segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Complexo de vira-latas versão design

Olha como design é tudo! Esse tipo de rádio (modelo PT 76), muito popular no Brasil, começou a ser fabricado pela nacional Semp (Sociedade Eletro Mercantil Paulista) a partir da década de 50, embora pareça ser muito mais antigo.

Também dá uma boa pista sobre quanto o país era conservador nesse quesito. Um rádio a pilha que mais parece a válvula, fabricado com pompa num tempo em que a TV começava a roubar muito da audiência do veículo.

Achei curioso na capa do manual a explicação de que funciona com “4 pilhas comuns de lanterna”. Não deviam existir muitos outros objetos movidos a pilha além de lanterna.

Ao lado, a foto de um outro modelo, produzido pela Toshiba mais ou menos na mesma época e comercializado em outros países. De aparência muito mais leve, orgulhosamente feito com moderno plástico.

Aliás, a Semp se uniria à empresa japonesa apenas a partir da segunda metade da década de 70. Talvez isso tenha ajudado a aposentar o sisudo PT 76, conhecido entre os íntimos como capelinha.

A primeira imagem é um oferecimento Rádios Antigos, a segunda Transistor Radios.

[Ouvindo: Gypsy lady – Linda Clifford]

13 comentários:

Refer disse...

Bem, a pilha não substituiu a válvula. Foi o transistor, right?

Então, aí caberia 'Um rádio transistorizado e a pilha que parece a válvula'. O 'pilhas comuns de lanterna' quer dizer aquelas pilhas grandonas — havia, sim, muitos produtos movidos a pilha na época, principalmente brinquedos.

Tem muitos lókis ainda que curtem rádios a válvula. O espaço comum deles é a Rua Sta Ifigênia, em São Paulo; passam o dia lá, procurando por válvulas, potenciômetros, condensadores, resistências, bobinas e os cambaus para rádios "antigos".

Vem gente de outros estados e até de outros países pra procurar material na 'Santa Ifí", como diz a dona Célia.

Conheci um cara do interior do RGSul que ganhava a vida comprando esses rádios no interiorzão gaúcho, restaurando e revendendo em São Paulo. Todo mês o cara peregrinava pela Sta. Ifigênia e adjacências.

* *
Noto que as pessoas comentam cada vez MENAS no LDV. Dou de barato que é um efeito nefasto do Facebook, tuíter e outras viadagens das tais "redes sociais" :(

Miguel Andrade disse...

Refer, mas hj galera curte coisas assim pelo exotismo do passado. Acho lindo esse rádio, mas é gritante que tinha um visual muito ultrapassado comparando com outros países.

Pois é, bem menos. Enquanto a fanpage do blog vai muito bem de seguidores. Acho uma pena já que os comentários agregados ao post sempre o enriquecem.

Daniel Tavernaro disse...

Eu parei de postar para não falar bobeira, mas o MENAS do Refer conquistou minha quarta, rs. Mas sempre estou aqui.

Convenhamos também que as postagens diminuíram um tantico depois que o sr. miguel se casou.

Refer disse...

!! Grande Daniel... Poizé, ficamos eu, vc, o Glauco (que está nos devendo o livro das misses!) e mais um ou dois "comentaristas". Um grupo + reduzido que o da equipe do 'Escrete do Rádio', da antiga Rádio Bandeirantes (pra ficar de acordo com o tema do post).

Não entendi picles o que teve a ver o casamento do Miguel com a queda de comentários, mas te dou ampla e total razão!

Minha teoria é que a queda começou quando o Miguel foi a uma festa a fantasia nos idos de 2010. Miguel compareceu com um vestido tomara-que-caia (estampado) e uma peruca loira esquisitona — ficou a cara da Zsa-Zsa Gabor e decepcionou os fãs. Aí, fodeu, começou a lenta derrocada do blog.

Miguel Andrade disse...

Daniel, uai! Desde quando o senhor fala bobeira?

Refer, caiu pq não importa o que eu escreva, só querem o meu corpinho de mel! Hahaha!

Brincadeira!


Alexandre disse...

a moça da foto teve uma péssima noite de sono...

Miguel Andrade disse...

Alexandre, maquiagem pra quê? rs

Daniel Tavernaro disse...

Acho que meu tio ainda tem um destes, se não for este....rs. "Acho" porque sei que ele existia há uns anos; hoje não sei mais.

Meio que me chateia em minha família ter essa coisa com coisas novas; tudo que é lançado, tecnologicamente falando, minha mãe e tios tentam ter....

Por exemplo: acho que temos uns 3 tubões de imagem contra umas 12 tela-fina. E os Tubos, sabe-se lá onde foram parar..

Minha mãe teve aquele telefone gigante de madeira, que você tinha que chegar a boca num mega-microfone para falar e colocar aquele "cano" para ouvir. Lógico, foi pro lixo há uns 10 anos, mas era da década de 40! Nem ela e nem eu (na época) sabíamos do preço e do valor afetivo e histórico.

E lá em casa tinha de tudo - acho que até já disse por aqui. Aqueles relógios grandões, de pêndulo mesmo, com uma janelinha para ficar vendo o pêndulo; uma semáforo para trens, da década de 3o, cinzeiros pesados de ferro... Hoje, o que temos de "velho" é um toca-discos da CCE, daqueles 3 em 1 e discos. VHS? Videocassete? Há uns 12 anos não temos mais.

Ah, desculpa escrever tanto, mas tenho comigo que foi o fim do videocassete que fez com que surgisse o Youtube. Porque como gravar programas e coisas em DVD, sendo que até pouco tempo era preciso dois aparelhos e, mesmo assim, o gravador era uma fortuna?

Porque logo que chegou os players de DVD, os videos sumiram... E com eles, aquela coisa de gravar filmes, novelas e qualquer coisa que achasse necessário registrar, rsrs. E a mesma história se repete para as fitas cassete e os mp3 players?

Ah, juro que agiora termino: a mulher da foto, pra mim, é demoníaca. Se você olhar mais de dois minutos, ela pisca, abre a boca e te convida para tomar Campari.

Miguel Andrade disse...

Daniel, mas é coisa normal! Compram o novo e o antigo parece que transmite a peste negra: Ficam doidos para se livrar.

Correm jogar fora funcionando ou não.

Ainda não tenho como gravar TV e é das coisas que mais sinto falta. Nem sei se hoje eu teria o mesmo prazer, mas antes era bem legal ficar gravando de um tudo! rs

A moça pisca e convida pra tomar Campari? Sendo que você já está tomando?

Leticia disse...

Outro dia botei o olho num desses radinhos de hoje que imitam o design antigo. Não manuseei, mas deve ser tudo de prástico.

Quato a parar de comentar aqui, a minha ausência, pelo menos, eu devo a alterações de rotina. Nunca me dediquei muito ao FB (não me dediquei NADA!), e já estou em fas de supremo enjoo.

Miguel Andrade disse...

Letícia, gozado que vi um destes do post na casa da minha vizinha. Decorando o quintal (!!!), na área da churrasqueira.

Ela toda orgulhosa dizendo que ele ainda funciona. S[ó botar pilha.

Como pensei que fosse mais antigo, tinham adaptado o bicho. Que nada! É a pilha mesmo.

Ih, tô com uma teoria bem boa sobre Facebook. Só server pra ego trip de cada um.

Todos estão pouco se lixando pro que o outro tem a dizer. Tirei a prova dos nove tendo acesso ao perfil de uma pessoa conhecida da mídia daqui e convidando seus milhares (MILHARES!!!) de seguidores e puxa sacos a curtirem a fanpage dele.

Eram milhares e só duas dezenas curtiram! Oi?

Cada foto de cachorrinho que ele posta recebe centenas de curtir... Zumbis curtem qualquer coisa pra puxar saco.

Facebook nãos erve pra nada!

Leticia disse...

Engraçado é que o viés "social" dessas redes só serve pra gente que está tentando algum meio de sobrevivência. Orkut foi assim, FB é assim e qq. outro futuro será. Temos mão de obra desqualificada, lembra?

Miguel Andrade disse...

Letícia, sim!! Todo mundo achando que encontrou a visibilidade "merecida". rs

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