sexta-feira, 18 de novembro de 2011

100 milhões para o governador

Antes de Joãozinho Trinta, Hollywood já sabia que quem gosta de pobreza é intelectual. Nunca poupou ostentar somas absurdas para promover filmes, mas apenas os com extremo apelo popular.

Pela quantidade de listas com “os filmes que mais caros da história” que se encontra numa rápida busca, sinal de que eles estão corretos. Galera parece levar isso em conta sim!

No topo de qualquer uma está, claro, Avatar (2009). Por “coincidência” de James Cameron, mesmo diretor de O Exterminador do Futuro 2 (Terminator 2) que estampou a capa da revista Set em 1990 como “O filme mais caro de todos os tempos”.

Agora pelo menos esse não aparece mais nas listagens dos Top 10. Foi suplantado por Titanic (1997), dirigido por...

Olha, não estou aqui falando da qualidade artística. Só do hábito de divulgar números astronômicos sendo que em qualquer indústria, pela escala de produção, os custos são naturalmente baixos.

Não faz sentido um ovo de granja ter custado o valor de um Franklin Mint. Não trata-se de nada artesanal, até para que o preço ao consumidor compense.

Avatar, Exterminador do Futuro até compreendo um pouquinho. Requereram desenvolvimento técnico coisa e tal, mas Homem Aranha 3 (Spider-Man 3, 2007 de Sam Raimi), Piratas do Caribe sei lá qual número?

Conta outra! Sequência, elenco assinou contrato de pacote, efeitos especiais já encaminhados dos anteriores, boa parte dos cenários e figurinos idem...

Só se os executivos num lampejo de burrice jogaram tudo fora e começaram do zero. Ainda mais agora com a computação gráfica, por exemplo, cortando o caché de centenas de figurantes, desprezando muitas vezes filmagens em locação.

Boa hipótese que levo em consideração: Eles realmente gastam milhões de dólares na promoção. Gastam milhões de dólares para dizer que gastaram milhões de dólares! Ahá!

A imagem do Franklin Mint é um oferecimento Kunst Maxx

[Ouvindo: Boku Uchuu – The Aprils]

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