quinta-feira, 12 de julho de 2012

Caça às bruxas (gays?)

Em 1988 uma campanha tirou o sono de algumas celebridades. Ativistas espalharam cartazes por Nova York supostamente revelando quem era ou não gay no show business norte-americano.

A foto acima (clique aqui para ver em tamanho maior), bem coisa de turista, é do carinha do blog Boy Culture fazendo turismo na Big Apple. Sim! Muito comentados na imprensa do mundo todo, os cartazes viraram atração turística e foram.

Entre as estrelas, Jodie Foster, Paula Abdul, Debbie Reynolds, Tom Selleck entre outras, retiradas do armário a fórceps. Algumas confirmadas nesses anos todos, outras, continuam aquela incógnita que não interessa a ninguém.

Ética ou não, consigo entender o sentido da campanha. Pelos exemplos que vemos na mídia, ninguém é gay nesse mundo.

Ninguém exceto personagens humorísticos, bicharada exótica de paradas, casos criminosos e similares. Pensou uma versão atual da campanha com seria?

Veja também:
Amizade na mira das línguas de trapo
O homem que peitou a máquina


[Ouvindo: Bye Bye Baby – Frank Sinatra]

18 comentários:

Celso Machado disse...

a Whitney Houston tá duplamente sapatão, duas fotos dela!

sei lá, também entendo a campanha, mas no país do "don't ask, don't tell", ser gay enrustido posando de hétero pode até ser considerado, por alguns, uma coisa boa.

Miguel Andrade disse...

Celso, mas também compreendo galã em armário. Problema é galã que banca o machão com as namoradinhas em revista de fofoca.

Refer disse...

É foda a tirania gayzista que "exige" que pessoas declarem sua identidade sexual. Ninguém tem de declarar porranenhuma, seja famoso ou não. Nada justifica essa atitude sexista, salvo a obsessão psicótica de quem pensa na questão 24 horas por dia, apesar de sua completa irrelevância.

Miguel Andrade disse...

Refer, certeza. Interessa a ninguém o que se faz ou deixa de se fazer na cama...

Como manifestação política, compreensível e positiva a visibilidade de bons exemplos. À força é muito discutível...

Alexandre disse...

sound--vision.blogspot.com.br/2012/07/celeste-holm-1917-2012.html

Miguel Andrade disse...

Alexandre, pois é. tinha postado na fanpage.

elemesmo disse...

OFF TOPIC: Miguel, vi "O gato de 9 caudas" na mesma padaria em que comprei "Prelúdio para Matar". Será que tem o mesmo defeito deste? (partes em italiano sem legenda)É de uma tal de "Platina Filmes".

Daniel Tavernaro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Miguel Andrade disse...

Elemesmo, caraca! E é baratinho? O Gato de 9 Caudas é de outra distribuidora.

Nunca o encontrei baratinho. Vou ficar de olho.

Daniel, mais ou menos. Alguns desses não eram tão consagrados quanto são hoje.

elemesmo disse...

Tá 13,99 onde eu vi.

Miguel Andrade disse...

elemesmo, já vi por 40 pratas!

elemesmo disse...

Nossa!

Miguel Andrade disse...

elemesmo, pra você ver a pechincha que está!

Leticia disse...

Bem, nesse negócio de pressionar a criatura pra sair do armário eu vejo metade militância fanática, metade sadismo mesmo (com bela dose de preconceito).

É a mesma coisa que jogar na cara de alguém que nasceu e foi criado em Cascadura.

Para ambas as atitudes, um belo E DAÍ, o que você tem que ver com isso?

Miguel Andrade disse...

Letícia, esse é um lado. O outro é que minorias precisam de bons exemplos visíveis.

Ronan Bahia disse...

A motivação da campanha não foi uma crítica à mídia.

Essa organização ACT UP luta pela quebra do silêncio em relação a AIDS.

Nessa época, nos EUA, havia uma forte crítica contra o governo, que não havia se posicionado na campanha contra a AIDS.

As pessoas tinham a AIDS como um problema dos gays. Dessa forma os reprimindo socialmente de certa forma. Sair do armário já era um tabu e passou a ser mais ainda, porque você, além de possuir uma identidade sexual diversa da maioria, ainda era um propagador de uma doença "diabólica".

Os cartazes eram uma forma de ativismo, no sentido de conscientizar as pessoas no sentiddo de que os gays infames, podem ser pessoas que elas adoram na TV e no cinema, e por aí, que ser gay é normal, e levar a uma discussão em que a aids não é relacionada à opção sexual de alguém, e sim a práticas de sexo não seguras. E o governo até então não havia se posicionado!! Não havia campanhas por ex, para o uso da camisinha...

Ronan Bahia disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Miguel Andrade disse...

Ronan, yes! Mas o post não diz nada diferente disso.

Ativismo ou não, expunha a sexualidade das celebridades.

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