sexta-feira, 30 de março de 2012

Raridade! Bill Bixby encarando seu monstro interior

Bem bom ver essa capa só agora, adulto. Bixby e Lou Ferrigno na mesma foto quebraria qualquer fantasia de que são a mesma pessoa.

Consta realmente que o ator era bastante cuidadoso para nunca ser fotografado ao lado do fisiculturista, justo para não quebrar a ilusão do público, embora os tabloides tentassem. O que torna essa capa uma preciosidade!

Aliás, a série do Incrível Hulk (1978-1982) era um oásis contra maniqueísmos na infância. Mesmo com o monstro não sendo propriamente malvado, dava pra entender que ninguém precisa, nem é apenas uma coisa.

Décadas depois do desenvolvimento da psicologia a ficção infanto-juvenil insiste na simplicidade dos seres. Incompreensível no que isso possa ser positivo na formação das pessoas, já que depois levaremos longos anos para conquistar essa quebra.

Outra imagem também pouco: Ferrigno sendo preparado para se tornar a fera! Veja na foto abaixo.

Nada menos do que um 1,96m para ser pintado de verde. Arnold Schwarzenegger, muito mais famoso na área dos fisiculturistas, teria perdido o papel por possuir oito centímetros a menos.

As transformações, que ocorriam pelo menos duas vezes a cada episódio, obrigavam-no a ficar dentro de um trailer bem refrigerado para não perder o tom com o suor. Parece banal, mas havia um custo extra.

Em sua biografia “My Incredible Life as the Hulk”, Ferrigno lembra que os fãs lhe pediam para aparecer mais, além dele se sentir subaproveitado pelo trabalho que tinha na maquiagem. Chegou a pleitear três aparições por capítulo, mas os produtores recusavam pelo orçamento.

As imagens são um oferecimento Fantastic Flashbacks

Veja também:
As voltas do Incrível Hulk


[Ouvindo: Milenberg Joys – Glen Grey and The Casa Loma Orchestra]

11 comentários:

Fabiana Souza disse...

Nossa, amo muito o Hulk, nunca achei ele mau! Os olhos claros do Bill me lembravam meu priminho, que por sinal quando cresceu ficou alto e fortão como o Lou Ferrigno!

Moacir disse...

Que DELÍCIA de post, Miguel! Adoro seu blog!!

Eu sempre fui fã do Hulk. Essa série eu AMAVA. E gosto do Hulk do Ang Lee também, apesar de todas as críticas. O Lou Ferrigno fez um excelente trabalho.

Miguel Andrade disse...

Fabiana, meu primeiro patrão a gente chamava de Hulk pq era grandão e tinha barba como o Ferrigno em Hércules. As freguesa pirava!

Moacir, bate aqui! Também gosto do Hulk do Ang Lee e daquele Superman recente.

Leticia disse...

Doutor David Banner era meu noivo, viu?
Morria de pena quando ele ia embora, sozinho, no final de cada episódio...

(e eu nem ligava pro Ferrigno...)

Miguel Andrade disse...

Letícia, lembro dessa amargura quando ela ia embora, aquela musiquinha triiiiiiiste... :-/

Leticia disse...

Ah, partia meu coração.

Miguel Andrade disse...

Letícia, partia coração mesmo e era um seriado de aventura. Olha que coisa!

Leticia disse...

É que tinha aquele psico: ele e o que na verdade era drama.

Sem o detalhe da vida real que cada vez que ele se transformava, lá se ia uma muda de roupa. Isso, obviamente, não chegou a ser um problema na telinha, até porque, já naquela época, roupa já era algo descartável nos EUA.

Miguel Andrade disse...

Letícia, e todo mundo encanava com isso. Mesmo nos filmes recentes, com desenho animado servindo de monstro, continuou igual.

Leticia disse...

Né? Sabe que eu precisava parar e rever a série, não lembro direito da profissão de DB, mas tenho na memória que ele era um cientista ou coisa parecida, não era um idiota (só quando se transformava e virava sensível, é claro).

Miguel Andrade disse...

Letícia, eu também precisava. Lembro pouquíssimo, embora tenha visto este telefilme que vende em DVD aqui não faz muito tempo.

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