sexta-feira, 6 de abril de 2012

Nós, os kibadores! Origem de um pulp

Vi essa capa da edição brasileira de Nós, Os Marcianos! (do francês Jimmy Guieu) outro dia no Twitter do @ahdanilo. Tem como não estranhar o marciano esquisitão?

Nem de longe imaginei se tratar de uma moça marciana. Até cruzar com a imagem abaixo.
A modelo Carmen Dell'Orefice fotografada em 1955 por John Rawlings para a revista Vogue. Ela tem uma irmã gêmea em Marte?

Sabemos que ilustradores de livros pulp usavam imagens reais para produzir, contratando modelos, mas é curioso quando se descobre uma referência “indireta”. Como no caso, o reaproveitamento de um fotógrafo famoso.

A primeira imagem é um oferecimento AcheLivros e a segunda What Makes The Pie Shops Tick?

Veja também:
Como fabricar mulheres perigosas
Benício, o homem dos milagres
Mais capas de pulp fiction


[Ouvindo: DOCU-MENTARY KISS – Chappie]

23 comentários:

Alexandre disse...

O que seria pulp? HQ? mulher nua? rs

Miguel Andrade disse...

Alexandre, literatura ordinária.

Alexandre disse...

Miguel, litetura vulgar vendida por pouca grana e adaptada ao cinema? rs é interessante que hoje acontece a mesma coisa na ficção científica (de Blade Runner até Johnny Mnemonic)

Miguel Andrade disse...

Alexandre, não necessariamente adaptada ao cinema. Livros de bolso impressos em papel jornal com capas sensacionalistas, etc.

Alexandre disse...

esse é o motivo da existência de Pulp Fiction? Tarantino é tão chato...

Miguel Andrade disse...

Alexandre, sim, segue o espírito da coisa. Aprendi a gostar dele.

Alexandre disse...

Miguel, me cansa aquele charme cansado dele fazendo filmes se referindo a filmes.

Miguel Andrade disse...

Alexandre, mas é válido. Ele consegue impor algo fresco, além de colocar de novo no spot muitas coisas interessantes que o povão já tinha descartado.

Leticia disse...

Olhei o primeiro desenho e pensei nas coisicas de Hans Donner nos 80. Mas não é que a coisa vem de antes mesmo?

Agora eu penso: os caras que kibavam a valer imaginavam que décadas depois iriam ser desmascarados? E, se soubessem, mudariam de comportamento? Acho que não...

Miguel Andrade disse...

Letícia, Hans é o cliché do cliché. Vingou pela tecnologia que tinha e pq o país nunca foi assim, lá muito cheio de referências.

Pensei nisso também. Deve haver muitos casos iguais a este. MUITOS.

Lembrando daquele vídeo da Raquel Welch muito semelhante às aberturas do Fantástico do Hans Donner.

Alexandre disse...

Miguel, tá fofo nessa foto hahah

ps: A moderação de comentários foi ativada. Todos os comentários devem ser aprovados pelo autor do blog. (???)

Miguel Andrade disse...

Alexandre, valeu! hahaha

Já estendi os dias da moderação do jeito que era.

Alexandre disse...

Miguel, Mas é fofo tipo "bonito" e não gordo tá? haha

Leticia disse...

E quando descobertos dizem que foi homenagem...

"Eu tinha a coleção inteira de... que um tio trazia dos EUA e que minha mãe jogou fora..."

Miguel Andrade disse...

Alex, ah, bom! rs

Letícia, sei, sei... Como se a gente não sacasse o que é homenagem de chupada grosseira.

Daniel Tavernaro disse...

Se eu disser que, descendo o scroll rapidamente para ver uma outra postagem, logo que foi colocada, achei que fosse alguma foto da Isadora Ribeiro na abertura do Fantástico? Cabelos molhados, olhando para a câmera e tals...


Mas não disse nada senão ia rolar um bulling ferrenho, hahaha!

Miguel Andrade disse...

Daniel, mas a ideia é bem parecida. Faz sentido! hahaha!

Leticia disse...

Não tem nada que ver, mas eu contei da história de um marido de uma prima de minha mãe "que inventou o logo da Rede Globo"?

Assim: o cara é um escultor, lá do Rio. Muito talentoso, muito bacana, os filhos são pintores, igualmente talentosos. Mas eles não CIRCULAM, entende?

Esse escultor é o tipo de artista lembrado por gente bem quando se quer encomendar um busto, uma efígie, e tal.

Então tá. Aí um dia, lá pelos 70 ou 80, alguém (a Globo ou o Hans Donner, não sei) encomendou a ele fazer o logo da Globo (que era recente) em pedra.

Ele fez, oras... Daí que a história circulou, rodou, rodou, e virou isso: o cara INVENTOU o logo e pronto.

Miguel Andrade disse...

Letícia, mas ele ganhou bem pra isso? É oficial?

Leticia disse...

Não sei, Miguel. Acho que essas coisas são remuneradas normalmente. Só lembro dessa pseudoepifania, tão cara ao diz-que-diz-que de qq. família.

Pior ainda na minha, especialmente no RJ. Ela é especialista em contar um ponto, distorcer as histórias.

Aliás, minha família no Rio (a geração antiga) é bem ingênua e distraída...

Miguel Andrade disse...

Letícia, acho você tão paulistana que é difícil imaginar estas raízes na antiga capital do país.

Leticia disse...

Mas há, e muitas! Nem te conto. Só pessoalmente, porque há coisas bem cabeludas.

Miguel Andrade disse...

Letícias, opa! Tô esfregando as mãozinhas no aguardo.

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