quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Primeiras impressões sobre Alcatraz

E com Alcatraz, série que estreou esta semana na Warner Brasil, como fugir da crença sobre o raio não cair duas vezes no mesmo lugar? O produtor J.J. Abrams, dono de Lost, um dos maiores hits da década passada, pode acertar de novo?

A resposta não é tão simples assim. Ao final de cada episódio (já foram exibidos três lá fora) espera-se por um novo, pra ver qual é a do programa, se é que isso já não faz parte da ideia original.

O argumento é sobre centenas de presos que simplesmente desaparecem sem deixar vestígios da famosa Alcatraz (The Rock) em 1963. Misteriosamente eles vão surgindo um a uma nos dias atuais (ainda jovens), cada qual com missão similar ao modo operandis com o qual foram encarcerados décadas atrás.

Na caça deles está um agente do FBI (veterano ator Sam Neill) que recruta policial gatinha e escritor de quadrinhos especialista na célebre prisão. A moça logo no primeiro episódio se depara (numa cena que reproduz quase que quadro a quadro o início de Um Corpo Que Cai de Hitchcock) se depara de forma supostamente acidental com um dos fugitivos.

Deu pra sacar que ela estará pessoalmente envolvida na espinha dorsal do enigma. Tem até um parente (o excelente Robert Forster ) entre os personagens, que teve apenas uma aparição até agora, mas faz parte do elenco fixo.

A história, antes de tudo, trata sobre ajuste de contas com o passado. Pessoas sendo defrontadas com antigos fantasmas de suas vidas.

Assim como Lost, Abrams juntou cacos de outros programas atuais que são sucesso (o passado de Mad Men, por exemplo) e outros que fizeram história na TV. Ao contrário do que as presenças do ator Jorge Garcia e do compositor Michael Giacchino sugerem, Alcatraz lembra muito mais Arquivo X do que Lost.

O gordinho parece ter função parecida aqui, costurando a série com indagações que nós mesmos faríamos, mas está menos forçado como representante da juventude nerd. Portanto, menos insuportável!

No quesito “tem que melhorar isso aí!”, está o ritmo, a escassez de grandes cenas de tirar o fôlego e uma trama de mistério muito hermética, que (com o perdão do trocadilho) não prende nosso interesse pelos personagens. Está melhorando bastante, o que negativamente remete aos tempos de Lost com os muitos capítulos de enrolação até os três últimos da temporada realmente empolgantes.

[Ouvindo: Perfidia – Elvira Rios]

4 comentários:

Anônimo disse...

Eu ví os dois primeiros episódios e gostei. Não é uma coisa que se diga: "Puxa! Como isso é bom!". Mas é legal. Talves eu tenha essa impressão pelo fato de nunca ter assistido a "Lost". De qualquer forma, acho que vai ser uma boa série para me entreter até as novas temporadas de Game of Thrones e Breaking Bad começarem.
Parabéns pelo ótimo blog!

Miguel Andrade disse...

Anônimo, exatamente! Pra ir passando o tempo até estrearem as que realmente me interessam.

Rubens Rodrigues disse...

Achei legalzinha. Mas se continuar assim eu paro.

Miguel Andrade disse...

Rubens, viu até o 3º? Achei que foi melhorando muito.

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