quinta-feira, 21 de junho de 2012

Cor do luxo

Revista de decoração de 1956, mas poderia ser atual. Esse tom de azul está voltando com tudo aos lares, pelo que andei vendo.

Aquela cor que nós leigos chamamos de azul calcinha. Na verdade, pode ser chamada de Tiffany Blue, cor oficial da joalheria.

No passado, embora seja marca registrada da Tiffany & Co., esteve tão em voga que gerou muitas outras similares. Pode-se dizer que a variável gama coloriu os anos 50 e a primeira metade dos 60.

Foi destinada aos mais diversos usos (culinária, decoração, moda, etc.) sem ferir leis. Afinal, parecido não é igual, ainda mais em se tratando de um tom.

Em Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany's, 1961 de Blake Edwards), como não poderia deixar de ser, está por toda parte. É ainda a cor de destaque na capa da trilha sonora lançada junto ao filme, embalagem ideal para o trabalho precioso de Henry Mancini.

Tiffany Blue, escolhido pelo fundador Charles Lewis Tiffany, lembraria certo brilho dos diamantes. Além do material base das vitrines, é empregado tradicionalmente nas caixinhas com que embalam suas joias.

Por ser particular, com direitos requeridos, ele não aparece na lista de cores Pantone embora sua referência seja 1837. O número é o mesmo do ano em que a joalheria foi fundada em Nova York.

A capa da revista é um oferecimento PopKulture

9 comentários:

Alexandre disse...

uma coisa chic na vida é patentiar uma cor! hahahaha

Alexandre disse...

o "Yves Klein Blue" http://4.bp.blogspot.com/_QbJ25NHhDtI/SvcaanRAGOI/AAAAAAAAAGY/mhljw_AxfPM/s400/yves-klein-blue.jpg

Miguel Andrade disse...

Alexandre, chique ao cubo. Pode parar de usar vermelho fosforescente pq é MEU!

Leticia disse...

Tenho uma lembrança atrasada dessa paleta de cores 50/60. Quer dizer, bem início dos 60. Traduzindo, peguei rebarbas daquela moda. Minha avó lá no Rio tinha um sofá amarelo-ovo, e uma prima, uma cômoda verde-clarinho. Acho uma das ondas mais bonitas, não só na cor mas nas formas.

Miguel Andrade disse...

Letícia, até eu peguei rebarbas em casa de tia, avó... Na minha não pq coincidiu com a vinda ao Brasil, com todos os moveis no grito da moda que a classe média podia comprar.

Sofás e cozinha castanhos, aparelhos eletrônicos metálicos, etc. Ah! Poster de pierrô na parede...

Leticia disse...

Hahaha!!!!! Nem fala! O enxoval da minha mãe era de móveis escuros com um pé levemente "apalitado". Já a minha juventude foi dessas coisas metálicas, inclusive as camas Giorgio Nicoli (lembra disso?), com detalhes dourado e cores horrorosas, inclusive vinho.

VÁ!!!! à cama de Raquel Accioli em sua nova vida rica e entenderá o que digo. Com direito a leques enormes na parede.

Miguel Andrade disse...

Letícia, pavor a essas camas de ferro cor de vinho! Aparecera em várias novelas da Globo até virarem tão comuns quanto pinguins de geladeira.

Nos anos 80, ou seja, o que tinha lá em casa, era aquela coisa imitando madeira. Na verdade compensado fingindo ser madeira.

Leticia disse...

Compensado? Você já era bem feliz e não sabia. Já naquela época o aglomerado grassava, compensando era um luxo a ser preservado!

Aliás, a principal vantagem do aglomerado é não durar. Não sobrou UM para memorabilia de nada.

Miguel Andrade disse...

Letícia, maldita invenção dos móveis descartáveis. caros e descartáveis.

Dá muita preguiça de comprar mobília hoje, pq sabemos que mesmo a mais cara não irá durar.

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