quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Imitação da arte: Calvário da filha de uma estrela

Entre as memórias mais dolorosas da infância de Cheryl Crane, filha da Lana Turner, está o período em que foi molestada pelo padrasto Lex Barker. Citei esse Tarzan aqui no blog não faz muito tempo, relembre aqui.

Quarto marido de Turner, no período (1953 a 1957) ele vivia seu auge profissional, ao contrário da atriz em declino. Segundo Cheryl, os abusos duraram todo o período do casamento, quando estava com cerca de 10 anos de idade.

No documentário produzido pelo TCM em 2001 alega que sua mãe nada sabia e que quando tomou conhecimento o expulsou de casa. A história só veio a público em 1988 quando Crane publicou suas memórias em livro.

A parte irônica dessa tragédia é que para amigos e pessoas próximas ao casal o relacionamento estava fadado ao fracasso. Turner (famosa namoradeira) gostava de beber, fumar, frequentadora de night clubs como o lendário Ell Morocco...

Barker era de uma família refinada, avesso a badalações, não bebia e não fumava... Publicamente a pessoa mais correta que se poderia imaginar para padrasto de seus filhos.

Adolescente, um ano depois que o Tarzan 50’s saiu de casa, viveria uma das mais trágicas historias de Hollywood ao (conforme foi provado em tribunal) assassinar a facadas o mafioso Johnny Stompanato, atual caso de sua mãe. Leia mais detalhes a respeito no post O Crime que abalou Hollywood.

Especulou-se (e imagina-se o quanto um crime desses deve ter repercutido na época) que a estrela teria matado o amante ao descobrir que ele estava tendo um caso com a filha. A garota levou a culpa para que a estrela não fosse sentenciada à pena de morte.

Crane passou um período detida numa casa de reabilitação para delinquentes. Ao sair, ficou sob tutela da avó e Lana Turner (ao contrario do que se esperava) ganhou novo fôlego na carreira, fazendo um punhadinho de filmes como mãe de filhos problemáticos.

Veja também:
Celebridades entre a cruz e a caldeirinha
O Crime que abalou Hollywood
Star 80: A coelhinha assassinada


[Ouvindo: Bigorrilho – Jorge Veiga]

6 comentários:

Refer disse...

Toda mulher diz que foi abusada pelo padrasto, ainda mais se é uma sub-celebridade e escreve um livro. Abusos na infância desse tipo são geralmente lembranças falsas, freudianas. E tenho dito.

Miguel Andrade disse...

Refer, com dez anos? Não sei não...

E faz sentido com o que aconteceu depois. Aliás, até se encaixa com os tititis na época do crime posterior.

Leticia disse...

Pode ser que sim, né?

Boa vantagem dos dias de hoje, em que qualquer coisa dessas vai logo parar na polícia e na mídia, sem maiores pudores quanto à imagem de quem quer que seja.

Miguel Andrade disse...

Letícia, e ele já estava mortinho faz tempo. O que me atraiu na história é o fato de que o cara (belíssimo) se gabar do sangue azul, não fumar, não beber, e na surdina, quando ninguém está vendo, se transforma num monstro!

Leticia disse...

O mais normal do ser humano é... voilà!: a normalidade!

Quem vai muito para um lado vai com a mesma facilidade para outro. Isso vale tanto para os "sem máculas" como para a moçoila aí, que, ao que diz, começou abusada e depois foi fundo na fantasia.

Miguel Andrade disse...

Letícia, sim, tem razão. Mas no principal bafão, ela confirma a versão de que foi ela mesmo, não a mãe.

Então, merece certo crédito, perto de tantas filhas de famosas que depois fizeram livros descendo a ripa.

E no seu caso seria até justificável. Ao contrário, preserva a memória da Lana Turner.

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