segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Pronto para a reciclagem, Senhor DeMille

O Egípcio (The Egyptian, 1954 de Michael Curtiz)
Os Dez Mandamentos (The Ten Commandments, 1956 de Cecil B. DeMille)
Diversão a mais para quem topar as muitas horas de duração de Os Dez Mandamentos. Ficar encontrando pedaços de cenários, adereços, objetos de cena e figurinos antes utilizados em O Egípcio de 1954.

Isso por que, o de 54 custou para a Fox exorbitantes (para a época) cinco milhões de dólares e não foi bem de bilheteria. Então o chefão Darryl F. Zanuck revendeu o que pode para a Paramount reaproveitar na superprodução bíblica.

Nos frames acima podemos apostar que pelo os chapéus do faraó não são mera coincidência. Mesmo o designe deles sendo deveras ordinário, não devem ter fabricado um novinho.

E não é só com restos do filme produzido dois anos antes que a saga de Moisés fez economia. Vários figurantes reaparecem com a mesma roupa, mesmo tendo se passado longos anos entre uma cena e outra.

Com tanta economia, fascina que a película do Senhor DeMille tenha um visual opulento. E como ninguém sai de casa pra pagar pra ver miséria, estão justificados os valores astronômicos que Hollywood sempre faz questão de dizer que gasta.

Veja também:
Acidente quase fatal que entrou no filme
Uma cena, três falhas



4 comentários:

Refer disse...

Alguém precisa escrever uma tese abordando a influência dos épicos do cinema no figurino das escolas de samba.

Miguel Andrade disse...

Refer, hahahahaha! Verde! JURO que pra fazer este post, fuçando bastante os dois filmes, pensei muito nisso.

Não sei se já escrevi aqui, mas Os 10 Mandamentos em DVD é uma delícia de ser assistido com o áudio dos comentários de uma historiadora. Nítida sensação de estarmos assistindo a um desfile na Sapucaí.

Refer disse...

Ah, é? E os comentários da historiadora são entremeados de pitacos de Lecy Brandão repetindo a palavra 'comunidade' a cada 15 segundos?

Poots..., se sim, deve ser perfeito!

Miguel Andrade disse...

Refer, sim!!! Fala coisas do tipo durante a travessia do Mar Vermelho: "Preste atenção! Vai entrar a dona Zizinha do Morro do Macaco Molhado"

Ok, ela não fala na Dona Zizinha nem de morro nenhum, mas é quase.

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