sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Fina flor da espionagem

Sutileza suprema nessa capa de Don Rico! Obvio que a princípio me atinei na florzinha umbilical, mas é uma riqueza de simbolismos poucas vezes vista.

Cinto aberto, revolver posto falicamente entre as pernas... E a mão da mocinha em posição de gatilho voltada para lá... Volúpia pura.

E assim, os agentes secretos 60’s, 70’s fornicavam tanto com as possíveis vilãs que não entendo a que horas eles propriamente espionavam. Tão bonzões que sem problema algum comiam a carne e ganhavam o pão!

A imagem é um oferecimento the Percy Trout hour

[Ouvindo: Lonely Boy – Takeshi Terauchi & The Bunnys]

2 comentários:

fefelino disse...

Análise semiótica da coisa toda, adorei.

Como você mesmo disse: tristes os dias de hoje, em que buscamos a fantasia na realidade e a realidade na fantasia.

Tenho uma teoria enorme sobre isso, muito baseada nessa sua frase.

Não era preciso mostrar o lado duro da espionagem, mostrar a parte mais glamurosa já era o bastante para alimentar nossa fantasia, nosso desejo e nossa inveja.

Miguel Andrade disse...

Fefelino, e por isso atraia público de ambos o sexos. A principio parece algo tão masculino.

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