quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O que se passa com a patota do Ronald?

Dos personagens exaustivamente utilizados no material de marketing do McDonalds, sempre me chamou atenção o Grimace (no Brasil Shaky). Roxo de aparência obesa (!!!), quando criança o identificava como um dissidente dos Barbapapas.

Não é, claro! Quando o blogueiro do Chicken Rubber indagou que bicho seria, recebeu a seguinte explicação de alguém da empresa: Ele não pode representar nenhum animal, mas sim, a criança que há em todos nós.

Braço direito do palhaço Ronald, está assim como todos os seus coleguinhas, desaparecido das propagandas. Até por que, a rede de lanchonetes parece estar interessada nos jovens adultos que muito dos seus hamburgueses consumiram na infância.

Daqui a duas décadas veremos velhinhos nos anúncios deles. Quem sabe surgirão McCanjas à venda lá!

Voltando aos habitantes da McDonaldland, há alguns pontos curiosos levantados pelo blog Pop Culture Addict, como o Grimace ter surgido com quatro braços e ladrão na primeira propaganda de 1971! Com o passar do tempo perdeu dois braços e deve ter entendido que o crime não compensa.

Ele e todos os coleguinhas causaram ruído nos tribunais em 1977 quando os irmãos Sid e Marty Kroft resolveram processar o McDonalds por plágio. Criadores das séries O Elo Perdido (Land of the Lost) e A Flauta Mágica (H.R. Pufnstuf) eram bastante famosos na TV americana na segunda metade dos anos 60.

Foi quando a empresa dos sanduíches os procurou parar pedir autorização para utilizar nos anúncios os personagens de A Flauta Mágica. Eles concordaram a troco de uma boa soma em dinheiro.

Semanas depois receberam um telefonema com a desistência da parceira. Tudo bem até os personagens muito parecidos surgirem nos horários comerciais da TV no comecinho da década de 70.

Embora o Prefeito McCheese seja muito parecido ao Krofft do programa original, os advogados se concentraram no espírito do programa e das propagandas. McDonaldland eram cenários igualmente psicodélicos como pessoas vestidas de seres exóticos.

Os irmãos conseguiram ganhar US $ 50.000 (dinheiro da época) por violação de direitos autorais. Além disso, o prefeito desapareceu assim como os membros a mais de Grimace.

Embora distantes da televisão nesta década em que prevaleceu o “Amo muito tudo isso”, oficialmente só resistiram três dos amigos do Ronald: A periquita Birdie, o ladrão Hamburglar (Papaburguer) e o Grimace (Shaky). No novo século, McDonaldland, que diria, sofre êxodo populacional.

A primeira imagem é um oferecimento Chris Mohney

Veja também:
O artista das toalhinhas
Veja o dono do sobrenome McDonald
Cara nova no mundo dos mascotes


[Ouvindo: Nancy – Frank Sinatra]

6 comentários:

Leticia disse...

Engraçado é tentar adivinhar a idade da criatura pelo tipo de nostalgia que cultua...

No meu círculo de relacionamentos, a coisa vai desde Jeanette MacDonald (!) até a Turma do Balão Mágico e, porque não dizer, os Backyardigans...

Miguel Andrade disse...

Letícia, sim, sim! Já reparei muito disso inclusive nos comentários daqui.

Pessoas com mais de 40 geralmente demonstram a opinião que já tinham quando relembro algo da minha infância nos 80. Com menos deslumbramento.

Leticia disse...

Sim, sim! Todo mundo tem sua época de referência. Vai da infância à juventude e boa. Cabô!

Por isso não me seduzo com coisas dos anos 80. Um porque minha época de referência já tinha passado. Depois porque desmamei da cultura de massa muito cedo.

Quando tinha uns 15, já ia a cineclube. O que não tira o anacronismo (e a estupidez) da vida udigrudi, que envelhece muito mais rápido que a de massas.

Miguel Andrade disse...

letícia, a minha vai até os 90. Acho que isso tá claro aqui! haha

E isso é outra verdade! O udigrudi envelhece rapidão também.

Só uma caso ou outro, que não tenha pulado pras massas, permanece.

Leticia disse...

Falando nisso, ontem vi o Oswaldo Montenegro o Jô.

Gente!... Pois em verdade vos digo que já quando apareceu era passadista.

Quando foi aquele Festival, 1980? Pois é, ele é típico do começo dos 70. Parou em 73, coitado!

Miguel Andrade disse...

Letícia, pra mim sempre foi uma coisa antiiiiiga. Um hipismo antiiiigo.

Até que estourou com a música do Sassá Mutema e da professorinha.

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