quarta-feira, 30 de maio de 2012

Não diga! Joan Crawford iliminada de O Bebê de Rosemary!!!

Roman Polanski teria dispensado os veteranos Joan Crawford e Van Johnson no set de O Bebê de Rosemary (Rosemary's Baby, 1969). Ambos interpretariam eles mesmos numa sequência em que a protagonista ia ao teatro.

A informação é da atriz Rutanya Alda que trabalhou na película como stand-in da Mia Farrow. Esse tipo de profissional serve sobretudo para testes de luz, posicionamento de câmeras, contra planos e qualquer outra coisa que possa sobrecarregar os astros mais famosos, de quem precisam ser parecidos.

Alda lembra que Crawford foi lhe cumprimentar assim que a viu, provavelmente achando se tratar de Farrow, então senhora Frank Sinatra. Naquelas ironias do destino, a mulher de quem apertou a mão veio a interpretar um papel importante em Mamãezinha Querida (Mommie Dearest, 1981 de Frank Perry).

A testemunha ocular acha que Polanski se exaltou quando Van Johnson perguntou “Quem é o Pinóquio?”. Aos berros disse “Saiam todos do meu set!!!”, para astros, estrelas e figurantes e mais tarde desistiu de rodar qualquer coisa ali.

Joan obedeceu, claro, mas antes não deixou de bradar a quem quisesse ouvir: “Você devia aprender um pouco de boas maneiras com William Castle!”. Ela havia sido dirigida por Castle em Almas Mortas (Strait-Jacket , 1964) e I Saw What You Did (1965), sendo O Bebê de Rosemary uma produção dele.

A primeira imagem é um oferecimento HorrorThon

[Ouvindo: Will You Still Be Mine – Erroll Garner]

Alhos com bugalhos

Uma coisa “Take my breath away”! Lembrando que a trilha Sonora de Top Gun era do tempo em que incluíam entre parentes a tradução dos títulos das músicas: (Tire meu fôlego)!

E depois que um primeiro produtor/editor/whatever descobriu que em inglês kill parece com Kiss nunca mais pararam com o trocadilho. Até pela imagem oposta que a junção das duas palavras pode sugerir.

Judas quiçá foi o primeiro a perceber isso. Devia ter patenteado a ideia... Kiss or Kill é o nosso Ou Dá Ou Desce, embora tenhamos explorado pouquíssimo essa similaridade.

Óbvio que estou brincando. Sério mesmo é a qualidade da ilustração aí, com a riqueza do oxigênio estufando as roupas de banho do casal.

A imagem é um oferecimento X-Ray Delta One

[Ouvindo: Se Você Pensa – Elis Regina]

terça-feira, 29 de maio de 2012

Sailor Moon de carne e osso: Tadinha!

Talvez na época, há quase 10 anos, a versão live action de Sailor Moon tivesse graça a mais pelos efeitos e captação de imagens em alta definição. Como hoje isso é banal, não é nada mais do que engraçadinho.

Mesmo todo high-tec, não passou da primeira temporada. Havia alguns trechos no You Tube, inclusive com legendas em português, mas assistir a um episódio inteiro não é fácil.

Simplório, parece ter sido produzido (e interessar apenas) para meninas em idade pré-escolar. Tolinho, de humor modesto, deixa a desejar até no design dos monstros que as guerreiras lutam.

Fora a aparência das Sailors, a essência dos episódios em nada lembra o estilo do animé. O tom adolescente, transgressor até, deu lugar a um rame-rame de jardim de infância.

Veja também:
HQ em nome da lua


[Ouvindo: Ethel Meets The Count (with Don Sebesky) – Ethel Smith]

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Profissão: Bolete!

Como falta na Wikipédia em português o verbete “Bolete”, creio que seja necessário alguma explicação. Boletes eram as bailarinas do programa Clube do Bolinha.

Bolinha era um animador de auditório da TV Bandeirantes, hoje Band. Seu programa ia ao ar nas tardes de sábado, patrocinado sobre tudo pelos produtos Arisco.

A gente era pequetitinho mas entendia que Bolinha era um sub Chacrinha, com todo respeito. Por tanto, Boletes eram um tipo de sub Chacretes.

Ao contrário das moças que enfeitavam o palco do Velho Guerreiro, poucos nomes de Boletes nos vêm à mente. Ou melhor, apenas o de Zulu!

Zulu e Cleide

Zulu, a Bolete dramática que jamais sorria do alto do seu maiô cavadão. NUNCA! Mesmo com o apresentador fazer graça, mantinha o ar sisudo, sem falar nada, apenas reproduzindo a coreografia.

Outro dia noticiaram que suposta ex Bolete apareceu assassinada em Sorocaba. Que deus a tenha em bom lugar com sua infinita coreografia de braços pra cá e pra lá.

E foi assim que cheguei ao blog de outra ex Bolete, Lucinha. A quem agradeço imensamente o compartilhamento destas imagens.

Lucinha e Claudia

Paula, Marcia e Yara

Inês,Irene, Índia e Yara

Fábia,Sônia e Regina Gaucha

Agora pelo menos conhecemos outros nomes além de Zulu... Que bom, né?

[Ouvindo: Warm Ride – Rare Earth]

De lugar nenhum

Nunca ouvi The Hal Otis Quintet, mas deve ser um som flamejante! Sabendo que se trata de jazz 50’s então...

E não há nada a respeito no You Tube ou em qualquer outro lugar na Internet, pra gente conhecer, mesmo com essa capa espetacularmente chamativa. Ou melhor, literalmente chamativa!

A imagem é um oferecimento G2

[Ouvindo: Vidala Dolorosa – Atahualpa Yupanqui]

quinta-feira, 24 de maio de 2012

“A nova Carmen Miranda” por Elis Regina



- Dizem que você é nova Carmen Miranda. Qual sua opinião sobre ela?

- Carmen Miranda ficou famosa no Brasil sem televisão, sem imprensa. Perto dela, meu trabalho é mínimo. Não há nada de mais no sucesso que consegui, tendo o rádio, a TV e a imprensa de meu lado. Meu programa é apresentado em 9 Capitais sem que precise sair de São Paulo. Carmen, sem TV, precisaria ir a todas elas pessoalmente. Ela fez, há 30 anos atrás mais do que eu sem ter os meios que possuo hoje. Consagrou o Brasil no mundo inteiro. No dia em que eu chegar a isso, terei feito demais.


Resposta de Elis Regina à revista Contigo em 1966. Pra gente ver como não é de hoje que sucessos musicais são comparados a Carmen Miranda.

No começo deste ano, Michell Teló também o foi por um colunista simplista da Forbes. E faço minhas todas as palavras de Elis.

Olha que ela estava longe de viver em um circo mediático como temos agora, onde qualquer um ganha o mundo em minutos. Podemos dizer que nunca foi tão fácil ser comparado à Pequena Notável.

[Ouvindo: Stand By Your Man – Lynn Anderson]

Pausa para nossos comerciais

Coppertone gives you a better tan (Coppertone dá-lhe um bronzeado melhor)

Até o bronzeado da Julie Newmar pode ficar melhor com esse produto... E bronze ou dourado foram os tons da vida dela, né?

Pelo filme O Ouro de Mackenna (Mackenna's Gold, 1969 de J. Lee Thompson), que aparece escrito ali embaixo, pode-se calcular a data do anúncio. A Mulher Gato na série de TV tinha ficado pra traz há cerca de dois anos.

Mas antes da anti-heroína que destacou seu nome ela ficou muito conhecida como a bailarina de corpo pintado de dourado no épico bíblico Demetrius, o Gladiador(Demetrius and the Gladiators, 1954 de Delmer Daves). Aliás, aparição não creditada, embora assinasse na época como Charlene Jesmer.

Apareceu até numa revista brasileira pela façanha, conforme você pode ver aqui. Nasceu pra anunciar bronzeador, pode-se até pensar nisso.

Deve ter pousado de maiozinho amarelo metálico outras tantas vezes na vida. Numa destas oportunidades virou Certinha do La Dolce.

A imagem é um oferecimento The Pie Shops

[Ouvindo: I've Written A Letter To Daddy – Debbie Burton & Bette Davis]

Como um filme deve começar

Vi o vídeo acima no Popcorn & Sticky Floors. Não consigo pensar em nenhum outro título para este post além do que o referido blog já usou.

Assista sem falta no player acima ou clicando aqui! Um misto de Saul Bass com aventuras do 007 ao som de Ennio Morricone.

Os Ladrões (Le Casse, 1971 de Henri Verneuil ) é estrelado por Jean-Paul Belmondo, dono de uma respeitável filmografia com aberturas cool. Essa aí funciona melhor do que qualquer trailer como forma de aguçar a vontade.

Recomendo também que você assista (clicando aqui) aos créditos iniciais de O Homem do Rio (L'homme de Rio, 1964 de Philippe de Broca). Colorido e batucada de trilha sonora tão nossos, ou tão aos olhos estrangeiros.

[Ouvindo: Warm Ride – Rare Earth]

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Eterna volta ao vale das bonecas

Nem estou com tanto tempo sobrando assim, mas estou tentando encontrar qualquer informação sobre esta foto. Edy Williams como desejo supremo do bom e velho King Kong.

Não é imagem promocional de nenhum dos filmes dela e o macaco está mais para o 30’s do que praquele dos anos 70. Deve ser algum daqueles momentos clássicos de subcelebridades em parque temático ao vislumbrar fotógrafos.

E olha, devia nem ter começado a procurar. Tropecei numas fotos recentes dela, prestes a completar setentinha.

Nem curto antes e depois de gente famosa, até por que, envelhecer todos nós (se chegarmos lá) vamos mesmo, e daí? Já devo ter escrito isso muitas outras vezes.

Deprimiu ver que a mais bela das atrizes e pinups do Russ Meyer hoje faz a linha Suzaninha. Continua estacionada no tempo, aproveitando pra sensualizar a cada espocada de flash.

Bacana tiazinhas prafrentex, mas essa teve a rara oportunidade de ser imortalizada em película no auge da formosura. Ficaria satisfeito apenas com isso.

A primeira imagem é um oferecimento Monster 4 Ever e a segunda Celebrity Gossip

Veja também:
Edy Williams - Certinha do La Dolce
Strippers são como diamantes…
Tura Satana por Billy Wilder


[Ouvindo: Get Happy – Doris Day]

Vermelho vivo

Das coisas difíceis a serem reproduzidas num PC: o vermelho Dario Argento! Marca registrada dos litros de sangue que aparecem nos filmes do diretor.

A tonalidade específica intitulou seu filme Profondo Rosso (aqui Prelúdio para Matar) de 1975. Tão distante do que poderia ser sangue original quanto todo o hiper-realismo de suas tramas.

Qualquer discurso sobre a extrema violência de sua obra (sobre tudo contra o sexo feminino) cai por terra diante do quase guache, quase molho de macarrão. Seria, aliás, de fina ironia cor de esmalte de unhas chamada Argento.

[Ouvindo: Constantine & Warren – Rolfe Kent]

terça-feira, 22 de maio de 2012

O valente Máscara Prateada!

E a gente bate os olhos nessas capas de fotonovela e vem logo em mente pornografia gay da grossa! El Santo era pura ingenuidade, um herói de ação legitimamente latino.

Iconográfico nos ringues de Lucha Libre, o mexicano foi explorado em diversos formatos de cultura pop. No cinema apareceu em nada menos do que 54 produções, quase sempre como protagonista.

Pode parecer que atrás da máscara prateada houvesse qualquer um, mas “El Santo” ou “El Enmascarado de la Plata” era personagem do ator Rodolfo Guzmán Huerta, falecido em 1984. Não se tratava de uma franquia tipo Bozo.

Essas fotonovelas, assim como versões quadrinhos, começaram a ser publicadas em 1952. Ajudaram a firmar sua imagem fora dos ringues, como super-herói a exemplo dos norte-americanos do tipo Batman e Superman.

Amigo das crianças, compenetrado em desbaratar organizações criminosas, em suas revistas poderia também aparecer em momento de oração para La Virgen de Guadalupe. Uma pausa antes de fortes emoções em preto e branco.

As imagens são uma gentileza Mifobro

Veja também:
ESCÂNDALO! Santo revelado
El increible Blue Demon
Implacável Araña Negra
Fotohistorias escalofriantes


[Ouvindo: Summer Girl – The Spiders]

segunda-feira, 21 de maio de 2012

As Certinhas do La Dolce

Linda Darnell
Comunicativa


Um oferecimento John Lloyd Lovell

[Ouvindo: Voyage to Dream Quest – Inoue Makoto]

De olho no universo

A ficção científica 50’s foi prodigiosa na criação de alienígenas bizarros. De fantasia de gorila com capacete de escafandrista a anões de crânio superdesenvolvido, mas os de Mundos Que Se Chocam / Assassinos do Espaço(Killers from Space, 1954 de W. Lee Wilder) merecem um lugarzinho de honra.

Qual garoto nunca usou tampinhas de refrigerante presas nos olhos para fingir ser um invasor do espaço sideral? A lógica da maquiagem deve ser exatamente essa, o que obrigou os atores a não terem qualquer expressão facial.

Originalidade a preço de amendoim torradinho. Qualquer outro efeito especial da fita (alguns lagartos e aranhas gigantes) ficou a cargo de imagens de arquivo e pronto!

A história é sobre cientista que morre pilotando um avião. Abduzido pelos aliens, é ressuscitado e passa (sem saber) a colaborar com eles, compartilhando informações sigilosas sobre testes nucleares.

Enquanto isso ele passa a ter estranhas visões com monstros e criaturas de olhos esbugalhados. Precisa dizer que a intenção deles é a mesma de qualquer comunista? Dominar o mundo!

Curiosidade: O cara é reanimado através de uma cirurgia no peito, não por meio de algum raio de tecnologia avançadíssima. Transplantes de coração só seria realidade em 1967!

Veja também:
Ovelha negra dos Wilder


[Ouvindo: I Get Along Without You Very Well– Nina Simone]

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Garota do mês



Calendário de pinups do tempo em que surgiu a expressão para designar mulheres em calendários com pouca (ou nenhuma) roupa. Ficavam presas com pinos.

Hoje pinup é desculpa pra qualquer produtor de moda com pouca imaginação. Já disse isso aqui antes, acho eu...

Essas de 53 são super sensuais, mas ao mesmo tempo tão delicadas que nos faz pensar quem as colocaria na parede. Seriam os borracheiros 50’s seres mais sensíveis?

E a noivinha da capa, pelo estilo do véu e as feições, lembra bastante Elizabeth Taylor. Era comum usarem o rosto de famosas ou citações delas em pinups pintadas.

Não duvido dessa inspiração, afinal, seu primeiro casamento em 50 e o segundo em 52, ocuparam muito espaço na mídia. Não seria uma publicação com garotas desnudas que deixaria de tentar tirar uma lasca dos eventos.

As pinups são um oferecimento the Percy Trout hour

[Ouvindo: On My Own – Patti Labelle And Michael Mc Donald]

Como navegar na Internet (nos primórdios)

O guia foi gentileza da revista Interview em 1995. Para ter internet em conexão de lixo era necessário todo um upa!

Agora pra banda larga, dependendo da operadora, te enviam uma caixinha e a gente que se lasque. “Óh, vou instalar isso aê sozinho?”, pelo menos não se paga tanto quanto em 1995.

Curti a parte do “A menos que você não possua, adquira uma linha telefônica”. As tristes lembranças de quando telefone era luxo dos luxos no Brasil, coisa que a molecadinha não deve saber.

E eu demoraria mais unas 6 anos sonhando em usar esse guia, até conseguir comprar o saudoso Matusalém. Lindo K6 que tanto prazer e dor de cabeça me deu, como qualquer amante, conforme leitores antigos desse blog com uma década de existência talvez se lembrem.

Na página ao lado, a revista trazia entrevista com Gloria Perez, na época escrevendo Explode Coração. Com texto de qualidade discutível, não inegável a competência dela em emplacar um tema novíssimo em formato tão tradicional quanto telenovelas.

A mocinha, uma cigana, conhecia o mocinho, um rico empresário, via internet o que era quase ficção científica. Conversavam por áudio (acho que vídeo também) com muita facilidade.

O que não faz sentido algum lendo as configurações que a Interview recomendava para se conectar. Aliás, levaria mais de 15 anos para isso ser popular entre a grande massa que vê novela.

[Ouvindo: Chicken Bone – Yoko Kanno & Seatbelts]

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