quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Coleção de DVD vs. televisores modernos

Medo superado: Que com as tecnologias de TVs modernas, em full HD e o diabo a quatro nossos DVDs ficassem obsoletos. Que as resoluções menores dos filmes os deixassem péssimos.

Demorei a ficar empolgado principalmente por isso. Desanimador pensar que mais uma vez teremos que começar do zero.

Não ficam nada ruins porque há o (sagrado!)fator chamado cabo HDMI. Inferior à qualidade de Blu-Ray, evidente, mas consegue-se um resultado superior ao que se tinha numa TV de tubo.

Em clássicos que já vimos e revimos é como passar a usar óculos. Tudo nitidamente mais real chega a ser emocionante. Grandes estrelas aparentam ser de carne e osso e poros da pele

As fotos deste post foram tiradas com uma câmera caseira (desconte esta precariedade técnica) apontada pra TV de LED, full HD. Ela reproduz um DVD original, widescreen anamórfico de resolução 853x480.

Diria que ficou ótimo, não será preciso sair correndo desesperado trocando tudo por Blu-Ray e sua exorbitância resolução de 1080p. Mídia digital é digital, diferente do VHS pra DVD, em que as fitas se tornaram obsoletas com sabor de dinheiro jogado fora.

Óbvio que muitos títulos terão que ser readquiridos no disquinho azul por puro prazer de rever coisa boa com mais qualidade. E Blu-Ray não é só pra blockbusters recentes cheios de “pá, pum, crás”.

Vi Fantasia de 1940 no formato e a parte dos músicos no comecinho parecem pessoas recentes em trajes de época. Inacreditável!

Comecei imaginando como ficarão obras do tipo Era Uma Vez no Oeste (C'era una volta il West, 1969 de Sergio Leone), Suspiria (1977 de Dario Argento) e tantos outros de fotografia sensacional. Estamos livres das barras negras horizontais!!!

[Ouvindo: Paris When It Sizzles - Nelson Riddle]


6 comentários:

Moyses Ferreira disse...

sim, os dvds se comporta muito bem! o blu-ray é pra isso mesmo, só pra aqueles filmes especials. s´compro musicais, disney e classicos como a malvada, que esta DIVINO. Vale a pena. bj

Moyses Ferreira disse...

m

Daniel Tavernaro disse...

Olha, mesmo sendo um estudioso da imagem e um comunicador, ainda tenho um pouco de medo do Blu-Ray. Não possuo o aparelho em minha casa; mas minha tia, aficionada por coisas novas, tem tudo Full HD na casa dela. Assisti ao show da Beyonce, no formato, e não vi algo surreal.... De verdade.

Em filmes, deve-se ter uma maior noção da profundidade e das tonalidades de cor reais, sem distorções; mas chuviscos, imagens com embaçamento e problemas "técnicos" ficaram somente na era do VHS... Quando passou-se para o disquinho, o controle da qualidade, do áudio e do vídeo já viraram rotina também.

Uma coisa que me pergunto, talvez por ignorância, é porque um filme de 60 anos atrás tem sua versão em altíssima definição e sempre foi exibido meia boca, inclusive no cinema. Seria como eu gravar um mega-álbum, porém, com 90GB e lançá-lo de diversas formas "meia-boca" e esperar a tecnologia "vingar" para lançar definitivamente na versão "full".

Miguel Andrade disse...

Moyses, e filmes recentes, para o povão, do tipo Avatar o resultado é hiperealista. Mais real que a realidade.

Não tive saco pra assistir em casa, mas fucei e achei bem bizarro.

Daniel, então, é mais, muito mais nítido. Torna-se incomparável com o que tínhamos em VHS e até DVD.

Como no caso do post, também revi Vertigo, o que originou o post recente. Filme que já vi se bobear dezenas de vezes e foi uma experiência nova.

Os carros, as pessoas andando na rua. Tudo com cara de mundo real.

Quanto a coisa que você se pergunta é simples: Tecnologia de compressão.

Eu jamais conseguiria tirar fotos da TV como as que usei aqui antes. Até por ter menos linhas de resolução, ficariam evidentes.

Pra caber em mídias a resolução dos filmes é "apertada", o que evidentemente perde a qualidade.

Um filme da segunda metade dos anos 50, por exemplo, rodado em 70mm só agora pode ser assistido com excelente qualidade em casa como foi na sala de cinema em tela gigantesca.

Anônimo disse...

Não invisto ainda pq acho que lançaram poucos clássicos em blu-ray por enquanto. Devem ter lançado só os clássicos dos clássicos mesmo, tipo "a malvada, "vertigo" como vcs citaram... Blu-ray vai privilegiar mais o povão mesmo, a platéia de "avatar", rs..

Miguel Andrade disse...

Anônimo, a questão é que mesmo os DVDs ficam com qualidade superior se vistos em aparelhos novos. Uma qualidade que vale a pena.

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