sexta-feira, 30 de março de 2012

O que há na música favorita de Norman Bates?

Diabólico, Alfred Hitchcock se apegava aos detalhes. Talvez por isso seus filmes tenham uma vida tão longa, cheios de coisas a se pensar, imaginar, conjeturar.

Um close num objeto pode significar uma infinidade de coisas. Por exemplo, em Psicose (Psycho, 1960), quando Lila Crane (Vera Miles ) vai atrás da irmã dentro no mansão dos Bates.

O quarto de Norman é muito peculiar em nuances, descobrimos, além de um livro encadernado em couro sem indicações do conteúdo na capa, até a música que ele andou ouvindo. "Eroica", Sinfonia No.3 E-flat major, Op.55 de Beethoven!

Composta no começo do século 19, provavelmente como uma marcha fúnebre à memória de Napoleão, o anti-herói morto. O roteirista Joseph Stefano tomando pra sai a ideia da inclusão, explicou a um jornal que a novela de Robert Bloch (fonte de inspiração ao filme) partia para pormenores mais explícitos, detalhando inclusive que o livro encontrado tratava-se de pornografia.

“Bem, eu queria que o público visse Norman como um jovem sufocado que busca constantemente a estimulação sexual, mas não queria transformá-lo num pornografo patológico - talvez apenas fotos de mulheres em espartilhos ou algo parecido. Por isso, foi cortado definitivamente da novela. Outro detalhe nesta mesma cena é o registro da Eroica de Beethoven, que deixou Hitchcock foi muito animado.”. O diretor sentiu que era um detalhe com muito a dizer.

“Eu precisava transmitir rapidamente algumas coisas sobre Norman que eram novas indicações de que algo estava muito errado, mas não poderiam estar por extenso ou exagerado.“. No roteiro revisto (1/12/1959) a sequencia se encontra como você lê abaixo.

INT. QUARTO de Norman na antiga casa - (DIA)


Lila está de pé na porta, olhando para o quarto com doente desânimo. O quarto é grotesco, uma fantasia horrível, ridícula da infância idealizada além do ponto da decência.

É um pequeno quarto. As paredes são imaginativas silhuetas de ursinhos e veleiros e carrosséis e vacas gordas pulando luas horrorizadas. O leito é pequeno, curto demais para um homem de estatura de Norman. E ainda os amarrotados lençóis indicam que é nesta cama que dorme Norman.

Ao lado da cama há um baú de brinquedos à moda antiga. Em seu topo há uma lâmpada de pássaro em uma gaiola, um livro encadernado liso-, e um cinzeiro cheio de cinzas e tocos de cigarro. Uma camisa de homem adulto pendurada num cabide de roupas de criança.

Contra uma parede existe uma estante de livros, estreita e alta preenchida em toda espessura, livros com aparência infantilizada. Na pequena cômoda branca há uma vitrola velha de criança. O disco no prato é mostrado de perto, para ser Eroica de Beethoven Symphony.

Lila estuda o quarto, fascinada e repelida. Ela olha na estante, vai para a estante de livros e tira um exemplar, grande, livro encadernado de couro. Ela abre la. Seus olhos estão gamados em estado de choque. E depois há nojo.
Ela critica o livro fechado, ele cai.

Interessante perceber que a espetacular trilha sonora composta por Bernard Hermann faz uso de "Eroica", Sinfonia No.3 E-flat major, Op.55 de forma igualmente sutil. Principalmente naqueles estringes de violinos na cena do chuveiro!

Os sons que todos nós fazemos até hoje brincando com as facadas na pobre Marion Crane “Cuin, cuin, cuin!” fazem parte da composição de Beethoven! Na gravação que está no player abaixo (ou clicando aqui) são ouvidos claramente pela primeira a partir de 2’15’’.



Se o filme conta a história a partir da cabeça doentia de um psicótico (leia sobre Psicose e a divisão Freudiana da mente clicando aqui) faz sentido que se escute a mesma música que assassino havia escutado . “Genial” sempre é pouco no caso dos filmes de Hitchcock.

Veja também:
O que faz Psicose genial até hoje
Figurinos de Psicose e a mudança de conduta



As Certinhas do La Dolce

Imogen Hassall
Ancestral

As imagens são um oferecimento Eye of Agamotto

[Ouvindo: I'm Troubled – The Golden Gate Quartet]

Raridade! Bill Bixby encarando seu monstro interior

Bem bom ver essa capa só agora, adulto. Bixby e Lou Ferrigno na mesma foto quebraria qualquer fantasia de que são a mesma pessoa.

Consta realmente que o ator era bastante cuidadoso para nunca ser fotografado ao lado do fisiculturista, justo para não quebrar a ilusão do público, embora os tabloides tentassem. O que torna essa capa uma preciosidade!

Aliás, a série do Incrível Hulk (1978-1982) era um oásis contra maniqueísmos na infância. Mesmo com o monstro não sendo propriamente malvado, dava pra entender que ninguém precisa, nem é apenas uma coisa.

Décadas depois do desenvolvimento da psicologia a ficção infanto-juvenil insiste na simplicidade dos seres. Incompreensível no que isso possa ser positivo na formação das pessoas, já que depois levaremos longos anos para conquistar essa quebra.

Outra imagem também pouco: Ferrigno sendo preparado para se tornar a fera! Veja na foto abaixo.

Nada menos do que um 1,96m para ser pintado de verde. Arnold Schwarzenegger, muito mais famoso na área dos fisiculturistas, teria perdido o papel por possuir oito centímetros a menos.

As transformações, que ocorriam pelo menos duas vezes a cada episódio, obrigavam-no a ficar dentro de um trailer bem refrigerado para não perder o tom com o suor. Parece banal, mas havia um custo extra.

Em sua biografia “My Incredible Life as the Hulk”, Ferrigno lembra que os fãs lhe pediam para aparecer mais, além dele se sentir subaproveitado pelo trabalho que tinha na maquiagem. Chegou a pleitear três aparições por capítulo, mas os produtores recusavam pelo orçamento.

As imagens são um oferecimento Fantastic Flashbacks

Veja também:
As voltas do Incrível Hulk


[Ouvindo: Milenberg Joys – Glen Grey and The Casa Loma Orchestra]

quinta-feira, 29 de março de 2012

Crepúsculo dos monstros

O fotógrafo italiano Federico Chiesa idealizou alguns dos principais vilões do cinema recente em sua velhice. Como não poderia deixar de ser, o avesso do “Felizes para sempre”.

O título da série é Horror Vacui (medo do vazio em latim), uma referência ao termo das artes visuais para designar o preenchimento de uma área com detalhes. A pegadinha talvez estaria justamente em empregar personagens de terror numa vida solitária.

Chiesa, que pelo site oficial parece se dedicar á publicidade, contou com ajuda da estilista Carolina Trotta nas composições. Parabéns! Criaram um viral novinho em folha sem serem estúpidos.

A melhor imagem de todas são as gêmeas de O Iluminado (The Shining, 1980, de Stanley Kubrick). A mais bizarra acho a do Jason Voorhees, inimaginável pedindo uns trocados.


As imagens são um oferecimento Thaeger

[Ouvindo: It Is No Secret (What God Can Do) – Elvis Presley]

Conselho testado e aprovado de Betty Boop

Eternizada por ter emprestado a voz à peralta Betty Boop nos anos 30, Mae Questel teve uma carreira longa. Seus dois últimos filmes ajudaram a deixar seu rosto conhecido.

Distante dos idos de melindrosa do “bo-bo–bi-dú” foi a mãe judia de Wody Allen em Contos de Nova York (New York Stories, 1989, de Scorsese, Coppola e Allen) e a tia com cheiro de naftalina de Férias Frustradas de Natal (Christmas Vacation, 1989 de Jeremiah S. Chechik). Aquela velhinha que completa a viagem de um jeito pouco ortodoxo.

Quando faleceu em 1998, aos 90 anos exatos, a notinha na Folha de São Paulo declarava no título: “Morre ‘voz’ de Betty Boop”. Incluíram foto com Woody Allen, claro, e lembraram nas parcas linhas que Questel também falou pela Gaspazinho e Olívia Palito.

Nenhum deles comparado ao sucesso da pequena devassa. Nos tempos terríveis da Grande Depressão ela conseguiu vender mais de dois milhões de discos com a canção No Good Ship Lollipop, no estilo do cartoon, embora Shirley Temple também a tenha gravado.

Foi cantando que firmou a primeira parceria com Allen em 1983. Regravou especialmente para a trilha sonora de Zelig a antiga Chameleon Days.

Marcante o jornal ter lembrado a resposta dela em 1963 quando lhe perguntaram qual o segredo de sua longevidade. “Não faça escarcéu por qualquer coisinha na vida!”.

Nunca esqueci essa frase. Volta e meia dona Questel aparece na minha cabeça repetindo ela, tal e qual a mãezinha de Contos de Nova York.

Em 63 ela estava com 55 anos! Tai uma pessoa que se aporrinhou com pouquíssima coisa na vida!

A primeira imagem é um oferecimento Critical Flicker!, a segunda Acervo Folha

Veja também:
A lei que proibiu Betty Boop!



quarta-feira, 28 de março de 2012

Sangue de Spartacus tem poder!

Azar o de quem ficou fazendo mimimi aos efeitos visuais coxas e à verossimilhança histórica assim que deu uma olhadinha em Spartacus. Faltando um episódio para o término da segunda temporada, tornou-se um dos mais empolgantes seriados dos últimos anos.

Explico o que pode parecer um exagero! O seriado não segue aqueles padrões que a TV e o cinema (principalmente dos EUA) preservam desde os seus primórdios.

Aquelas regras morais e estruturais de roteiros que fazem tudo sempre previsível e caretinha. Sendo assim, Spartacus é tão empolgante quanto qualquer filme B, livre pra levar a história pra onde a imaginação permitir.

Antes de cada episódio eles exibem um aviso de que foi produzido tento ser fiel ao espirito da época retratada. E pronto! Prepare-se para coisas absurdas e surpreendentes

Não é classudo como Game of Thrones, por exemplo, mas a grana da produção melhorou muito do primeiro ano e da minisérie que intercalou as duas temporadas. Não o suficiente para tirar a essência pulp.

Quando vi a primeira temporada (após torcer o nariz pela ousadia de uma nova visão a algo que Kubrick já havia filmado tão bem), achei muito bacana, mas não tinha ideia de por onde aquela historia poderia se desenvolver em outros anos. O final sugeria apenas um reboot com novos personagens.

E numa presepada do destino o protagonista morreu depois de terminar de gravar a primeira temporada, coitado. O que poderíamos esperar de uma série que foi obrigada a trocar o ator principal e acidentalmente mandou todos os rostos que estávamos acostumados às favas?

Conseguiram com louvor resolver todos os percalços! De todos os seriados que assisto, apenas Spartacus me faz roer as unhas (literalmente!) e ficar ansioso para o capítulo da próxima semana, do jeito que eu não ficava desde Lost!

Há ainda as incontáveis sequencias de luta fotografadas em espetacular alta definição, sexo e nudez frontal aos montes, mas isso é o de menos perto do emaranhado de tramas pelo poder. Difícil saber qual a real intenção de um personagem que sussurra a melhor da boa fé.

É evidente que para usufruir de tudo isso, é precise que o telespectador permita-se surpreender-se. Sem pudores com sensacionalismos estéticos e visuais.

Contando os dias para o derradeiro episódio, com os ex escravos encurralados pelo exercito romano no topo do Vesúvio. Boa parte recebeu treinamento pra gladiador, mas não são de ferro.

No Brasil, Spartacus: Vingança (Vengeance) tem seus primeiros episódios exibidos no canal pago Globosat HD aos sábados às 22 horas. Spartacus: Blood and Sand (Sangue e Areia) está disponível em DVD.

[Ouvindo: I'm Gonna Wash That Man Right Out Of My Hair – Nancy Walker]

Como perder dinheiro sem fazer esforço

Isso mesmo! Easy Money é a revista que ensina a ganhar e a perder dinheiro fácil, o que parece ser algo bem estúpido de ser ensinado.

Pra perder, até eu que sou tolinho pra ganhar, sei fazer com maestria de olhos vendados. Basta encontrar algo baratinho que seja essencial pra minha vida, e isso não é difícil de acontecer....

Imagina então pra quem estava em 1937, com os EUA saindo da Grande Depressão. Anos naquele miserê danado, devia ser bem simples encontrar rumo ao dinheiro.

A capa é um oferecimento Paul.Malon

[Ouvindo: Suki Sa Suki Sa Suki Sa – Nana Kinomi Leo Beat]

terça-feira, 27 de março de 2012

Russ Meyer por John Waters (Agora ricamente ilustrado!)

John Waters citou Good Morning... and Goodbye! (1967 de Russ Meyer) naquela lista de 10 filmes que gostaria de ter numa possível coleção de fitas. Publiquei a ela traduzida em janeiro, clique aqui para ler.

Tive a oportunidade de assistir à referida maravilha da sétima arte só agora. E simplesmente PRECISO compartilhar como você alguns frames do filme nas essenciais palavras de Waters.

Lá vai:
"Você vai precisar de uma babá", rosnavam os anúncios para essa pouco conhecida obra-prima de Russ Meyer, um filme que contém talvez os diálogos mais hilariamente nojentos de qualquer de seus filmes. Escrito por um dos meus roteiristas favoritos, Jack Moran (Faster, Pussycat! Kill! Kill!).

A estrela de Good Morning é Alaina Capri, a mais excitada de todas as regulares atrizes strippers, dançarinas, e top-heavy loucas de Meyer.

Na cena mais memorável, senhorita Capri é tão agressiva com fome de homem, qualquer homem, que ela dirige totalmente nua sob um casaco de vison em um Cadillac conversível para um canteiro de obras, e se inclina sobre a buzina até que um dos homens grotescos aproxima-se dela.

Também estrelado pelos Liv Ullmann e Max von Sydow do repertório Meyer, Haji e Stuart Lancaster.

Stuart Lancaster interpreta um velho sujo com tanta convicção que você pode ouvi-lo salivando mesmo quando ele não está na tela.

Haji, a mais versátil das mulheres Meyer, pode mudar de uma ninfa exóticas a uma vadia jogando canivete em um piscar de olhos. Na vida real Haji é a caçadora de talentos para Russ e é responsável por descobrir algumas de suas atrizes mais incrível - Tura Satana, Kitten Natividad, e Erica Gavin. Haji é a prova viva de que as mulheres Russ Meyer eram melhoreres do que tudo o que possa estar no Screen Actors Guild.

Veja também:
10 fitas que John Waters desejou ter em casa
Como vestir uma vixen do Russ Meyer
Russ Meyer - Quando o cinema tinha mais peito


[Ouvindo: The Captain of Her Heart – Double]

Pausa para nossos comerciais

Log Cabin

A senhora, amiga dona de casa, daria essa infelicidade matinal aos seus pimpolhos? Deve ser pra contrastar com isso aí que a concorrência criou o “mais vida no seu café da manhã!”.

Não é possível! Ou é apatia ou é hipnotismo... Criança boa em propaganda é criança com a língua pra fora com uma onomatopeia de “Hummmmmm!”.

A imagem é um oferecimento Retro-Dad

[Ouvindo: Boderline – Madonna]

Jessica Lange e King Kong no Playcenter

Uma foto que mexeu com minha imaginação! King Kong, a oitava maravilha do mundo, exposto no Playcenter "em 1979" outro dia na Folha.

Já, evidente, tinha lido que o macacão do produtor Dino De Laurentiis havia viajado pelo mundo promovendo o remake de King Kong de 1977. Que usaram o parque paulistano é uma novidade!

Aí, óbvio, você que me conhece bem deve saber que rolou uma comichão que me fez quer ir atrás de mais informação sobre o evento nacional. Na verdade foi em 1977 mesmo, ano de lançamento mundial, não em 1979.

Sei que os filmes demoravam um pouco mais pra estrearem aqui, mas dois anos para um blockbuster me pareceu muito tempo. Na ilustrada de 16 de junho de 1977 foi publicada uma notinha dizendo que nos próximos dias o Brasil conheceria uma nova atriz, Jessica Lange, que viria ao país promover a superprodução de Laurentiis.

“Ela nada mais era do que uma maneca”! Como esse mundo dá voltas, a atual Constance da série American Horror Story tornou-se a ganhadora de dois Oscar, indicada outras quatro vezes, um Emmy, cinco Globos de Ouro, etc.

No mesmo texto, Carlo Rambaldi aparece igualmente com destaque. Ao contrário de Lange, o técnico de efeitos especiais viu seu nome diminuir perante o grande público com o advento dos efeitos digitais.

O italiano teve seu auge a partir de King Kong quando foi a Hollywood trabalhar em criaturas iconográficas como ET, Alien e muitos outros. Tão conhecido que quando veio fez a Via Crúcis pelos programas de TV ao lado da estrela da fita.

Foram ao Clube dos Artistas do Ayrton e Lolita Rodrigues e deram uma longa entrevista ao programa Silvio Santos, pra citar dois conhecidos até hoje. Quanto ao Playcenter, encontrei informações no site de Mauricio Kus, assessor de imprensa do parque e da distribuidora Paris Filmes na época.

O macaco de 15 metros (a Folha fala em 9 metros) que ficou exposto no parque por 90 dias foi produzido pelos engenheiros do Playcenter sob supervisão de Rambaldi. Não era o que aparecia na tela, claro, dá pra perceber pelas fotos que anatomicamente é bem diferente.

Aliás, talvez algum do filme tenha até vindo, já que o da foto publicada na Folha é bem parecido. Se forem dois Kongs, podem estar explicadas também as alturas díspares.

Kus relembra da estratégia feliz de marketing que por noventa diz fez o filme estar na boca do povo, ocupando páginas e paginas de jornais e revistas além do rádio e TV. Houve uma noite de gala em que o boneco foi inaugurado no parque, contando com a presença de milhares de pessoas, alcançando a lotação máxima do local.

A festa começou às 19 horas e só foi terminar à meia noite. Ainda segundo o assessor, narrado pelo Osmar Santos, os presentes foram à loucura quando a estrela Jessica Lange topou subir por umas escadinhas laterais e se sentou nas mãos do bicho tal e qual no filme.

E eu fiquei imaginando que legal se aquele mar de gente no Playcenter ficasse berrando: Kong! Kong! Kong! Por suposição lógica, isso não aconteceu porque estavam promovendo o filme que ainda ia estrear.

A primeira e segunda imagem são um oferecimento Folha, a terceira Oi Mauricio, a quarta divulgação Playcenter e a quinta Tic Tati

Veja também:
Sucesso gigantesco
4 vezes Carlo Rambaldi



sexta-feira, 23 de março de 2012

Um brinde a Joan Crawford!

Um brinde de Pepsi, evidente! Joan Crawford estaria completando 107 anos nesta sexta-feira.

Mais de meia centena desses anos dedicados à permanência no topo do Olimpo das grandes estrelas. Se mantém lá firme e mais forte do que nunca entre seus admiradores.

Desconhecendo a data, por coincidência, eu estava preparando outro post com ela para hoje, mas que não caberia na data. Só podemos agradecer por tantos momentos de diversão que na tela e nas histórias pitorescas fora dela.

A imagem é um oferecimento Hooray For Hollywood


Pêndulo da verdade na Idade Média

Arte pulp, originalmente publicada na cada da revista Real Men em 1964. O artista Vic Prezio parece ter se inspirado no filme A Mansão do Terror/O Poço e o Pêndulo (Pit and the Pendulum, 1961 de Roger Corman).

Pêndulos são das mais diabólicas ferramentas utilizadas pela Inquisição Espanhola em seus interrogatórios. Foi registrado no conto de Edgar Allan Poe de 1842, transposto para a tela por Corman.

A intenção em primeiro plano não era matar, já que a lâmina dividiria o suspeito em poucas passadas, mas para efeito psicológico. Ainda assim, pelo mecanismo exigido, sendo que há formas mais simples de se chegar ao mesmo resultado, só uma mente bastante perturbada a utilizaria.

Talvez por isso, alguns historiadores contestam sua existência, apostando que foi uma invenção da mente sombria de Poe. O Discovery Channel tentou reproduzir no programa Death Machines e o resultado foi inconclusivo.

O History num episódio da série Surviving History foi mais feliz com uma replica em tamanho maior, assista trecho com a experiência em prática clicando aqui. Seria possível construir e fazer funcionar um pêndulo desses há vários séculos.

A ilustração é um oferecimento MensPulpMags

[Ouvindo: Be With You – The Leaves]

Samantha Stephens fumante apenas uma vez

Pelo cigarro, o seriado A Feiticeira (Bewitched) nem sofreria muitos cortes para ser exibido hoje em horário vespertino sem aborrecer aos caretas. Pouquíssimos personagens fumaram em cena, embora a gente associe a Endora (Agnes Moorehead) ao uso do narguilé.

Produzido entre 1964 e 1972, auge da popularidade tabagista, há apenas uma cena de cigarro a cada seis episódios. Isso segundo cálculos do site Harpies Bizarre que listou todas os 254 episódios das oito temporadas.

A maior curiosidade (embora o fato de ter pouco fumo já é espantoso pra época) fica por conta da Samantha Stephens (Elizabeth Montgomery) tragar cigarro apenas uma vez em todo programa. Aconteceu no episódio That Was My Wife, 31º (às vezes numerado como 30º) do primeiro ano!

Ela coloca uma peruca curta e escura pra mudar o visual. Como na empresa do marido ninguém a reconhece, topa brincar que é outra garota moderna, gerando comentários de que Darrin arranjou uma amante.

Dá pra entender que fumar era coisa de gente prafentex já que ela só fuma ao se passar por amante. Como dona de casa suburbana, a bruxa se restringia a ser fumante passiva.

Note que de peruca negra Samatha ficou a cara (risos) da prima Serena, mas não é ela! A temperamental Serena apareceria em outros episódios usando normalmente até piteira.

Veja também:
Paper doll de A Feiticeira
Quantos cigarros Bette Davis fuma em A Malvada?
Baforadas de maldade
Hábito cavernoso


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