segunda-feira, 7 de maio de 2012

Karaokê nem é tão ruim assim...

Não foram poucas as vezes que mudei de ideia ou me contradisse entre um blog ou outro. Não sei se é o caso, mas mesmo não vendo graça alguma a karaokês (conforme este post aqui), estive em um outro dia.

Sabe como é, uma biritinha a mais e bate aquela curiosidade de descobrir o que era atrás daquela portinha tão pouco iluminada, sempre frequentada por japoneses. Reparei naquilo desde que vim morar em Jundiaí.

Realmente não trata-se de algum braço da Yakuza nem nada (pelo menos até onde saquei). Aliás, pra entrar é precisa apresentar docs, o que me fez recordar de Quanto mais Quente Melhor e a senha “Vim ao enterro da vovó”.

Ambiente retrô, com paredes pintadas a um melancólico óleo, cuja escuridão não dava pra identificar quais as duas cores. Li que era um point tradicional, inaugurado em 1998, o que ninguém pode negar.

Uns tsurus decorando o teto com lanternas vermelhas fazendo-lhes companhia. Logo uma garçonete muito japonesa (daquelas que não se sabe se está sendo simpática ou morrendo de vergonha) vem logo apresentar os cardápios de bebidas e músicas.

A regra é clara: Você só pode pedir uma música por vez ao VJ. Como não tinha bebido o suficiente, ainda não foi dessa vez que esbocei alguma vontade de cantar em público.

Lembrei de procurar Ken Hirai pra quem sabe me misturar melhor aos frequentadores, predominantemente nipônicos. Mas nem todos! Havia, por exemplo uma sósia da Angela Bismarchi (pelo menos parecia na escuridão!) que arrasou nuns sambões.

E tinha gente que cantava muito bem! Por sorte eu estava com a máquina fotográfica e registrei uma guria que passaria a perna em qualquer calouro do Raul Gil ou coisa que o valha.

Assista (com o perdão da má iluminação) no vídeo abaixo ou clicando aqui:

Certeza que aos 14 segundos sou eu quem fala “UAU!” seguido por algo agora ininteligível. Duvidas tenho se é a minha voz cantando junto o refrão desse pagode (?) lá no final...

Nem sei que música é essa! Com a idade passei a ter providencial amnésia alcoólica.

[Ouvindo: Hey Bulldog – The Gods]

15 comentários:

Anônimo disse...

Uau mesmo =P
Não curto pagode, mas a voz desta moça é linda.
Parabéns pelo blog, pela captação da imagem, e pelo "uau" kkkkk

Alexandre disse...

Miguel, eu nunca entendi os critérios do karaokê, como "ganha" isso?

Miguel Andrade disse...

Valeu, anônimo! Nem eu! Mas foi espantoso ouvir ela, boa maioria canta MUITO mal.

Alexandre, não se ganha nada. Só pra espantar os males.

Achei curioso uma certa cumplicidade que havia entre os presentes.

O Bar do Tim disse...

Pouta que los pariuzis!!!! que lugar bacana!! aqui é tão pobre de lugares assim.. tudo tão tímido.. que raiva!..
Abraço Miguel..

Miguel Andrade disse...

Bar, aqui também é. O lugar é quase secreto.

Refer disse...

Puta escuridão do karaio.

Não adianta a moça cantar bem, apenas; no Brasil, se não for sapata, não consegue ser profissional, e tem de cantar nos karaio-okês da vida.

Miguel Andrade disse...

Refer, será q a escuridão é pra empolgar os vergonhosos? Pode ser...

Olha, se você está dizendo isso deve ser verdade.

marco disse...

são lugares como esse que fazem as pessoas se divertirem, não importando gostos musicais, todos se respeitam e aplaudem, sem ego e sem vergonha, mesmo parecendo ridículo...

Miguel Andrade disse...

Marco, bem por aí. Como eu disse, ao Alexandre ali acima, o povo fica cúmplice, a vontade...

DAVI VALLERIO disse...

qual a graçade cantar bem no KaraoKÊ?

Miguel Andrade disse...

Davi, acho, pelo que entendi, que é algo pessoal. Um dia vou tentar entender pessoalmente...

Tenho tanta vergonha.........

Daniel Tavernaro disse...

Eu já gostei mais de videokês. Minha tia comprou um aparelho, aqueles profissionais mesmo, quando entrou na moda (quer dizer, quando o Faustão começou a fazer aqueles duelos de famosos em videokês) e sempre ficava cantando.

Depois, ia nesses bares e tals, mas não nesses japoneses, rs.

Acho que eu gostava mais, até uns 2 anos atrás, porque eu fumava e bebia menos. Agora, minha voz pigarreia e o fôlego é mais fraco. Parece a Aretha Franklin: abre a boca e sai um som legal, mas nem sempre controlável ou audível, rs
.

Miguel Andrade disse...

Daniel, um ex entusiasta de cantar em público! Queria ter segurança assim.

Se bem que para a minha voz só se for pra cantar Nelson Gonçalves. "Boemiiiiiia, aqui me tens de regresso!"

Alex Gonçalves disse...

Admito que, apesar de cantar mal pra cacete, me diverto bastante no karaokê. É um ótimo passatempo se você está em alguma residência apenas com amigos próximos ou mesmo para espantar um pouco do tédio quando se está sozinho na própria casa. Porém, cantar diante de estranhos eu não encaro, tenho medo das reações, rs. Só uma vez topei num karaokê da Liberdade. Cantei "Coisas que eu sei", da Danni Carlos. Que mico, mas foi gostoso. =P

Miguel Andrade disse...

Alex, que mico mas foi gostoso! hahahaha!!

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