sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

RIP Etta James

A memorável Etta James faleceu hoje (20) na Califórnia (EUA) aos 73 anos de idade. Ela lutava há algum tempo contra leucemia, hepatite e demência.

Da geração de cantoras black que começaram a chamar atenção em cultos protestantes até seduzir multidões com sua voz suingada. Seus discos passeavam entre o Blues, Gospel, R&B e Jazz.

Entre os incontáveis hits, Stormy Weather, Spoonful, I just wanna make love to you, etc. Ouça no player abaixo (ou clicando aqui) Sunday Kind Of Love.


Elegância a menos planeta…

A imagem é um oferecimento The Retro-Spector

8 comentários:

Refer disse...

Pode-se fazer uma lista imensa de supertalentos do rhythm'n'blues que acabaram esquecidos, enterrados vivos. Etta James teve a sorte de ter sido reconhecida em vida, pelo menos.

Miguel Andrade disse...

Refer, SIM!!! Discutível conquista: até em trilha de novela da Globo aparecia volta e meia.

Refer disse...

Não sei porque essa maldição com os artistas de r'n'b; tenho uma teoria, é uma questão racial, racista. O r'n'b não tem a nobreza, a dignidade do jazz, do blues, do folk blues, que são gêneros black em essência, e seus artistas são venerados e respeitados. R'n'b é coisa de preto, mas de preto safado, urbano, morador de centros industrializados como Nova York, Chicago e Baltimore. Foram esses blacks que influenciaram a caipirada branca do hillbilly e deram origem ao rock'n'roll.

Acho que ficou um ressentimento moral distorcido contra esses tipos que "corromperam" a juventude wasp do final dos anos 40 em diante.

Miguel Andrade disse...

Refer, o R'n'b não soaria como sendo pronto, feito, pra ser consumido pela massa? E os outros aparentam ser coisa mais de raiz, autêntica?

Refer disse...

Nesse sentido, o r'n'b e algumas vertentes do jazz e do blues são produtos prontos para consumo, acabados. Porém, r'n'b tem mais apelo sensual, é francamente libidinoso, influenciou os artistas do rock também nesse sentido. A própria Etta James fazia performances ao vivo quase pornôs; a Tina Turner, idem; tratavam o microfone, p.ex., como um falo.

Miguel Andrade disse...

faz sentido, faz sentido...

Daniel Tavernaro disse...

Ambas tem filmes biográficos bem legaizinhos e, por coincidência, sou fanzão de ambas.

Etta, além de sofrer igual capacho, também se entregou às drogas e ao sofrimento sem fim. Nunca chegou a acreditar que seria amada, que seria considerada uma boa intérprete....

Ela foi reconhecida; ainda mais depois da posse do Obama e de Beyonce a interpretar em "Cadillac Records".

Essa parada do apelo sexual acho interessante discutir. A comunidade negra sempre foi rotulada como extremamente sexual - é só lembrarmos do início do rock e a alegação que os "brancos" davam para não tolerarem aquele tipo de música - e Etta e Tina eram ícones daquele submundo até então. Eram as "gostosas mais pra frentex" da época e, até hoje, uma mulher muito à frente do seu tempo ainda é considerada uma mulher com cabeça aberta em relação a experiências sexuais...

Em qualquer filme biográfico sobre algum cantor negro das antigas rola essa parada de tocar em locais fechados, meio que escondidos, onde as meninas podiam dançar sem qualquer limite.... Logicamente, quando eram mulheres no palco, elas refletiam o que viviam, o que viam e quem as aplaudia.

Miguel Andrade disse...

Daniel, lembro especificamente de Hairspraqy de 88. E o upa que era ir dançar nos bairro negros nos anos 60.

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