quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Na cabeça do Brasil

Henné Maru!!! Era anunciantes acho que no Clube do Bolinha da Bandeirantes ou coisa trash que o valha!

Achava graça sobretudo na precária produção do reclame e por ser alisamento num tempo em que a moda feminina era ter o cabelo com permanente, todo armadão. Se pá lembro ainda do jingle.

A moça da embalagem foi levemente inspirada na cantora Eliana Pittman, segundo o blog oficial. Produto tão tradicional que a embalagem é a mesma (embora esteja vetorizada) desde que foi lançado em 1964!

Seu Álvaro Coutinho, 75, proprietário, contou à Veja em 2007 que tentaram mudar duas ou três vezes, mas as consumidoras rejeitavam achando que era falsificado. “Chegamos a vender 450.000 unidades por mês do Henê no fim dos anos 70. Hoje, não passa de 50.000″.

Ele fundou a empresa junto a três irmãos, seguindo a fórmula que aprenderam com um alemão quando moravam em Minas Gerais. Aliás, garante que a fórmula, assim como o rótulo, também não mudou quase nada nesses 47 anos, embora o homem até já tenha ido á lua nesse meio tempo.

Curioso mesmo é de onde tiraram o nome do produto. Hené de hena, e Maru era o nome do cachorrinho que os irmãos Coutinho tinham.

Veja também:
Beleza à mesa: Palitos Gina
Ovo Cisne
Álcool Zulu - O rei da limpeza
Tá nervosinha? Maracujina!


[Ouvindo: Me Japanese Boy (I Love You)– Liz Damon with the Orient Express]

11 comentários:

Leticia disse...

Ah, meu anjo, cabelo armado não é o mesmo que cabelo pixaim. A criatura alisava (química braba) pra depois enrolar, tendeu?

Hoje tudo ficou muito fino, mas há produtos "étnicos" travestidos de hidratação que são uma bomba! Uma vez comprei um sem querer, na distração, e meu cabelo quase caiu. Foi aí que lembrei de olhar a fórmula, a burra!

Aguardo informações suas sobre o Casco de Cavalo Maru, uma base fortalecedora de unhas cuja propaganda consistia numa musiquinha nervosa enquanto a fofa, com unhas enormes, datilografava desesperadamente.

Miguel Andrade disse...

Letícia, entendi! ... :-/

ironicamente a chapinha deve ter ajudado a derrubar as vendas do Hené.

Casco de Cavalo começa pelo nome engraçadíssimo. Mas não lembro do reclame.

Jôka P. disse...

LINDO!!!

Refer disse...

Uma das "coisas" dos anos 50 que sinto falta é de preto de óculos rayban e cabelo alisado.

Sumiram nos anos 60 e nunca mais voltaram.

(ah, e com aquele bigode fininho, estilo Little Richard)

Miguel Andrade disse...

Jôka, o que é bonito é pra ficar. :D

Refer, homem. Mulher tem as banais chapinhas aos montes.

Eles rapam a cabeça agora.

Leticia disse...

Verdade, Refer. E me dava nervoso ver aquelas pontas irregulares, todas queimadas... Se bem que hoje ainda vejo essas coisas por aí.

Miguel, e o Roberto Carlos que fazia touca? O mundo melhorou á beça!

Quando eu era pequena havia umas primas (hoje senhouras da fina sociedade piracicabana) que tinham cabelos pela bunda. Ela brincavam de peruca comigo, porque eu usava cabelo curto.

E passavam o cabelo com ferro. Imagina o estrago!

Miguel Andrade disse...

Letícia, cabelo pela bunda hoje só as crentes. Olha como evoluímos! hahaha

Leticia disse...

É, mas era supermoda.

Quando ao casco de cavalo Maru, um dia aparece no Youtube....

Miguel Andrade disse...

Letícia, pela matéria da Veja, é o que essa empresa mais vende hoje.

Leticia disse...

Jesus! Nem sabia que ainda existia.

Miguel Andrade disse...

Letícia, existe... Há consumidoras pra todo tipo de cosmético. rs

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