quinta-feira, 30 de junho de 2011

Estamos reféns dos caretas!

Você sabia que este blog aqui, estritamente familiar, que o senhor frequenta há quase 10 anos, é BLOQUEADO em algumas empresas como pornográfico? POR-NO-GRÁ-FI-CO!!!

Dois caros amigos já se manifestaram alegando isso! Numa multinacional e num conceituado órgão de imprensa!!!!

Só não me acho uma Patricia Hearst por ser esperto demais pra passar pro lado dos hipócritas. Podem me xingar de muita coisa, hein? Menos de hipócrita demagogo!

Quer dizer, estamos na mão de nerdinhos com precária formação cultural que conseguem emprego em grandes empresas na área de TI. Chegando lá, precisam colocar em prática não só seu conhecimento em informática, mas sua visão do mundo.

E dá nisso! Funcionários impedidos de frequentar o La Dolce Vita em suas horas de (cof, cof) lazer por extrema incompetência de uma área.

Resta clamar aos amigos empresários (e ao pessoal do RH!) que contratam esse povo ficaram de olho ainda mais vivo nas contratações. Não basta fulano saber códigos de programação de cor e salteado, já que ele decide o que deve ou não ser acessado e quem quer uma mulinha decidindo pela maioria?

Ei! Quer bloquear algo nefasto, perigoso socialmente na internet? Que tal os twitters da deputada ex-atriz e ex-pelada Myrian Rios ou do pastor Silas Malafaia?

Pelo menos no La Dolce Vita jamais será encontrado qualquer tipo de propagação de ódio a minorias baseado em pura ignorância. Ignorância ou preocupação com diminuição de renda pessoal...

Preguiça master e até certo medo desse povo furioso a defender a tal da moral e bons costumes! Todos parecem tão insanos...

Veja também:
Liga pela moral e bons costumes


[Ouvindo: Coroado - Denise Emmer & Marcos Pitter]

Exemplo raro de carreira bem sucedida

E essas atrizes fantásticas que sucedem filmes ótimos com a mais absurda mediocridade? Para cada Oscar da Hilary Swank, ela tem que obrigatoriamente aparecer em dezenas de produções insignificantes?

Juliane Moore, uma das poucas de hoje com aplomb legítimo de diva hollywoodiana é outro caso. Às vezes acho que quem escolhe seus trabalhos é um daqueles macaquinhos que fazem testes na NASA, tamanha aleatoriedade.

Impossível deixar de lembrar de Anne Bancroft, aquela que entendeu perfeitamente a diferença entre uma atriz e uma celebridade. Após uma série de papeis na TV foi a Hollywood.

Década de 50, estreou logo ao lado da maior promessa: Marilyn Monroe. Foi coadjuvante em Almas Desesperadas (Don't Bother to Knock, 1952 de Roy Ward Baker), único filme a explorar Marilyn como uma vilã psicopata.

Nem loira ela era pra ser vista com relevância para a época. Assim foi aparecendo apenas em personagens pequenos no cinema até decidir priorizar o teatro.

Levou o Oscar apenas em 62 por O Milagre de Anne Sullivan (The Miracle Worker , 1962 de Arthur Penn ). Histórica premiação em que Joan Crawford recebeu o prêmio em seu lugar.

Furiosa ao não ter sido indicada por O Que Terá Acontecido a Baby Jane? (What Ever Happened to Baby Jane? de Robert Aldrich), ao contrário de Bette Davis, Crawford pesquisou qual das concorrentes não iria ao evento. Assim, é ela quem aparece segurando o prêmio da Academia ao lado dos outros vitoriosos daquele ano, dando o troco na colega de elenco.

A grande chance mesmo de Bancroft só aconteceria em 1967 com A Primeira Noite de Um Homem (The Graduate, de Mike Nichols). Vivendo a cora papa anjo Sra. Robinson (embora com apenas 36 anos), entrou para o panteão das grandes estrelas, e das maiores bruacas da tela grande.

E assim, foi driblando as furadas profissionais, inclusive escapando de levar uma Framboesa Dourada em 1981. Cotada desde o início do projeto na adaptação do best-seller Mamãezinha Querida (Mommie Dearest de Frank Perry), pulou fora assim que leu o roteiro concluído.

Mais tarde teria dito que recusou o filme venenoso sobre Joan Crawford por respeito à colega, que foi gentil em representá-la para receber seu único Oscar em 1963. Mas que também foi uma sorte danada, lá isso foi. Faye Dunaway que o diga!

A imagem maior é um oferecimento The Guardian, e a da Academia, IMDB

[Ouvindo: A Soda Tá Liberada - Gaiola das Popozudas]

Caminhando e cantando

A frase em português “A Luta Continua”, junto ao logo da MFA (Movimento das Forças Armadas) encerrou os filmes de Jonathan Demme por anos. O frame acima é do filme O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the Lambs, 1991).

Segundo o livro 600 Questões de Cinema, do jornalista Antônio Queiroz, seria pela identificação do diretor com os movimentos políticos populares da América Latina. Pela Wikipédia, seria em referência à Revolução dos Cravos, que ocorreu em 25 de abril de 1974.

“A Luta Continua” foi o grito de guerra da FRELIMO, movimento organizado para livrar Moçambique do domínio lusitano. Acabou sendo utilizada como símbolo de resistência de populações oprimidas em vários outros lugares.

Demme abandonou sua excêntrica assinatura. Ela não aparece mais em filmes recentes como a refilmagem de The Manchurian Candidate de 2004, intitulado no Brasil “Sob o Domínio do Mal”, ironicamente, trabalho com forte teor político.


[Ouvindo: Strings That Tie You - Jon Brion]

quarta-feira, 29 de junho de 2011

"Ele não vai parar por nada!"

Evidente que nos anos 90, que viveu pelo menos em sua primeira metade uma onda de saudosismo dos anos 60, não o deixaria escapar! Speed Racer ressurgiu a toda velocidade.

Exibições na TV, VHS, joguinho (coxa)da Namco pro PlayStation One, e um inevitável remix da música tema para as pistas. De dança!

Ficou pavorosa, mas não era única. Naquela época achavam que absolutamente tudo poderia ser remixado com batidas house e iria direto para ser ouvido nos clubs.

O videoclipe chegou a passar na MTV, que exibia os episódios clássicos em versão legendada. A curiosidade é a encarnação live action do herói (assim como do corredor X), antes mesmo daquele filme ruim dos Wachowski Bros de 2008.

Quem sabe eles o tivessem feito 10 anos antes, os subprodutos do Speed Racer atuais não teriam encalhado tanto... Tropeço em quilos de DVDs, álbum de figurinhas e brinquedos em geral aos quilos, tudo bem baratinho.

Assista a videoclipe no player acima ou clicando aqui. Quem viu na época vai levar susto como ele está tão datado visualmente.

Salvem o ratinho!!!

De longe, bem de longe a capa de quadrinhos mais violenta que já vi! Sem caveiras, monstros nem nada.

Só um gatinho fofo e um ratinho idem. Pelo sorrisinho de satisfação do gato, a cacetada não será nada acidental.

Quando você pensar em quadrinhos impactantes, lembre-se dessa Felix, The Cat, edição 5 de 1948. Toda uma vibe Comichão e Coçadinha.

A imagem é um oferecimento PopKulture

[Ouvindo: Quiet Sound - Liz Damon's Orient Express]

“B” de bom

A inglesinha Naomi Watts já tinha seis anos de carreira entre o cinema australiano e séries de TV de seu país, quando, assim como boa maioria dos atores do planeta, decidiu tentar a sorte em Hollywood. Não foi, assim como boa maioria dos atores do planeta, bem sucedida logo de cara.

Estreou nos EUA, mas pouca gente notou, em Matinee – Uma Sessão Muito Louca de 1993 de Joe Dante. É a garota com ares de Doris Day, no filme bobinho dentro do filme que os irmãos assistem entediados .

Chega a ter falas e tudo, mas só percebi que era ela quando li os créditos finais, numa das vezes que revi esse filme. Aliás, Matinee é uma graça de filme injustamente desprezado.

Nele, anterior a Tim Burton homenagear Ed Wood, o diretor de Gremlins (1984) reverencia não só William Castlle, o rei dos filmes B, mas todo um estilo perdido de fazer e ver cinema. Homenagem de quem viveu aquilo, não de quem olha com estranhamento ou distanciamento.

Dante (embora pertença à geração que estudou a sétima arte na faculdade) começou fazendo filmes na trupe de Roger Corman, editando seus trailers. Fanático por obras de baixo orçamento foi ainda colaborador da saudosa revista Famous Monsters of Filmland.

No Brasil, Matinee saiu em DVD por uma daquelas distribuidoras pequenas. Se não me engano, comprei a minha cópia numa destas paradas de beira de estrada quando estava viajando.

Sim! Naquele tipo de lugar que eu amo frequentar! Sim, sim! A preço de amendoim torradinho.

[Ouvindo: Carinhoso - Ethel Smith]

terça-feira, 28 de junho de 2011

Pausa para nossos comerciais

Walita – Produtos honestos

Propaganda 80’s com culhões da Walita, hein? Não pela banalizada Monalisa de secador em punho, mas por este slogan que chega dando bicuda no fígado da concorrência.

Se ela é honesta, as outras são desonestas? Só sei que hoje em dia há uma porrada de reclamações sobre a marca honesta no Reclame Aqui.

Lá em casa, ou seja, aos olhos de minha mãe, era uma marca confiável pra eletrodomésticos. Tanto quanto Sharp pra TV, Omo pra sabão em pó e Nestlé para alimentos.

Não tenho absolutamente nada da Walita agora. Até porque, duro morando sozinho, a gente vai se virando como pode.

E lá dá pra ficar de frescura na hora de bater bolo? Ou vai no muque ou nos dirigimos até a padaria mais próxima.

Brincadeira! Não que eu bata muito bolo (off: nem me lembrava que tinha até começar a escrever este post!), mas minha batedeira é Walita. Deve ser anterior a este anúncio de secador.

Minha mãe me deu ela usada, com pena do pobretão, quando comprou uma mais moderna. Isso há quase 20 anos atrás, então faça as contas.

Justifica seu apelido de “devagar, mas vai!”. Tão velhinha que uma vez foi bater claras e acabou apanhando!

[Ouvindo: Tee Tee Cocò – Lorraine Bowen]

Dos primórdios da TV brasileira

Entendi completamente o patrimônio televisivo que é o casal Tarcísio e Glória depois que assisti a Irmãos Coragem (1970) em DVD. Virei fã, topava até assistir á atual novela das 8 só pra ver o João Coragem na terceira idade (mas ele já tinha batido as botas!).

Muito carismáticos, é provável que suas carreiras tivessem tomado outro rumo sem estes seus personagem. Ou suas vidas, já que quando não estão trabalhando, vivem “reclusos” numa fazendo ao sul do estado de São Paulo.

Tarcisão revive seus tempos de bom moço rural? Montava muito bem a cavalo, inclusive com dona Gloria na garupa!

Com mais de 50 atores (!!!) torci por cada cena em que a Menezes aparecia. E não foram poucas, por que a pobrezinha interpreta uma rica com três personalidades distintas: Lara, a religiosa recatada, Diana, a devassa de boca suja e a equilibrada Marcia.

Surge a possibilidade de uma operação cerebral e só uma delas sobreviverá, qual? Ou melhor, qual delas ficará com o João Coragem, que tem sentimentos confusos por cada uma, embora a tenha engravidado pela primeira vez na pele da Diana.

Mas isso é só a pontinha do iceberg perto da mirabolante trama de 328 (!!!) capítulos escritos por Janete Clair SOZINHA! Tem até o que Hitchcock chamava de “MacGuffin”, algo que a historia gira em torno, mas que na verdade não tem muita importância.

No caso, um diamante gigantesco que o João acha no capítulo 12 e despertará a cobiça de meio mundo. Porque ele não vendeu logo a pedra rara nas oportunidades em que a teve nas mãos?

Refleti sobre isso agora, mas durante a novela, não houve tempo! Cada núcleo tem um mistério (alguns casos de paternidades obscuras, por exemplo), que assim que é dissolvido surge logo outro.

Além da trama vibrar sempre, todo o elenco tem a oportunidade de brilhar em grandes embates, dramas, tiroteios, catfights entre damas e coisas emocionantes assim. É outro ponto que me divertiu.

A maioria dos atores (exceto Regina Duarte, Tarcíso & Glória, claro!) crescemos os vendo na TV em cores, mas em papéis de coadjuvantes menores, dificilmente em bons momentos como aqui. Passarei a prestar atenção ao trabalho de todos daqui por diante.

Lúcia Alves de Índia Potira, a dúbia Domingas da já falecida Ana Ariel, Suzana Faíni como a engraçada e sofrida Sema, Carlos Eduardo Dolabella a cara do filho, mas excelente como o delegado canalha, José Augusto Branco que tem uma espetacular virada na trama, e DEZENAS de outros nomes. Elenco de ouro, com a chance de demonstrar dá nisso!

Há casos como o de Glauce Rocha, a doidivana mãe da mocinha Menezes (embora tivessem na realidade diferença de quatro anos de idade) de quem gostei e nunca tinha ouvido falar. Ela faleceu logo em 1971, alguns anos antes de eu nascer.

Destaco ainda Claudio Cavalcanti, que hoje se dedica à política como seu Jerônimo Coragem, e que cheguei a vê-lo trabalhando na TV. De longe, Jerômino(como o chamam) é o Irmão Coragem de personalidade mais interessante, cheio de conflitos e culpas.

Esperava mais ingenuidade de Janete Clair. Espantoso como não se amarrava a maniqueísmos, algo que parece tão indissociável ao gênero, e que tanto engessa as histórias.

Todo mundo é bonzinho ou mauzinho, conforme lhe convém. A Sinhana, mamãezinha Coragem, é um doce, mas se pisarem no calo ela ameaça ou incentiva passar fogo!

Até o vilão mor, o prepotente e maquiavélico Coronel Pedro Barros de Gilberto Martinho, de fazer até Odete Roitman parecer um cordeiro em termos de maldades, tem seus dias de bom humor e sentimento. Pode querer vender a filha a troco de diamante, mas ai de quem a não tratar com respeito.

Tecnicamente, as dificuldades são notáveis. Cenários genéricos em que só trocam as cortinas, é claramente audível nas externas o caminhão do gerador de energia, lentes sujas, trilha sonora incidental reaproveitada de sucessos recentes do cinema como O Bebê de Rosemary e 007 A Serviço Secreto de Sua Majestade.

Dá pra perceber que até quase o final havia apenas duas câmeras de qualidade distinta para as cenas de estúdio. Uma delas era boa, a outra achatava as cabeças!

Como mal havia pós-produção, várias vezes os atores tropeçam no texto e continuam mesmo assim. Isso tudo agora é um charme a mais, um gracejo para nos ajudar a transportar no que era ser um telespectador brasileiro em 1970.

Ei! Essa moça nova chamada Sônia Braga que está em pé, será que vai continuar fazendo novela?

O DVD da Som Live / Globo Marcas

A arte da capa empolga pelo respeito de ter seguido a linguagem visual utilizada na época. Poderia ficar lado a lado com a trilha sonora, inclusive com a numeração dos DVDs utilizando a fonte antiga da Globo.Pena que os menus internos não parecem ter sido feitos pelas mesmas pessoas. Destoam muito graficamente do material impresso.

A qualidade da imagem e áudio está boa para seus quarenta anos em fita magnética. Chega a estar superior ao da série Boca do Lixo, gravada 20 anos depois e também distribuída digitalmente há pouco tempo.

O principal problema é a edição. Imagino que não deve ter sido fácil condensar uma das mais duradouras novelas em 27h41, mas poderiam ter tido acompanhamento de alguém que conhecesse a história.

Do jeito que está o entendimento depende de nossa suposição, parecendo às vezes faltar simplesmente capítulos inteiros. Personagens com o casal Ritinha de Regina Duarte e Duda Coragem de Claudio Marzo, mal aparecem.

O triangulo amoroso com Paula (Myriam Pérsia) não faz sentido algum. Do nada a Ritinha quer terminar com Duda e depois, subentende-se (!!!) que Paula terá um filho dele.

Refiro-me apenas a um núcleo, um dos mais prejudicados por que os atores tiveram que sair antes do final ainda por cima, mas são muitos saltos. Não sei se isso era do material original, se algo se perdeu na conservação com a passagem do tempo...

Por isso merecia ter vindo acompanhado de pelo menos um livreto com os bastidores e fotos da produção, além de informações como estas. Boa parte do elenco está em atividade profissional. Seria interessante ouvi-los relembrar desse marcante trabalho.

Para não dizer que não tem nada, Daniel Filho, o diretor geral, relembra rapidamente a obra ao iniciarmos o disco 1, sem acesso posterior a ele através dos menus.

Como muitos dos produtos da empresa, não houve o cuidado (carinho?) com o consumidor que pretende guardar. Como se uma telenovela em preto e branco de 1970 fosse ser comparada por alguém que a descartaria depois de assistir, como um blockbuster hollywoodiano qualquer.

[Ouvindo: Musheraye - Alem Kebede]

Ela só quer, só pensa em namorar...

Bob, o namoradinho da Suzette. Com essa carinha de criança ninguém diz a brasa que manda com seu broto!

E sempre se lê que Barbie foi a primeira boneca do mundo com corpinho de adulta, mas pelo visto não ser verdade. Suzette é da mesma época (final dos anos 50) e também não se vestia como criança.

Pela referência deste site, parece que tinha até peitinho. Bonecas para essa faixa etária foram moda assim como movimentos musicais (o rock!) e os filmes do tipo Juventude Transviada (Rebel Without a Cause, 1955 de Nicholas Ray), só pra citar um dos mais famosos.

Bob (que não se metia à besta com a pequena do Ken, óbvio!) tinha o cabelo grudado na cabeça como o rival. Não pegava nem bem um rapazinho sair de casa pra encontrar a namorada sem gomalina no cabelo.

Por isso que a versão masculina das fashion dolls tem a cabeça pintada ao invés de cabelinhos. Muito prático pra não ficar despenteado na hora de dançar o twist.

O que primeiro me chamou a atenção no Bob foi o formato de seu rosto e o penteado bastante parecidos aos do Wood de Toy Story. Deve ser um parente distante, bem distante...

A imagem maior é um oferecimento Bob + Dusty's Whirl-a-Gogo

[Ouvindo: China Rock - The Avalons]

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Dose de terror pela manhã

Vincent VanGhoul de Os 13 Fantasmas de Scooby Doo (The 13 Ghosts of Scooby-Doo, 1985), não tem só a cara, mas a voz de Vincent Price. Detalhe: O personagem teria sido inspirado no Doctor Strange, personagem da Marvel Comics.

E é tão parecido assim com Price? No desenho, VanGhoul é uma espécie de mentor da patota, homenagando todos os personagem que o ator encarnou na longa carreira.

Nunca vi graça alguma na turma do Scooby Doo além daquela primeira temporada em que descobrem a identidade terrena das assombrações. Aliás, nunca entendi porque em todas as futuras séries não repetiam a fórmula tão bacana.

Pra gente, essa de 1985 ainda tem o agravante de não contar com a dublagem de Marthus Mathias, voz oficial de Vincent Price nos filmes que passavam na TV. Sem falar na presença do pequeno (e insuportável!) Scooby-Loo.

Precoce morte da Loira Platinada

Capa do Daily News do dia 8 de junho de 1937. O mundo estarrecido com o falecimento de Jean Harlow aos 26 anos!

No Brasil, a Folha de São Paulo também deu capa no dia anterior, em sua edição noturna chamada Folha da Noite. Infelizmente o exemplar disponível nos arquivos do jornal online está ilegível.

O jornal paulistano continuou noticiando sua morte por um tempo, além de seus filmes voltarem em cartaz. Logo no dia seguinte publicaram que a mãe da atriz desmaiou ao ser avisada.

Desde Valentino (em 1926 aos 31 anos) não se viu comoção envolvendo estrelas de cinema. E como toda morte precoce, a de Harlow gerou uma infinidade de boatos.

Precisando de informações imediatas, a imprensa começou a especular a causa da morte. Daí surgiu o comentário de que a culpa seria de sua mãe, uma fanática da Ciência Cristã, que teria se recusado a deixar os médicos operarem a filha, porque sua crença permite apenas a oração como forma de cura.

Embora pitoresco e publicado até em biografias ditas sérias, hoje se sabe que isso não procede. Jean Harlow morreu enquanto estava sendo tratada em um hospital com uremia, provocada por nefrite aguda.

Além de especulações sobre causas, astros que se vão cedo perpetuam seu mito e geram um batalhão de sósias e aspirantes ao seu posto. Marilyn Monroe nunca escondeu que era sua fã, tendo crescido sonhando em se tornar um dia Jean Harlow.

A capa do jornal é um oferecimento Pulp Magazine

Veja também:
Uma vida em tons de cinza
Harlow vs. West


Ensinamentos de Fellini

E pra mim a biografia do Fellini é o maior Minutos de Sabedoria involuntário. Sabe aquele livrinho que a gente abre ao acaso e lê coisas? Mas no caso coisas com sentido lógico e prático.

Faz muito tempo que não o leio, mas sempre me vêm à mente assuntos de lá. Por exemplo, filmes onde se nota a câmera em ângulos “geniais”, pode ter certeza de que á algo de muito errado com o roteiro ou a história que está sendo contada.

Quando alguém me conta que viu um filme com fotografia “muito louca” já sei que deve ser um porre. No máximo, daquelas conversas pra boi dormir moderninhas, feitas pra tapear cinéfilos de pipoca amanteigada.

Nem só com cinema seus ensinamentos são aplicáveis. Outra máxima inesquecível é a dos homens que compensam certas partes diminutas da anatomia física possuindo carros gigantescos e possantes.

Livro muito proveitoso, como se nota...

[Ouvindo: I Just Wanna Stop - Gino Vannelli]

sexta-feira, 24 de junho de 2011

O nome dele é Bruce

E a gente sabe que está ficando velho assim mesmo! Quando vemos o nascimento de ícones.

Parece que ainda ontem Bruce Campbell era só o cara aparvalhado de uma série de filmes de terror fortes. Hoje é uma lenda do cinema de baixo orçamento.

Olhai! Ele é o tema da edição do Filmes Malditos que acontecerá amanhã (dia 25) no Cine Majestick em Fortaleza (CE) com apoio da Secretaria Estadual da Cultura local.

Chance rara de rever Evil Dead – A Morte do Demônio (1981 de Sam Raimi) em tela grande! Seguindo, serão apresentados Maniac Cop (1988 de William Lustig) e o elogiado Bubba Ho-Tep (2002 de Don Coscarelli) em que ele interpreta um Elvis, realmente vivo, mas velhinho, morando num asilo com o presidente JFK.

Além destes longas, que fazem um bom painel da carreira do ator, serão exibidos 3 curtas anteriores à sua consagração como lenda viva do cinema B. Within the Woods (Sam Raimi), de 1978, foi seminal para que Evil Dead fosse produzido.

Maiores informações sobre essa 25ª edição da mostra podem ser conseguidas na página oficial.

[Ouvindo: With Troubles in My mind - Alex Scorier]

As Certinhas do La Dolce

Dany Carrel
Reflexiva

[Ouvindo: It's Really You – Tarney Spencer Band]

Orgulho nacional: Suspiria!

Suspiria, a obra máxima de Dario Argento de 1977! Visual tão assustadoramente rebuscado que os fãs passarão a eternidade em busca da cópia perfeita.

O santo graal de Suspiria! O buchicho pela web aumentou com o lançamento dele em Blue-Ray nos Estados Unidos de qualidade muito inferior ao que se esperava, ou já tinha saído em DVD ao redor do mundo.

Cores e áudio deturpados, muito diferentes do que já se conhecia desde seu lançamento nos cinemas. Pela Internet já tem admirador divulgando sua própria restauração, tentando encontrar superioridade à do disquinho azul!

No Brasil (zona 4), era inédito em VHS! Foi distribuído em DVD pela Dark Side (London Films) em 2003.

Duplo, tivemos uma das melhores edições do planeta! Um dos poucos a manter o audio em italiano, francês e inglês, sendo esta última língua em 2 e 6 canais.

Compare a qualidade da imagem abaixo:

Versão EUA(Zona 1)

Versão Itália (Zona 2)

Versão Brasil (Zona 4)


As duas primeiras capturas consegui no fórum DVDMania. A terceira inclui pelo Suspiria que tenho.

A nossa é mais semelhante ao norte americano, mas de qualidade superior. Não há machas, além dos contrastes e nitidez estarem mais equalizados.

Outra vantagem da versão brasileira são os extras. Compare também o conteúdo deles abaixo.

Extras edição argentina - Extras edição espanhola

Extras edição inglesa - Extras edição norte-americana

Extras edição brasileira

Só não temos o clip de Daemonia dos ingleses e americanos. Ao clicar em “O Mundo do Horror de Dario Argento” (Dario Argento: An Eye for Horror) pede que se coloque o segundo disco.

O inglês vem com este mesmo documentário de 2000, enquanto o yankee inclui o “Suspiria 25th Anniversary” de 2001. Até a arte da capa é muito parecida à edição especial inglesa (veja à direita), mas perdemos apenas em um ponto: Ela é tripla! A deles vem com um terceiro disco de áudio com a fantástica trilha sonora do grupo Goblin, mais um livreto.

Então onde se compra Suspiria do Brasil? Nãos e compra! A distribuidora fechou faz muito tempo.

Primeiro comercializado em bancas de jornal como encarte da saudosa revista Monstro, depois houve um verdadeiro derramamento de discos em pequenas lojas de DVD (que eu chamo carinhosamente de "moquifinhos"). Ainda é possível encontrar alguns Suspiria nelas e a preço de amendoim torradinho.

Quem ainda não tem dependerá da sorte e persistência... Creio que por este post está claro que valerá a sola de sapato gasta.

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