segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Eternas belas que encontram feras

Mulher em perigo e pulp fiction, esses assuntos tão indissociáveis. Pago pau pra japoneses que assumem essa fixação muito melhor do que nós, ocidentais tão bem criados.

 Peço a sua atenção à primeira capa. Tenho medo de muita coisa, muita mesmo (Panela de pressão, chuveiro elétrico, botijão de gás, etc.), mas jamais entendi o de palhaço.

 Jamais entendi a existência deles, aliás, muito menos a de quem os teme. Olha, menos ainda de quem os chama de clown tendo a última flor do Lácio como língua nativa.

As imagens são oferecidas por Retrospace.

[Ouvindo: You and I Are a Gang of Losers – The Dears]

9 comentários:

Refer disse...

Ki malukice é essa? Palhaço existe desde a invenção da baixa comédia grega e romana na Antiguidade, e estava presente na Idade Média (século XV) na commedia dell'arte — o teatro italiano de máscaras do Renascimento. São a representação do ridículo do ser humano, por isso se apresentam em duplas — um "sério" (o branco) e outro ingênuo, inocente (o augusto, ou tony), para destacar a amplitude das diferenças de suas fraquezas humanas.

Laurel (branco) & Hardy (tony)
Dean Martin (branco) & Jerry Lewis (tony)
Pimentinha (branco) & Arrelia (tony)
Grande Otelo (branco) & Oscarito (tony)

Get the picture?

Talvez sejam chamados de 'clowns' genericamente porque modernamente há vários tipos de palhaços em funções circenses (malabaristas, equilibristas), na TV e no cinema.

E, quer saber? Honestamente, phodas-C a última flor do Lácio.

Miguel Andrade disse...

Refer, quem disse o contrário de que palhaço existe desde sempre? rs

Quanto à palavra, palhaço é palhaço! Vontade de dar na cara de quem diz "Clow", ou "Fiz clow!". Veadagem do capeta!

Refer disse...

Pelo txt do post, vc se diz inconformado hoje, em 2012, pela existência da figura do palhaço. Ora, que palhaçada é essa? É o mesmo que protestar contra a existência de qq figura das artes cênicas, karaio.

Depois dessa, vou acrescentar outra dupla de palhaços e passar a régua:

Miguel Andrade (branco) & Refer (tony)

Daniel Tavernaro disse...

Eu sempre tive, sempre tenho e sempre terei medo de palhaço. Tenho histórias maravilhosas em que dava urros de desespero aos 2 anos. Que corria de medo aos 4. E assim por diante.

Ah!, Papai Noel também entra no mesmo time.

E sobre o "Clown", tenho um amigo ator que já me explicou e eu, com toda a minha humildade, disse que é frescura e medo de, no fundo, ser tudo a mesma mer*a. Mas vamos lá:
"Palhaço" é aquele bobo, sem curso, sem nada, que faz apresentações bobinhas em circos mambembes; que geralmente vem do interior ou do nordeste. O "Clown" é o palhaço "elitizado", com cursos sobre teatro, apresentação e graça; com técnicas e cheios de "não me toques"; tem um jeito diferente de se maquiar ou nem faz uso de caracterização. Mas e ai, quem faz rir de verdade? No fundo, acho que é a mesma parcela de trabalhadores querendo parecer ser superior; afinal, se você contrata um palhaço, nem sabe se ele é clown ou jacú, rs.

Miguel Andrade disse...

Refer, inconformado com quem tem medo de palhaços.

Daniel Tavernaro disse...

Gente, palhaço existe para fazer medo e aterrorizar..... Até porque alguém que força a risada não é normal...Sejamos sinceros!
Ainda mais depois dos "clowns" e suas teorias, fiquei mais aterrorizado ainda, rs.

Miguel Andrade disse...

Daniel, quando respondi ao Refer não tinha visto o seu comentário. Sorry!

Pelo menos percebi que o erro não era no texto! Hahahaha!

E pela explicação de seu amigo peguei ainda mais bode de quem usa o termo "clown". Estrangeirismo cafona pra elitizar algo naturalmente popular.

elemesmo disse...

Como assim Miguel? Não entende o medo que as pessoas tem de palhaço? E aquele filme do Stephen King, "It" com aquele palhaço assassino, o "Pennywise" do Tim Curry?

http://www.youtube.com/watch?v=RYW3NyAPuMI

Miguel Andrade disse...

Elemesmo, sabe que só assisti a It na época e não achei grande coisa? Tai um filme que tenho que rever.

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