemática começa a boiar lá pelo terceiro capítulo. Gravado e montado de um jeito divertido (imagine uma cruza de Kill Bill com a série Batman 60’s), começa-se a lamentar a falta de interesse causada pela pelo principal atrativo da série.


Creio que quem conseguia tirar mais do que nota C em matemática deva achar Liar Game o dorama de sua vida. O restantes vai desistir lá pelo quinto capítulo, embora reconhecendo o incrível emaranhado numérico da narrativa que o destaca de toda a dramaturgia televisiva produzida no mundo.

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