terça-feira, 23 de abril de 2013

Estive no Sho-Bar e me lembrei de você

Fabulosos cartões postais, para quem vai ao Sho-Bar e quer uma lembrancinha do show Ricki Covette. Um dos lugares mais tradicionais de Nova Orleans.

Tradicional com “T” maiúsculo, remetendo quase aos tempos do ragtime. Ele ainda existe, com uma plaquinha de neon na frente, segundo me contou o Google StreetView (228 Bourbon St New Orleans, LA 70130).

O segundo cartão supostamente é de 1972 e a moça ali seria Brigette Boudreaux. É possível que toda a colonização francesa da região se estendeu a nomear as strippers locais (finjamos que não soa como Brigitte Bardot. rs)...

E algumas coisas nos fazem crer que o ambiente não era bem este aí das fotos. Compreensível as senhorinhas ali ao fundo, afinal, podia ser um ambiente familiar em que se repeita a arte do burlesco, né?

Mas cadê o cigarro? E porque todos, absolutamente TODOS, os cavalheiros da primeira fila estão observando o rosto das estrelas ao invés dos exorbitantes corpanzis de fora?

A primeira imagem é um oferecimento it's better than bad, a segunda imperturbe e a terceira Santa Claws.

Veja também:
Um piano, um teto, um cadáver e a striper muito bêbada para se lembrar

[Ouvindo: Hatchet Twist – Sante Maria Romitelli]

2 comentários:

Daniel Tavernaro disse...

Super sempre me assustou essa ideia de mulheres que frequentam ambientes de strip-tease para fazer companhia a seus parceiros ou algo do tipo. A não ser que tinham várias lésbicas naquela época...rsrsrsr.

Pelo menos, (por não ter vivido a época) é o que vemos em filmes, fotos e tals. E pensar que só em meados dos anos 80/90 que abriram um clube que acontecia o "inverso"; para as mulheres, com homens seminús. Até clubes gays já faziam sucesso bem antes do "clube feminino" aparecer....ou não?

Miguel Andrade disse...

Daniel, mas isso com nossa visão de 2013 mesmo. Era uma época libertadora.

Logo depois chegou Garganta Profunda nos cinemas e todo mundo foi. Homens e mulheres.

Desconheço se clubes de stripers gays faziam sucesso. Não creio.

Comparando a industria de sinema pornô hetero com a gay, percebe-se que a segunda era muito mais pobre. Filmes com áudio sincronizado demoraram a existir.

Por aí a gente tira que o mercado era secreto e restrito. rs

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