quarta-feira, 14 de março de 2012

Segredinho dos cabelos 40's

Para quem se perguntava como as moças de outrora faziam praquele cabelo permanecer cheio de ondinhas , olhaí! Usavam redes, não ficavam fazendo o penteado todo dia.

E pela quantidade de marcas devia ser um dos únicos jeitos. Detalhe que todas ostentam que são feitas de Nylon, portanto, como você relembra clicando aqui, estes rótulos são de depois de 1945, pós-guerra.

A DuPont decidiu não registrar a palavra Nylon para ela entrar no vocabulário popular como sinônimo de meias. Mas as redinhas de cabelo já existiam antes da invenção do fio sintético, como vemos neste outro produto sem ele.

E é uma coisa que não sobreviveu ao tempo, como os bobs. Sou ignorante no assunto, mas não me parece que se trate daquelas redes que tiazinhas usam nos coques.

A três primeiras imagens são oferecidas por Julia, a última por Debora Drower

Veja também:
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Tutorial pra ter cabelo ruim
Grampos com proteção na ponta: revolução feminina!
Embalagens de camisinha 30's 40's


17 comentários:

R.Scholl disse...

Hum, acho que existiam dois tipos de redes de cabelo. Uma, feita de fio de seda ou rayon, de fio mais grosso, para segurar bobs, bigudis e mise-en-plis (durante a confecção do penteado) e outra de nylon, finissímo para segurar o penteado pronto, se fosse um coque ou boucles. Achei,por acaso, uma rede de cabelo, dentro de uma bolsa (a que compunha o traje pós-cerimônia religiosa de casamento, em 1953, para a saída da viagem de lua de mel, então tailleur, chapéu, bolsa e luvas combinando) da minha avó. Esta rede era, certamente, a que segurou o penteado naquele dia.

Miguel Andrade disse...

R.Scholl, NUNCA vi uma coisa dessas! Não fazia nem ideia que existia.

Isso pra mim é grego! E que cápsula do tempo foi a bolsa da vovó!

Refer disse...

Eu usei rede no cabelo. Usava para dormir, quando tinha uns 10, 11 anos para que meu cabelo ficasse penteado "para trás", igual ao do Ricky Nelson. Antes de dormir, o cabelo era molhado, batizado com um pouco de Gumex (ou Brylcreem, ou Fixador Juvênia) e penteado, aí tacava a rede e ia deitar. Não sei se era de náilon, acho que não. Era igualzinha à redinha que parece na ilustração, era preta e vendia na feira, avulsa, sem embalagem.

Miguel Andrade disse...

Refer, hahahahahahahaha!!! Imaginando vc de rede no cabelo!

Mas é bem lembrado, os homens também usaram depois.

Obrigado pela descrição do evento que era dormir. Pra parecer o Ricky Nelson na manhã seguinte! <3

Lembro do cunhado solteirão de Amarcord com redinha no cabelo também.

Refer disse...

Tás rindo de quê? Era supercomum homem usar rede em cabelo crespo (pra alisar), rebelde, ou para mudar o penteado (mudar a risca de lado, por exemplo).

Essa redinha também se achava em armarinhos; vinha numa caixinha quadrada, de cartolina, com impressão p/b. Custava coisa de uns 70 centavos de hoje; na feira, avulsa, menos da metade.

Jogador de futebol (de várzea e profissional) também usava essa rede (além do gorro improvisado, feito com meia de náilon); vem aí a cinebiografia de Heleno 'Gilda' de Freitas (com R. Santoro), vamos ver se lembraram de colocar redinha na vasta cabeleira do Heleno.

Miguel Andrade disse...

Refer, você nem tem cabelo ruim! Ou fazia chapinha já nos anos 80!

Tu viu o trailer desse Heleno? Pelo menos não é sobre tiroteio na favela, comédia romântica da classe média carioca ou coisas do gênero.

Refer disse...

Meu cabelo é liso e solto, mas a ideia era moldar o penteado igual ao dos rockers de antanho.

Não vi o trailer. O assunto é meio maldito — é igual à cinebiografia de Carmen Miranda que vem sendo prometida há pelo menos 40 anos. O Zé Rodrix chegou a montar uma peça musical sobre o Heleno, nem sei se chegou a ser encenada.

Houve várias tentativas de rodar essa cinebio, desde pelo menos o final dos anos 1950, com Fábio Cardoso na direção e no papel principal.

Miguel Andrade disse...

Refer, aaaaaaah, entendi!!!

Será P&B, coisa rara pra um filme comercialzão brasileiro. Erraram já na fotografia.

Dá pra ver que rodaram com cores e depois deixaram sem. Pelo que notei oelo trailer...

Olha, pelos meus conhecimentos de futebol, eu nunca tinha ouvido falar nele!

Refer disse...

Nunca ouviu falar no Heleno de Freitas? poots. Jogou no Vasco, Botafogo, Santos e também no exterior. Tem estátua do Heleno na Colômbia.

Era um perfecionista doentio, a ponto de dar esporro em ADVERSÁRIO que fizesse jogada ruim.

Neurastênico, quando se descontrolava gritava e batia o pé no chão, e a torcida provocava chamando 'Gilda! Gilda!' por causa do filme da Rita H., daí o apelido. Era um cara muito bonito, também, então o apelido colou.

Com a sífilis veio a demência e ele morreu louco furioso no final dos anos 50. Figuraça!

Miguel Andrade disse...

Refer, tenho corpo fechado pra qualquer coisa que diga respeito a futebol. Nunca achei graça.

Caderno de esportes aqui em casa nem é aberto, vai direto pra Elsa fazer pipi.

Ah, então tem algo por interessante a ser contado. Pensei que fosse mais uma cinebio brasileira em que o retratado não tinha nada demais além de ter ficado famoso.

Fiquei curioso. Tomara que seja bom.

Leticia disse...

Consultarei as bases pra captar mais algum compleento ao Heleno de Freitas e Gilda... Sabia de nome, mas esses detalhes eu nem imaginava!

Quanto ás redinhas, Miguel, qualquer farmácia high tech tem. Procura lá. E é como o R. Scholl disse: a mais grossa pra aguentar os bobs. E a mais fininha pra segurar um coque ou coisa assim. Além das propriedades alisatórias...

Usei uma ou outra vez, mas tenho HORROR! Dormir com isso, então, nem pensar.

Miguel Andrade disse...

Letícia, acho uma coisa cômica. Imagina dormir com isso?

Refer disse...

Assisti ao trailer e não gostei. R. Santoro é muito frangote para fazer o Heleno. É como colocar Tony Perkins para fazer a cinebio de Marlon Brando.

O 'Gilda' era um cara temperamental, briguento, o Santoro quando muito é 'nervosinho'; 'Gilda' era rico, de família tradicional, com formação universitária, o Santoro parece boy da Zona Leste, que desistiu de fazer supletivo.

(boy = homo ativo, se vc não sabe)

Miguel Andrade disse...

Refer, depois fui atrás de fotos do Heleno e também achei isso. Sem falar na ausência do estilo e sexy apple que o jogador tinha.

Agora, não entendi a lógica do apelido Gilda. Pq era sedutor?

Pensou que da hora se o nome do filme fosse "Um homem chamado Gilda?" ou, que adaptasse a tagline do filme da Hayworth: "Nunca houve um homem como Gilda"? rs

Percebeu como o B&W soa fake? Pelo menos pra quem está acostumado a assistir B&W.

Refer disse...

A "lógica" é que o filme e a personagem Gilda viraram uma referência muito popular na época, quando 101% do público carioca frequentava cinemas; então, a torcida deu esse apelido para o Heleno, por causa de seus xiliques. Uma provocação, claro.

A torcida adversária também costumava cantar pra ele o samba 'Helena, Helena'
pra lembrar: http://www.youtube.com/watch?v=ZJVSb0kqrQA

Achei mutcho loco vc sugerir 'Um homem chamado Gilda' para título do filme... homessa, esse é exatamente o título do musical do Zé Rodrix!

Refer disse...

ahnn... sei que chilique é com 'ch' mas com 'x' fica melhor!

concordo sobre a questão da falta de sex-appeal. É igual DiCaprio fazendo Arthur Rimbaud.

Se o Rimbaud fosse igual ao DiCaprio, Paul Verlaine nem ia olhar pra aquela lagartixa anêmica de cabeça grande.

Miguel Andrade disse...

Refer, sei disso, mas a Gilda não dá chilique. De onde será que realmente surgiu isso, afinal?

Ah, mas "Um homem chamado Gilda" é provocador. Parece óbvio até, mas no caso chamaria atenção pela contraste com a virilidade que se imagina a um jogador de bola.

Viu, ou DiCaprio de Howard Hughes. mas nunca que aquele guri pegaria todas.

Bem diferente da masculinidade do magnata. Que ia além do $$

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