quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Em gloriosos tons de cinza

Ideia óbvia, mas que não tinha pensado antes! Action figures de desenhos originalmente em preto e branco... em preto e branco!

Estão saindo a turma do Popeye 30’s e os personagens da série Os Monstros. Tudo desprovido de cores, do jeitinho que foram concebidos.

Se não me engano, a Disney em suas mil e uma explorações do Mickey Mouse já fez o mesmo. Mas continua pouco comum, até pelo apelo pouco comercial.

Action figures também conhecidos como “bonequinhos”. Parei de chamar de “bonequinho” depois que me corrigiram, mas é tão bonequinho quanto cupcake é bolinho.

Sem querer polemizar, o caso contrário é a mania de chamar Donut de rosquinha, coisa tão comum nas dublagens em português-BR. Não, senhora! Donut é donut, rosquinha é rosquinha!

A primeira imagem é um oferecimento lunzerland

As Certinhas do La Dolce

Dotty Richardson

Feliz

A imagem é um oferecimento sloth unleashed


[Ouvindo: OK – Beastie Boys]

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Bibi & Fafá na escola de sereias

As duas têm o nome similar e ainda fizeram clips parecidinhos na década de 80. O da Fafá de Belém não é bem um clip e sim trecho daqueles especiais que a Globo fazia.

Mas a música Sereia (assista aqui) é absolutamente referente ao tema. A Boom, Boom (assista aqui) da Bibi Andersen ainda estou pra entender.

O mar não estava pra peixe! Talvez seja sequencia desse outro número aqui, em que ela encarna uma naufraga.

Enfim, no plano geral a espanhola parece querer sensualizar, embora de visual infantil:

A brasileira idem, na medida em que um musical infantil permitia:

Sereia no Brasil não basta ser toda boazuda ostentando os 102 centímetros de busto em dia, cantar se equilibrando numa concha... Tem que saber lidar com toda sorte de lixo á volta.

Veja também:
Jayne Mansfield VS Fafá de Belém


[Ouvindo: Land Of 1000 Dances – The Wonders]

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Como virar moça prendada

Toda mocinha PRECISA ter o “Pequeno Manual da Futura Dona-De-Casa” . Toda não, só a que sonha em ser dona de casa quando crescer.

Presentão dos produtos Nestlé, encartado na Reader's Digest de agosto de 1962. Mês e ano em que Marilyn Monroe morreu, só pra constar.

Nem acho o livrinho desnecessário. Ninguém nasce sabendo mesmo como fazer feijão de caldo grosso.

[Ouvindo: Saborearei – Luli e Lucinha]

Yes, nós temos Marilyn!

Ou melhor, nós temos Jayne Mansfield, comparando com outra que viveu à sombra de Marilyn Monroe. A atriz Clarice Piovesan encarnou o tipo loira estúpida com sucesso na década de 70.

Um tipo de profissional que encarna apenas um personagem independente do roteiro ou mídia, confundindo-se com ele. Tal e qual Mazzaropi, Zé do Caixão, Paulo Cesar Pereio ou Elvira, A Rainha das Trevas, só pra citar uma gringa.

Ficou conhecida nacionalmente ao contracenar com o então marido Stenio Garcia no humorístico O Planeta dos Homens (1976). O quadro Kika e Xuxu deu tão certo que virou um tipo de seriado infanto-juvenil.

Em novela levou o tipo para Feijão Maravilha (1979), cuja trama homenageava antigas chanchadas. Sua Marilyn Meyer era doidinha, aparentemente alcoolizada, falando aos quatro cantos que queria hula-hula.

No cinema foi imortalizada em O Segredo da Múmia (1983 de Ivan Cardoso) de onde saíram as imagens que ilustram este texto. É a portentosa Gilda, embora continue com o visual Marilyn, mulher do cientista louco Wilson Grey.

Clarice simplesmente desapareceu da mídia na década de 80 ou parou de descolorir o cabelo e ficou irreconhecível. O certo é que marcou presença nessa década graças às reprises de seus trabalhos na Globo.

Dizem as más línguas (Mentira! Tá no IMDB) que em 2006 ela estava residindo na Dinamarca. De resto, ninguém sabe ninguém viu.

As imagens são um oferecimento divulgação Ivan Cardoso

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Quimonos em fúria

Surpresa boa essa minissérie Shogun (1980 de Jerry London).  Dava nada por ele, ou melhor dava: acreditava que era um romance em centeeeenas de minutos.

Até pelo galã 80's supremo Richard Chamberlain encabeçando o elenco. Como não jurar que se trata de um drama açucarado para donas de casa suspirarem enquanto o suflê não fica pronto?

Que nada! Logo no primeiro capítulo rola uma decapitação, submissão, urinadas e mais um monte de violência.

Bacana que apenas os diálogos em inglês são legendados. Em japonês (a maioria do roteiro o é!) nós ficamos desconfortavelmente boiando tal e qual o mocinho da história.

Coisa que eu não entendi é por que uma minissérie tão cara, filmada realmente no Japão, centenas de figurantes, construíram embarcações, apuro histórico e... o protagonista usa uma barba visivelmente fake? Ele devia de estar em cartaz na Broadway na época, blábláblá, mas creio que valeria o sacrifício.


Ainda estou assistindo, então, pretendo voltar a Shogun num futuro post. Ou não!
[Ouvindo: Helicopter US Navy 66 – Manuela]

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

É preciso começar por algum lugar

Um caso de editor beneficiado por certa conjunção astral benéfica! Julie Newmar e Anita Ekberg na mesma capa muito antes de serem famosas.

Aliás, em 1953, ano desta Night and Day, Newmar ainda assinava Charlene Jesmer, relembre clicando aqui. Ekberg era apenas a Miss Suécia 50 esperando sua vez em Hollywood.

A assessoria dos estúdios praticamente sustentava com material fotográfico publicações de moda e masculinas. No caso das masculinas, isso era praxe até surgir a Playboy na metade dos anos 50 com suas coelhinhas exclusivas.

Ser “modelo e atriz” era inevitável para as aspirantes. Oriundas quase sempre de concursos de miss (suéter, Rockford, ou de qualquer outra coisa que o valha), conseguiam contratos de valor ínfimos com estúdios que batalhariam para que decolassem.

Nessa batalha estava incluído o envio de fotos das beldades para revistas de todo o planeta. Com sorte (o que não foi o caso das garotas da imagem ao lado...) viravam minas de ouro como Kim Novak, Lana Turner e principalmente Marylin Monroe.

 As imagens são um oferecimento Retro-Space


[Ouvindo: Begin The Buine – Ann Margret]

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Natalie Wood em momento Mãe Dináh: Narrando a própria morte!

Quem curte estorinhas bizarras, toma lá! É o que o Culture Boy chamou oportunamente de The Bette Davis Eyes Of Laura Mars, referência á canção e aquele filme onde a fotografa tem premonições de crimes.

Natalie Wood quase descreveu a própria morte quatro anos antes disso acontecer. E diante das câmeras, no palco, durante a cerimônia do American Film Institute em homenagem a Bette Davis.

No vídeo (que você assiste no player abaixo ou clicando aqui) ela conta sobre a participação em Lágrimas Amargas (The Star, 1952 de Stuart Heisler) e a honra de ter interpretado a filha de Bette Davis. Recordou do primeiro dia de filmagens quando lhe pediram para que ela mergulha-se no alto mar e nadar até certo ponto distante, coisa que se recusou a fazer.

Quando ameaçaram lhe jogar na água ou perderia o papel, gritou tanto que seus berros puderam ser ouvidos por toda Catalina. Justamente o lugar em que seu corpo foi encontrado em 29 de novembro de 1981.

No filme não há mesmo qualquer menção a mergulho. Só uma sequência ensolarada em que as duas estão num barco, com a garota eufórica.

Recordou isso ao lado do marido Robert Wagner que seria acusado, inclusive com a recente reabertura do caso (relembre clicando aqui) de assassina-la. As últimas notícias dão conta de que no meio a uma discussão ela que havia bebido caiu acidentalmente no mar.

Gravações da embarcação indicariam que Wagner proibiu que lhe resgatassem para que a esposa aprendesse uma lição.

[Ouvindo: To Simonetti – Easy Going]

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Pausa para nossos comerciais

Farinha Bem-Hur está na corrida para ganhar seu paladar. Se você ainda não experimentou, algo de bom está reservado para você pedir na mercearia.

Um personagem da ficção batizando um produto em 1903!!! Muito comum hoje, principalmente com filmes, mas esse anúncio tem 109 anos!

Pré qualquer conceito de exploração pop. Evidente que nessa época o cinema ainda engatinhava e a referência deve vir do livro de Lew Wallace.

Publicado pela primeira vez em 1880, virou best-seller. Pouco depois foi transformado em peça de teatro de bastante sucesso com a notável sequencia da corrida das bigas no palco e tudo.

No cinema a história seria adaptada pela primeira vez em 1907 (portanto, depois do anúncio) e numa superprodução em 1925, estrelada pelo astro Ramon Novarro. A versão com Charlton Heston é de 1959.

A imagem é um oferecimento Captain Geoffrey Spaulding

[Ouvindo: Last Drag – Traci Lords]

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Quando a segunda vez é mais difícil

Cinema parece ser a arte onde a primeira vez é mais fácil. Pelo menos listamos sem dificuldade gente que alcançou grande sucesso de crítica e público logo no filme de estreia.

Continuar com o mesmo gás é que são elas. Até Billy Wilder, um dos maiores cineastas que o mundo já conheceu confessa ter dado uma tremida com Cinco Covas No Egito (Five Graves to Cairo, 1943), segundo longa.

Leia a seguir as palavras do próprio, retiradas da biografia Billy Wilder e O Resto É Loucura, sobre a arriscada segunda tentativa:

“Naturalmente, também no meu segundo filme me caguei todo. O segundo filme é o mais difícil, porque é preciso mostrar que o primeiro não foi bom por puro acaso. A gente fica sob pressão de mostrar capacidade. É a mesma coisa que um homem que tem coragem de pular do terceiro andar de um prédio. Alguém vem e diz ao sobrevivente: ‘Agora pule do sexto andar. Certamente isso você não conseguirá fazer!’, e ele diz: ‘É claro que consigo!’. Ele pula e morre.”

Wilder pulou, não morreu e ainda fez dezenas de outros filmes. A boa maioria deles nada menos do que obras-primas.

[Ouvindo: Hotel P.L.M. – Astor Piazzolla]

Como vender um best-seller online

Não dizem que uma boa apresentação é meio caminho andado para o sucesso da venda de um produto? Deve ser a intenção desse altarzinho.

Certeza que esse o passarinho de louça com rabo quebrado ajudou muito para que Joan Crawford My Way tenha encontrado um dono. Está a venda no Ebay por 38 dólares!

Com 224 páginas, a autobiografia é dividida em duas partes. A primeira conta a trajetória da atriz no cinema do mudo ao sonoro, seus amores, êxitos e momentos de solidão.

A segunda parte, segundo a vendedora, é um script para a mulher de sucesso - Como se vestir, como se tornar uma figura encantadora, o rosto brilhante, o cabelo lindo, etc.

Quando o livro foi editado (1970/71) Crawford tinha conquistado um cargo executivo na Pepsi. As dicas fazem mais sentido por isso, embora não devem ensinar a casar bem...

Veja também:
Exemplão de vida


[Ouvindo: Trevo De 4 Folhas – Nara Leão]

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Bond girls ao gosto do censor: Versões do mesmo pôster

Público dos Estados Unidos, por consecutivo de todo planeta, já que os filmes são distribuídos geralmente a partir de lá, devia achar que James Bond era um cara com mais pudor. Na primeira imagem de 007 Contra a Chantagem Atômica (Thunderball, 1965 de Terence Young) está a versão EUA, na segunda a da Inglaterra.

As artes de Robert McGinnis foram alteradas para cada mercado O mais bizarro é que são diferenças mínimas, que apenas uma mente menos sadia iria reclamar.

Como americanos se amarram em peitos grandes, deram uma disfarçada no biquíni dela para ficar menos voluptuoso. Só pra estragar prazeres, né?

Ainda há a atenuação do umbigo. Já comentei aqui antes de quando umbigos eram considerados indecentes, releia clicando aqui.

Na Espanha, segundo o blog Illustrated007 as mudanças foram mais significativas. Repare nas imagens abaixo:

Vestiram a mocinha da esquerda com um vestido de dançar rumba ou qualquer coisa do tipo. Pior destino teve aquela de quatro ali no fundo, que foi limada sem dó!

As seguintes são de Com 007 Só Se Vive Duas Vezes (You Only Live Twice, 1967 de Lewis Gilbert). Não mudaram nada no tamanho das vestimentas, mas repare bem!

Mudaram o detalhe da garota ali embaixo, com a mão embaixo d’água. Braço recuou para os yankees e as borbulhas da água em volta dele sumiram.

Detalhe tão detalhe que, volto a dizer, só alguém de cabeça poluída mandaria alterar essa safadezinha. Pra mim, que sou um rapaz puro, é coisa à toa mesmo!

Veja também
Bond proibidão


[Ouvindo: Spoon – Cibo Matto]

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Ouvindo assim ninguém diz

Nem de longe, vendo só essa capa, eu suspeitaria que som esse Herbie Mann toca. Suspeitava de algo pra esquentar as discoteques ou coisa gay que o valha!

Primeiro que demorei pra sacar que ele tá segurando uma flauta, segundo que ele tem inegável cara de ator pornô 70’s. Terceiro: Palmas para minha ignorância musical!

Ouça “Push push” no player abaixo (ou clicando aqui) e se surpreenda!

O disco é de 1971, o que talvez dê algum sentido ao estilo arrojada, por assim dizer, da foto. Para um músico de jazz sobreviver na alta roda era preciso adotar certo estilo moderno.

a imagem é um oferecimento TDPRI

[Ouvindo: In A Cave – Kitchens Of Distinction]

Dica de programa para catalogar seus filmes

Na difícil arte de colecionar filmes já perdi muito tempo tentando localizar algum. Mais tempo ainda tentando arranjar um programinha onde eu posso cadastrá-los de forma satisfatória.

Existem centenas deles, cada qual com seus prós e contras. O que menos tem contras é o EMDB (baixe no site oficial clicando aqui) por ser freeware (de graça!), leve e muito simples de atualizar e utilizar.

Abrindo o programa, basta clicar em “inserir”, escrever o nome original do filme e mandar o programa catar o resto no IMDB, o mais confiável e tradicional banco de dados na internet. Há outros softwares que buscam em sites brasileiros, mas vá saber sobre a confiabilidade das informações...

Manualmente nos resta acrescentar o tipo de mídia (DVD, VHS, DVD-R, Super8, etc.) e alguma informação indicativa. Filmes em DVD-R eu guardo em cases numerados e por isso escrevo o número correspondente a cada registro.

Outra dica é nunca deixar de incluir o nome brasileiro ainda mais em filmes de línguas que temos menos familiaridade, o que dificulta buscar depois. E ficar de olho se puxou tudinho do IMDB, já que em caso de produções nacionais ou obscuras, costuma omitir cor, gênero, metragem, etc.

Ponto negativo do EMDB é que ele ignora títulos que o IMDB considera adultos. Se você tiver clássicos como Atrás da Porta Verde (Behind the green door , 1972 de Artie e Jim Mitchell) terá que adicionar manualmente tudo. Como são poucos, nem é tanto sacrifício assim.

No começo leva um bom tempo catalogando, mas depois, além de não perder nada de vista, é bem prazeroso de ficar fuçando. Pode-se ver, por exemplo, o que se tem ano a ano (a partir de 1910, tenho pelo menos uma produção de cada ano até 2012), quantos são de determinado diretor, ator, país, etc.

Ah, o nome do programa (EMDB) é uma referência ao Eric, criador do software. Quem doar uma pequena quantia pode te-lo customizado com a letra do seu nome, MMDB, no caso de você se chamar Miguel.

[Ouvindo: Summer Kisses Winter Tears – Elvis Presley]

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Tentativa de suicídio na primeira página

E vai me dizer que adianta ser famosa, ruiva, rica e bonita se você não pode nem tentar cometer um suicidiozinho sem que isso seja amplamente noticiado? Pobre Susan Hayward!

Teve sua desgraça espalhado aos quatro ventos. Por que uma coisa é alimentar revistas de mexericos, outra é virar manchete de jornal com notícias desagradavelmente sérias em letras garrafais.

Quando me deparei com essa capa do “The San Francisco News” pensei que fosse coisa de tabloide. Ou um azar dos diabos por ter tomado uns espumantes a mais com nebutal a mais num dia de pautas fracas.

Uma googlada de nada e chego à capa do “The Detroid News” de 26 de abril de 1955. Não foi manchete principal, mas teve destaque suficiente pra ela tentar de novo assim que recobrasse a consciência.

Até aqui no Brasil! No dia seguinte a Folha da Manhã (atual Folha de São Paulo), mais polida, noticiou num boxe da capa (veja na imagem ao lado) que a atriz foi hospitalizada com urgência após policiais a encontrarem desacordada em casa.

A causa teria sido a turbulenta separação do primeiro marido, o também ator Jess Barker. Os dois brigavam na justiça pela guarda dos filhos gêmeos que estavam com 10 anos.

Naquele ano Susan Hayward estrelou Chorarei Amanhã (I'll Cry Tomorrow de Daniel Mann), papel que lhe valeu sua quarta indicação ao Oscar. Qualquer dramalhão nas telas era fichinha perto de sua vida privada.

A primeira imagem é um oferecimento LUVA DRINNEN, a terceira A Certain Cinema

Veja também:
O Crime que abalou Hollywood´
Imitação da arte: Calvário da filha de uma estrela


[Ouvindo: Private Psychedelic Reel – The Chemical Brothers]

No espaço ninguém vai te ver brilhando

Que pós produção computadorizada o quê! A alien vampiresca de Queen of Blood (1966 de Curtis Harrington) tem olhos brilhantes graças a duas lanterninhas direcionadas.

Pelo menos é isso o que parece. Efeito especial caseiro, mas eficazmente aflitivo, até porque, imagino o desconforto da atriz Florence Marly.

As outras opções comuns na época seriam pintar o negativo ou o uso de lentes de contato. Na época, lente também não era coisa lá muito bacana já que as gelatinosas só seriam inventadas décadas depois.

Quanto ao filme em si, é daquelas ficções científicas produzidas aos borbotões na década de 60. Quando os estúdios (no caso a AIP) compravam películas da Rússia ao quilo pra reaproveitar as sequencias das naves, monstros, galáxia, etc.

Por sérios problemas orçamentários também trocam a ação por diálogos e mais diálogos. Há uns pontos que, ou eu dormi de tédio, ou não fazem sentido algum mesmo.

Exemplo: A nave só pode transportar dois astronautas por vez, daí ao invés de deixarem um em Marte (Risos) e o outro seguir no veículo com a alienígena desmaiada até a base americana, deixam um na nave e o outro sai a pé com a moça desmaiada no colo. Refiro-me a lógica mesmo, nem a questões físicas.

No elenco o Basil Rathbone, antigo astro pagando as contas mensais em tudo quanto é trash que lhe ofereciam, e os novinhos, novinhos John Saxon e Dennis Hopper. A interpretação do último é dos raros sopros de vida nesse universo artificial de astronautas de laquê, texto pomposo e trechos de imagens com outra coloração.

O diretor Harrington disse em entrevista que acredita numa ligação entre seu filme e Alien, O 8º Passageiro (Alien, 1979 de Ridley Scott). Fora o fato de ambos serem sci-fis e existir um extraterrestre assassino a bordo, é quase como comparar Mary Poppins ao Exorcista.

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