sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Uma extravagância chamada papel de parede

Essa maravilha da decoração experimentou seu lado mais ousado na década de 70. Antes, respeitáveis salas, quartos e cozinhas eram ornamentadas com arabescos entre outros motivos sóbrios.

E estava pronto a defender papel de parede diante da atual e onipresente tinta latex por ser lavável. Uma pesquisazinha de nada mostrou que há laváveis, não laváveis e semi laváveis.

Não faço ideia de como se “semi lava” alguma coisa, mas deve ser mais caro que o não lavável, e mais em conta que o lavável. O resultado deve ser superior ao que se consegue contra marcas de patinhas de gato em baixo das janelas com um paninho, detergente e boa vontade.

Veja muitos outros exemplos clicando abaixo!

Um sonho: papel de parede com bolinhas minúsculas! Tipo como era o teto do Fusca, que a gente olhava e tinha náuseas...

[Ouvindo: Petite – Warren Barker]

15 comentários:

Leticia disse...

Até onde pode ir minha pesquisa famliar, papel de parede beeeeem de antigamente era aquilo: colocava-se e pronto, ninguém tinha preocupação com mais nada. Familias se sucediam no imóvel, percalços hidráulicos, felinos, caninos, tudo ajudava a formar um mosaico da triste história do papel. E, ao contrário do que ilustra o post, no BR eram papeis bem vagabundos.

Miguel Andrade disse...

Letícia, tem sentido. Já entrei num AP que amiga alugou no centrão que aquele papel de parede da sala devia estar ali há décadas!

Umas florzinhas minusculas, rosinhas. Achei mega sufocante.

Anônimo disse...

Descobri seu blog faz pouco tempo e dá vontade de ler tudo de uma só vez. Cansado de clicar em "older entries" no fim da página e já percebi o quanto você é fofo... apesar de cínico. É elogio, juro.

Miguel Andrade disse...

Anônimo, ok, entendi como elogio, Hehehe Bem vindo! :)

Leticia disse...

É complicado. Tirando fora o mundo do lançamentos imobiliários com decoração Etna - sinceramente, bem longe da realidade da maioria -, é difícil entrar num imóvel assim fazendo um reformão antes. Tem de ir fazendo o que dá aos poucos, e olhe lá.

Eu já arranquei carpete no estilete - quadrados acondicionados no lixo paulaticamente. E meu irmão, assim que casou, tirou o carpete de um banheiro (você leu direito - carpete no banheiro), mas manteve as maçanetas das portas em plástico transparente azul, imitando um diamante Liz Taylor.

Miguel Andrade disse...

Letícia, mas arranco o carpete e não fica aquela cola? Já morei num ap que tinha a chamada forração. Um NOJO!!!

Leticia disse...

Não tinha cola. Perguntei antes à proprietária, até pra pedir autorização. Perguntei tb. das condições do taco, e realmente, estava uma beleza.

Miguel Andrade disse...

Letícia, vixe! Mil vezes tacos!

Daniel Tavernaro disse...

Gente, como um bom paulista que não mora na capital - sequer no interior - há anos, hoje vejo: carpete é coisa de paulista, rs. Aqui em BH.... Acho que nunca vi nenhum apartamento com isso. Nem os antigos. E olha que por aqui faz frio....

E sobre papel de parede, também não me recordo muito de ter visto. A última vez que vi foi num casarão super antigo (e, infelizmente, caindo aos pedaços e exposto a tudo e todos; sem um portãozinho ou algo do tipo), numa cidade de pouco mais de 3000 habitantes, aqui em MG.

Numa espécie de pequena sala (parece que um mini altar fazia parte da decoração) quase que na entrada havia um papel de parede meio sóbrio, com temas florais.... É bonito, mas estranho. Realmente me lembrou a década de 20 (inclusive nessa casa tem, ainda, alguns poucos móveis da época. Uma mesa, um berço -!!!!-....).

Me falaram que este típico cômodo de casas mineiras do início do séx. XX tinha um nome especial, mas não me recordo.

Daniel Tavernaro disse...

Ah, detalhe: o papel dew parede deste aposento era diferente do restante e o cômodo não tinha janela, já que fica no "meio" da casa, tendo suas paredes divididas com outros aposentos. Mas é aquele papel de parede antigo, com listras em tons escuros até 1m20cm e depois tons pastéis e florais.

Miguel Andrade disse...

Daniel, forração era bem comum. Um tipo de carpete mais fino... Marrom, pra esconder a sujeira. Um horror!

E você não estava munido de câmera fotográfica quando foi lá? Devia!

Pra essas bandas papel de parede também não são mais comuns.

Daniel Tavernaro disse...

Miguel... Ai que entra a parte mais "estranha", rs. Como disse, restam alguns móveis, uns papéis de parede nostálgicos e um medo por ser antigo e, até certo ponto, abandonado. Tem coisas muita mais estranhas, como um dos quartos parecendo que teve princípio de incêndio; o chão de um dos corredores tem um buraco, e não se vê nada além de uma escuridão sem fim lá embaixo (a casa está no segundo andar...); dentro do berço que citei, tem papéis picados. Está lotado de papéis picados (jornal antigo, senão me engano).

Mas...o melhor é o seguinte: entrei e, na época, tinha um celular de última geração, com foto de 8MP e flash xenon, blá e blá. Fui filmar a tal casa, porque não deixa de ser nostálgica e de fato nos faz sentir como nos anos 20. Aos 2 minutos de filmagem o telefone parou, travou, ficou na mesma tela. Não voltou a funcionar até eu sair da cidade (3 dias depois). Para desligar, só tirando a bateria e, ao ligar, por não haver sinal na cidade, ele se desligava sozinho (coisa que nunca tinha feito).

Pensei que o problema fosse o chip de memória; troquei e... nada! A câmera não funcionava! Não consegui tirar nenhuma foto ou gravar algo enquanto não cheguei em BH (tive que formatar a memória do telefone e o chip de memória).

Pode ter sido coincidência, mas que foi bastante estranho, foi. Prometi não tentar fotografar mais nada lá dentro, rs. E o engraçado foi ter que formatar as duas memórias para que voltasse a usar o telefone. Tipo, se tivesse algum registro lá, teria que ser apagado, .......

Miguel Andrade disse...

Daniel! Credo! Minas Horror Story!

E e eu voltaria lá só de teimoso. Fiquei interessadíssimo!

Leticia disse...

Nossa, Daniel! Assombração High-tech!

Esse quarto no meio de que você fala eu tenho QUASE certeza ter sido de alguma moça. Tudo para preservá-la de escapadelas ou invasões no meio da noite.

E, pra quem estiver em São Paulo, vale dar uma passada no Solar da Marquesa de Santos, no Pátio do Colégio, e, ao lado, na Casa n. 1, que agora é o Museu da Imagem. Mantiveram alguns pedaços de afrescos originais, restauradíssimos. Uma lindeza.

Miguel Andrade disse...

Letícia, morrendo de rir com o quarto da moça! Hahahaha


Preciso ir conhecer esse Solar!

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