quinta-feira, 6 de setembro de 2012

20 pornôs favoritos nos anos 80

As listas acima foram publicadas no Guia de Vídeo Nova Cultural 1990. Antes de cada gênero publicaram um pequeno texto e os preferidos segundo pesquisa em locadoras e os da crítica.

Na do Pornô/Erótico há a peculiaridade de nenhum filme se repetir em ambas. O texto explicativo, aliás, se atém a comentar fita a fita que o povão preferiu em 1989.

O sexo explícito como forma de cinema comum estava morto há quase uma década. Graças à explosão do VHS, assunto abordado aqui tantas outras vezes.

Também foi graças à febre do home vídeo que surgiram publicações como o referido guia e milhares de locadoras espalhadas pelos bairros. A crítica continuou (mesmo nos pornozões) analisando o teor artístico pela ótica dos velhos tempos.

Quase todos os da segunda lista têm mais de 10 anos. Quando não, são produções dos hypados Dark Brothers, muito paparicados na época.

Na lista do povão estão filmes de apelo imediato, com astros e estrelas do momento. Prova de que a indústria X-rated seguiu a Hollywood clássica na tríade distribuição, gênero e starlets.

Então aparece dois com o John Holmes que havia morrido recentemente como o primeiro grande astro porn a contrair AIDS. Não que realmente tenha sido, mas assim foi amplamente noticiado.

Um dos títulos com ele, A Ascenção da Imperatriz Romana, marca seu encontro com a também lendária Cicciolina. Outra figurinha manjadona naquele tempo, quando usou sua fama para conquistar vaga no parlamento italiano.

Ainda tem Ginger Lynn e Tracy Lords, a segunda cuja menor idade na profissão havia acabado de ser revelada com estardalhaço. Pior de tudo é a inclusão da coletânea Hollywood, Sexo e Escândalos.

Um hit com supostas filmagens em Super8 de pessoas como Barbra Streisand, Joan Crawford (!!!), Greta Garbo entre outras. Tudo com péssima qualidade de imagem, pra ninguém ter dúvida da fraude.

Veja também:
Nem tudo foi mar de rosas no pornô 70’s
Boogie nights: Europa vs. EUA
Garganta Profunda, sinos e jorrões
xXx: O amor requintado
Rainha do pornô aos 15 anos


14 comentários:

Marcos Barbosa disse...

HAHHAHA adoro john holmes desde que assisti boogie, se vc tiver mais coisas sobre ele, poste ou indique, pfv:D

Refer disse...

Desses 20 filmes só me lembro de ter visto Deepthroat, Atrás da Porta Verde e Miss Jones. Os 2 últimos, se trocar o "explícito" pelo "sugerido", podem ser exibidos como "filme de arte", fácil. Nem Emanuelle eu vi, embora tenha assistido continuações e contrafacções

Miguel Andrade disse...

Marcos, tem vários posts sobre ele ou este universo, dá uma buscada aqui. :))

Refer, eu também. Esses 80's, feitos aos montes vi pouquíssimos.

Aliás, Bem No Fundo da Vanessa fui ver só agora, depois deste post. Por mera curiosidade.

Daniel Tavernaro disse...

Vou confessar uma coisa meio que pessoal/extrassensorial demais: tenho 26 anos mas, quando assisto a estes X-Rated (a tradução é bloqueada no trampo), me dá uma sensação não muito boa de agonia, de repetição, de presença naquela época, naquele submundo (os que assisti são do mesmo nicho). Chega a me impressionar; em, alguns momentos breves de insanidade (agora declarada), parece que vejo tudo ao meu redor como na época.
Outro exemplo que é uma tortura: ver o "clipe" de Light My Fire do Doors. Mesma sensação, de "eu estava ali, o que estou fazendo aqui). E isso tem uns 15 anos que sinto, sei lá.

Vou na benzedeira com urgência, de novo.

Miguel Andrade disse...

Daniel, acho que entendo, Uma sensação dolorida da realidade.

Sinto isso com filme B, daqueles bem pobres. Ou imagens de telejornalismo dos anos 70, em película granulada, sabe?

Tipo aquelas imagens do Joelma.

Daniel Tavernaro disse...

Nossa, telejornalismo 70's e 60's eu nem assisto ou procuro muito, rs. Dá um tremendo aperto no coração!

Miguel Andrade disse...

Daniel, estranhíssimo.

Refer disse...

Vou dar um pitaco... acho que é a sensação de coisa terminada ou terminando, de reconhecer o tempo finito, daquilo que houve, existiu e não há mais, nunca mais haverá.

O Cony escreveu uma crônica formidável sobre o sentimento de angústia pela consciência da perda; a sensação é que vc não aproveitou, não experimentou a contento por várias razões aquela sensação formidável e nunca mais vai experimentar.

A hora que vc projeta para o futuro, então, vc começa a sofrer a angústia com as perdas que ainda não rolaram, mas vão acontecer porque a vida é assim: ela é finita.

Miguel Andrade disse...

Refer, pode ser isso. Faz sentido pelo menos.

Daniel Tavernaro disse...

Refer, sempre você!

Veja se consegue esta crônica para compartilhar aqui!

Bom, eu, como disse, não sei explicar muito sobre o que sinto. Já pensei ser algo espiritual ou "extra-carnal"; mas também, desde pequeno, sempre flertei bastante com a segunda metade da década de 60 e com a década de 70. E eu não tive influências diretas para "gostar" do período; seja por família ou pessoas mais velhas com "ótimas histórias", seja por músicas, filmes...

Ainda é meio que estranho, mas super compreensível depois de ler seu comentário.

Mas que você solucionou umas horas de análise, ah, isso solucionou, rs! Abraços em todos!

PS.: Me sentindo a pessoa mais normal do mundo!

Miguel Andrade disse...

Daniel, a minha sensação é desde sempre. Criancinha eu já tinha calafrios quando o Comando da Madrugada exibia matérias antigas, tipo aquela com os travestis do centrão de SP. rs

Refer disse...

Daniel,

Essa crônica do Cony é do começo dos anos 90. Eu também, sem influência direta alguma, sinto uma nostalgia dolorida, indefinida, de tempos que não vivi. Não tem explicação, mas é assim que é.

O que machuca de verdade é o horror do choque de realidade, quando conscientizo que as coisas que plantei na memória afetiva, de forma idealizada ou não, morreram — não há mais —, ou estão definhando irremediavelmente. A sensação é que estão sendo arrancados pedaços de dentro de mim.

Outro dia vi no YouTube o Mike Brown (Left Banke) ser praticamente carregado para cima do palco e colocado ao piano. PQP, chorei de soluçar e na cabeça ficou ecoando 'Mike Brown vai acabar, vai acabar, vai acabar'.

Miguel Andrade disse...

Refer, morreram ou nunca existiram. Foram viagem da nossa cabeça da época.

Anônimo disse...

Eu tinha esse guia, mas minha versão era do ano anterior, 1989 (ou seria 1988?).
Lembro que nele constavam os filmes Taboo, Tabu ao estilo americano (American Taboo, um pornô ao estilo Dallas), The Opening of Misty Beethoven, Cafe Flesh e outros que não lembro.

Abraços

Cesar M

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