quarta-feira, 11 de maio de 2011

“Rico não faz feitiço, rico come uva estrangeira!”

Nunca houve alguém com ojeriza a pobre como Tina Pepper (aka Albertina Pimenta). Já basta a gurizada (pobre!) da vila onde mora correr atrás dela aos berros quando chega em casa!

No vídeo acima, a própria explica à colega Cibele porque não faz macumba pra segurar o pretendente amoroso. Sensacional (e hilário!) trabalho de Regina Casé e Duse Nacaratt em Cambalacho (1986).

Depois quando desço a ripa nas novelas de agora, povo não entende. Bons tempos em que Silvio de Abreu era uma criatura inspiradíssima.

Pra quem não lembra, a rica tinha sim praticado os ensinamentos mágicos da Salamandra. Assista no player acima, ou clicando aqui.

[Ouvindo: Twisting With James - Roland Shaw]

25 comentários:

DAVI VALLERIO disse...

Miguelito,CAMBALACHO e de 86,nao 85.Eu tb fico deprimido quando vejo as novelas atuais,principalmente as da 7,que nos anos 80 foram as mais revolucionarias e que hoje e novela pra retardado. Acho que a ultima que realmente prestou foi Vamp,depois disso,so ladeira abaixo.Maldita Casas Bahia e classe D E F G mandando na programacao.E pra deprimir mais ate cruzeiro eles estao indo.

Miguel Andrade disse...

Davi, já disse isso aqui. A decadência da TV no Brasil veio junto com o plano Real. Quando equiparam as casam com várias TVs coloridas de controle remoto. Tem gente que não concorda, mas parece evidente.

Tina Pepper acharia as novelas de agora de uma POBREEEZA!

DAVI VALLERIO disse...

Pq certamente Tina Pepper nao ia se juntar a eles e ficar rebolando funk e pagode no programa Esquenta .Realmente pessoas fora do universo Rio de Janeiro precisam assistir aquilo?

Miguel Andrade disse...

Davi, ah, mas deve ter seu lado legal. Não assisti, mas li bastantes elogios.

Adoro aquele programa dela que passa no Futura.

Refer disse...

Licença. Acho que tem um furo na teoria..., no final dos anos 80, bem antes do Plano Real, a televisão estava presente em mais de 90% dos lares brasileiros (92% se não me engano). Mais que alguns países do 1º mundo, como Itália, Espanha e França.

Acho que a "decadência" começou quando acirrou a briga pela audiência. Fiquei sabendo hoje através do Ricardo Feltrin que a maior atração (!) do Fantástico, agora, é a perda de peso de seus apresentadores, numa espécie de reality show.

Ah, sim, a avacalhação pegou no breu quando começou a praga dos reality shows.

Soube que a turma do Pânico vai lançar nova personagem: Valgina Casé.

Miguel Andrade disse...

Refer, sim! Mas mais Tvs com controle remoto foram vendidas, o que acirrou a disputa minuto a minuto.

DAVI VALLERIO disse...

Tb adoro o programa dela na Futura.E mudando de assunto,assistindo aquele documenta dos Dzi,parece que foi a Duse Nacaratti a criadora da expressao tiete.Que na verdade era uma amiga dela que se intrometia nas coisas e era muito solicita nao sei pq virou sinonimo de fa

Miguel Andrade disse...

Davi, estou com esse doc aqui pra ver. Fiquei meio assim quando soube dos The Cocketes.

DAVI VALLERIO disse...

pode assistir sem medo,eu gostei muito,eles comentam que foi homenagem mesmo e ate explicam o nome Dzi Croquettes.Liza Minelli e Josefine Baker eram fanzocas (tietes).As bees nao eram pouca coisa nao

Miguel Andrade disse...

Davi, assisti aquele do Chacrinha outro dia. Achei muito fraco.

DAVI VALLERIO disse...

tb achei fraquissimo,nao vi da Rit

Miguel Andrade disse...

Davi, da Rita vi o que passou no SBT. Menos sensacionalista pelo menos.

Ricardo A.M. disse...

Pode assistir os dois, o dos Dzi e o da Rita - eu achei os dois bem honestos e com um pé na realidade, sem louvação demais da conta. O do Dzi é ótimo, Miguel, pode assistir tranquilo.

E, aliás, VOLTANDO AO ASSUNTO DO POST (risos), é aquilo que a gente já falou uma vez por aqui: além das novelas serem melhores antigamente, os personagens também eram feitos por atores. Gente que tinha a manha e os dons de interpretar. Não uma carinha bonita que aparece em meia dúzia de capítulos e fica se achando a diva.

Sem contar as histórias em si, que te prendiam porque eram interessantes mesmo, e não porque ficava um gancho no ar. Hoje, pode reparar: sempre fica alguma coisa pro dia seguinte pra segurar a audiência. E nem assim dá resultado.

Miguel Andrade disse...

Ricardo, o que caaaaaaaaaansa minha beleza (como diria a Tina) é esse medo de arriscar. Eles estão reciclando personagens e situações apenas.

Coisa que os mexicanos sempre fizeram. Mas isso não combina com o capricho técnico que a Globo alcançou.

Tudo é com cara de já te vi. Personagens repetidos costurados num fiapo de trama.

Leticia disse...

Miguel, dessa vez eu concordo com o Refer. Televisão é um eletrodoméstico à parte na evolução patrimonial do brasileiro.

Muito antes do Plano Real, era de consenso que o pobre adquiria seu aparelho muito antes de ter uma geladeira ou uma máquina de lavar.

A baixaria (na acepção do termo - coisa baixa, rasteira) só abriu as comportas de vez quando aquela turminha, comandada pelo Boni, saiu da Globo. Se alguma qualidade de conteúdo havia, deveu-se a ele.

Hoje, e também devido a problemas de ibope, as tramas seguem a mentalidade da classe que ascendeu: pequena, pseudocarola, pseudomoralista e sertaneja.

Miguel Andrade disse...

Letícia, mas sem controle remoto, luxo que só se popularizou nos anos 90, assistia-se a Globo por osmose. Menos concorrência mais ousadia, menos apelação por audiência, etc.

Ricardo A.M. disse...

Miguel, mas nesse ponto eu vou concordar com a Letícia. Boni & Cia. foram quem lapidaram o padrão Globo de qualidade, e eram responsáveis também pela manutenção dele. Foi graças ao Boni e ao Augusto César Vannuci, por exemplo, que tivemos no começo dos 80 "Vinícius Para Crianças" e "Pirlimpimpim".

Outro exemplo: foi o Boni quem provocou mudança nas novelas, nos anos 70, partindo para temas mais atuais e realistas. Tieta, por exemplo, teve o crivo do Boni, que chegou a compor o tema de abertura. Agora, diz pra mim se hoje eles colocariam no ar uma novela onde a personagem principal é uma puta que virou cafetina, voltando à cidadezinha onde nasceu em busca de vingança, praticando incesto com o sobrinho e se dando bem nesse processo? Ousadia pura! Hoje seria vetada.

Aliás, sem querer defender o Boni, mas sabia que ele é CONTRA o Big Brother? E antes que pareça que eu estou sendo pago pra falar bem do cara (risos), quando ele saiu, depois Roberto Marinho morreu, caímos na mesmice. Seguido pela gestão de dona Marluce, que não soube fazer nada. O resultado é esse que estamos vendo até hoje, ladeira abaixo cada vez mais.

P.S.: Complementando o que a Letícia disse, na época de faculdade tive acesso a uma porrada de pesquisas sobre televisão e hábitos. Coisa que eu mesmo cheguei a presenciar, algumas vezes: você ia para uma tapera, lugares inóspitos, quase inacessíveis, no meio do mato, casa de tábua, banheiro de "casinha", moradores sem dentes, fogão a lenha e geladeira (quando tinha) da década de 50.

Mas lá na sala estava a televisão, gloriosa. E em cima do telhado a parabólica, pra melhorar a imagem.

Miguel Andrade disse...

Os comentários deste post estão simplesmente sumindo!!!!!

Miguel Andrade disse...

Ricardo, mas agora a maioria pode ter duas, três Tvs, todas a cores pela casa. Todas com controle remoto em punho pra dar um zap assim que o assunto não for compreensível,ao invés de tentarem compreender.

É este o ponto. Antes era o povão que seguia a TV, hoje é a TV quem vai atrás do que o povo pode assimilar mais fácil.

Semana passada a Folha mesmo trouxe uma matéria longa com a corrida das emissoras em busca da classe C.

Daniel Tavernaro disse...

Há algo meio que premonitório neste blog. Há uns meses atrás, no post da Rita, discutimos se Amy Winehouse duraria, o que ela viraria caso morresse "por agora" e.......

Agora, lendo sobre Bony, Tieta e outras coisas, vemos que...todos estão tentando voltar às grades televisivas, rs.

Miguel Andrade disse...

Daniel, e é claro que Boni, ou alguém com visão artística, faz falta.

Daniel Tavernaro disse...

Fazer falta, faz, Miguel. Mas hoje vemos que o que conta não é alguém que pense, que tenha objetivos em acrescentar qualidade e bons conceitos. Vemos pessoas que inovam por......nada. sem que nem porque.

E a Tieta sendo Juliana Paes.... Gente, Tieta não era brejeira, mocinha, novinha e meio devassa?

Miguel Andrade disse...

Daniel, Tieta, não! Gabriela!

Um horror. Sem falar que Sonia Braga não era estrela ainda.

Daniel Tavernaro disse...

kkkkk

Confundi bonito as duas! Sabe quando você fala de uma mas vem a imagem da outra na cabeça? Culpa da Sônia Braga!

Mas sempre que lembro de Tieta mesmo, quando paro para ler algo, a imagem que me vem é da Sônia; mas a voz...É a da Betty, rs

Miguel Andrade disse...

Daniel, pq vc devia ser muito pequeno na época da novela. Separo bem as duas.

Acho esdruxulo a Sonia Braga de Tieta.

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