quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Pausa para nossos comerciais


Ligando as Américas - Varig

Anúncio de 1957 para os ambicionados voos no Super Constellation da Varig. Quem queria conhecer viver o sonho americano 50’s tão apregoado pelo cinema, sonhava antes com o Super Constellation.

Foi símbolo da fase glamorosa da aviação comercial. Se voar já era sinônimo de status para poucos, voar nesse avião triplicava isso em meio ao magnetismo de Nova York na segunda metade daquela década.

No mesmo ano em que esta propaganda foi publicada aconteceu o acidente que arranharia a imagem dourada do Constellation. Quando com apenas um motor funcionando teve que fazer pouso de emergência no Oceano Atlântico.

Apesar do susto amplamente divulgado na imprensa, não houve vítimas fatais entre os passageiros. Um comissário de bordo desapareceu.

[Ouvindo: Sweet Samsara Part II – Miho Hatori]

11 comentários:

Leticia disse...

Veja bem: "tarifas de primeira classe e de turista".

A Varig não viveu para ver a invasão da Toscana; todo mundo ao mesmo tempo.

Miguel Andrade disse...

Letícia, e também algo que todo mundo reclama hoje: "Esmerado serviço de bordo"

Leticia disse...

Ah, mas não dá! Aeroporto parece rodoviária hoje, não dá pra ter o "catering" de antes...

Logo logo será uma máquina de salgadinhos e olhe lá.

Miguel Andrade disse...

letícia, rodoviária MESMO!

Leticia disse...

Você sabe que hoje fui esperar pessoas na rodoviária e me arrependi desse comentário. As pessoas por lá estão bem diferentes do nosso clichê universal. E fico contente, você sabe que esse é um de meus assuntos preferidos.

Não vi donas Osmerdinas de sandália de dedo, vestido de cetim, com "aquela" bagagem.

Periga rodoviária virar coisa fina, melhor que aeroporto, viu?

Miguel Andrade disse...

Letícia, já reparei nisso também. Não faz muito tempo.

Um povo mais tranquilo com a vida. Tá ali pq simplesmente está.

Leticia disse...

E se a gente pensar be, rodoviária deve ser um lugar como outro qualquer. Ficou marcada aqui pelo êxodo miserável, que graças a Deus já passou.

A orkutização dos aeroportos (e portos!) já é outra coisa, outro contexto.

Miguel Andrade disse...

Letícia, rodoviária de fim de ano é que são elas. NUNCA vivi algo tão especial como quando fui na Barra Funda num dia 24 de dezembro!

CINEMATOGRÁFICO!

Daniel Tavernaro disse...

Sou fascinado com a aviação de forma geral. Quando pequeno, fazia minha mãe pegar o carro e ir para a cabeceira da pista de Congonhas, ficar naquela rua que desce a frente do aeroporto, vendo os aviões chegarem, rs. Isso com 3, 4 anos.

A série Pan Am é um espetáculo a parte. Cheia daquele glamour 60's da aviação, da era dos jatos, da novidade e daquele glamour gigante. Fora as espionagens, as conversas da tripulação e tal. No começo, pelo elenco, achei que seria um Gossip Girls dos ares e 60's, mas é bem maior que isso.

Sobre o Constellation, ele mostrou que voar era algo maior que ir de um lugar a outro pelo ar. Havia uma magia e uma experiência que, com os jatos, foram "turbinadas" (ora, coincidência, rsrsrs).

Tentaram com o Concorde, mas sem sucesso. E, com sua queda em 2000, a última parte da aviação "de classe", também foi enterrada.

Mas sou contra a teoria de aeroportos estarem lotados de gente "estranha" ou de não haver mais "aquele glamour todo" nos aeroportos. Hoje temos maior poder aquisitivo e mais meios de viajar; e o tempo do trajeto é o que conta. Por isso vans, aviões e outros superlotados.

Sobre o glamour.... Outro dia vi, num voo para São Paulo, uma mocinha de meio calça, peles e tal. Gente, foi patético! Estava frio, mas ela estava maquiada, como se fosse para um evento direto do aeroporto, isso às 13h, rs. Não rola forçar e tentar fazer parecer que a viagem de avião é um evento em si. Isso é coisa de Brasil, coisa de país pobre. Aeroporto vazio e cheio de gente de terno e vestido é coisa de país atrasado. Temos que ser mais funcionais!

Mas nossos aeroportos......ainda acham que recebem 20 pessoas "chiques e ricas" por voo, rs. Isso que dá!

Daniel Tavernaro disse...

Miguel, "CINEMATOGRÁFICO!" pra Barra Funda é, no mínimo, legal. Cinema de Fim do Mundo, talvez, hihihihihi.

Miguel Andrade disse...

Daniel, então, eu li que eles não podem fumar nessa série por ser produzida pela Disney. Deu preguiça por isso.

E Barra Funda é muito estranha. Cada pessoa com uma historinha indo e vindo...

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