quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Há Marilyn num filme que ninguém viu!

E em algum lugar dos cofres da Fox há uma interpretação rara de Marilyn Monroe! Ela filmou por brincadeira uma aparição rápida em Delírio de Loucura (Bigger Than Life, 1956 de Nicholas Ray), mas foi substituída por outra atriz na edição final.

Na ocasião, ela rodava Nunca Fui Santa (Bus Stop, 1956 de Joshua Logan) no “barracão”, e numa visita aos colegas vizinhos achou legal aparição como uma das enfermeiras. Já iconográfica, seria engraçado para o público a descobrir no meio de outro filme.

Mas era de conhecimento da Fox sua insatisfação com os trabalhos que lhe impingiam. Musicais tolinhos em sua maioria onde interpreta a loura burra com formas voluptuosas.

O cúmulo é No Mundo da Fantasia (There's No Business Like Show Business, 1954 de Walter Lang) em que foi usada apenas como enfeite numa história enfadonha onde nem protagonista era. Queria ser reconhecida como atriz séria, não como uma pinup que seria esquecia assim que a moda passasse.

Em 1956, assim que terminasse Nunca Fui Santa, seu contrato a obrigava a participar de outros dois filmes deles. Sendo assim, segundo o IMDB, temeram que Marilyn usasse a brincadeira em Delírio e Loucura para cumprir a clausula.

Ela só voltaria a filmar o que devia quatro anos. Adorável Pecadora (Let's Make Love, 1960) pode não ser uma maravilha, mas foi dirigido por George Cukor e tinha um punhado de canção de Cole Porter.

Nesse hiato, produziu seu primeiro e único filme (O Príncipe Encantado/The Prince and the Showgirl, 1957 de Laurence Olivier) e para apaziguar os ânimos permitiram que trabalhasse com Billy Wilder em Quanto mais Quente Melhor (Some Like It Hot, 1959) na concorrência. Depois, para o que faltava, enviou uma carta aos patrões listando os diretores que estaria de acordo em trabalhar, conforme você lê neste post clicando aqui.

E no meio disso tudo há a tal participação dela como enfermeira no filme de Nicholas Ray, jamais aproveitada. Imagino que esse drama sobre o perigo das drogas legalizadas seria bem mais conhecido agora, além de emprestar certa ironia.

A segunda imagem é um oferecimento Listal

Veja também:
Lista com os diretores favoritos de Marilyn
Vale tudo promocional de O Príncipe Encantado


7 comentários:

Bardot disse...

Se tem um filme da Marilyn que não gosto é Adorável Pecadora. Exceto, claro, a trilha sonora, Cole Porter. Loosho pooro! E o clipe d My Heart Belongs to Daddy.. de resto, talvez a aparência dela. Marilyn tá no auge da beleza ali.

Miguel Andrade disse...

Bardot, tenho birra com No Mundo da Fantasia. Guardo até hoje o susto de ver pela primeira vez ela fazendo par romântico com o Donald O'Connor.

Não orna NADA!

EDesenterrando disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ed disse...

Nunca consegui assistir "O Mundo da Fantasia" direitinho, minuto por minuto. Pulava para as partes da Marilyn, e mesmo assim, o seu brilho não foi o suficiente para prender a atenção. Mas gosto de "Heatwave". E só.

Tenho "O Principe Encantado" e "O Inventor da Mocidade" guardados a quase três anos, mas até hoje não consegui terminar de assistir.

Em contrapartida, assisti "A senhora e seus maridos", aquele musical que a Fox havia encomendado para ela rodar após terminar "Something's got to give".

Miguel Andrade disse...

Ed, sem ela ali esse filme já estaria esquecido. Mesmo com a Mitzi a mil, o filme é muito chatinho, antiquado, etc.

Ah, curto muito Monkey Business. Comédia demodé até pra época em que foi lançado.

E A Senhora e Seus Maridos é batuta?

Ed disse...

Eu gostei. É glamurosamente exagerado! Estilo tragédia-cômica e ainda tem o Paul Newman!

Mas quando se vê a Shirley MacLaine, é quase impossível não imaginar Marilyn naquele papel.

Miguel Andrade disse...

Ed, sério? Acho a MacLaine tão ~splash~, tão broadway! Parece que tá sempre pronta a sair sapateando.

Related Posts with Thumbnails