sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Farejando o novo Drácula em gestação

Esta semana começaram a pipocar notícias (com cara de boato) de que um novo filme com Drácula estaria a caminho. Novo filme com Drácula por um grande estúdio americano, já que o conde jamais descansou em produções menores.

Produzido pela Appian Way (que tem Leonardo DiCaprio como sócio) em parceria com a Warner deve estrear em 2014. Inicialmente chamado Bram Stoker's Dracula Project, teria mudado de título para Harker.

É com esse título que aparece no IMDB. O projeto ainda está bem verde, mas comenta-se que Jonathan Harker assumiria uma postura a lá Sherlock Holmes.

Pessoalmente, embora não haja notícias de que se trate de refilmagem, vejo similaridade com o argumento de O Vampiro Da Noite (Horror of Dracula), dirigido por Terence Fisher para a Hammer Films em 1958. O primeiro com o personagem feito pela produtora inglesa.

O ponto central dele é o detetive Hacker se infiltrando como bibliotecário no célebre castelo da Transilvânia para investigar a série de mortes relatadas pelos aldeões. Não se trata do insosso e apaixonado que cai acidentalmente na teia diabólica ao vender imóveis no estrangeiro.

Lembrando que os direitos de distribuição internacional são da Warner Bros, que inclusive o lançou em DVD no Brasil. Até pelas alterações grosseiras no romance original, não é o melhor filme da Hammer com Drácula, embora já inclua os iconográficos Chritopher Lee no papel principal e Peter Cushing como o algoz cristão Van Helsing.

Também sob o comando de Terence Fisher, Drácula, O Príncipe das Trevas (Dracula Prince of Darkness) de1966 foi bem mais feliz, até na essência sombria. De qualquer forma, que o novo resgate traga o mínimo de dignidade aos sugadores de sangue na tela.

[Ouvindo: Home Computer Todd Terje EDIT – Kraftwerk]

9 comentários:

Thiago disse...

Tá que toda a história - aliás, o personagem em si - de Drácula é muito abrangente e aberta a muitas interpretações. Mas não sei... não sou tão chegado assim a essas adaptações que ficam louquinhas da paçoca e fazem personagens darem uma guinada 180º em suas características e nuances (como, pasmém, Van Helsing)!

Se é pra criar algo assim, acho mais digno inventar logo um personagem novo e interessante do que deturpar os antigos. Bom, ao menos Drácula costuma manter ma-le-má a sua aura e personalidade icônicos... por enquanto, ao menos!

Miguel Andrade disse...

Thiago, concordo. Mas personagens famosos fazem uma economia danada em termos de divulgação. Eles raciocinam por aí até na hora daqueles remakes desnecessários.

No caso desse Drácula, eles querem abrir franquia, gerar filhotes mesmo.

É outro ponto em comum ao da Hammer, que originou as "continuações".

Gozado que muitos destes filmes usaram apenas frases do romance para terem um motivo para existirem. rs

BLOB disse...

Quanto ao Drácula da Hammer uma coisa que nunca me convenceu: por que diabos um vampiro precisaria de um bibliotecário?

Alex Gonçalves disse...

E o universo vampiresco voltou a entrar em moda. Não assisti aos clássicos Christopher Lee, mas o melhor filme do gênero é o "Drácula" conduzido por Francis Ford Coppolla. Não boto fé neste projeto, tanto que o único filme que de fato me surpreendeu recentemente foi "Sede de Sangue".

Miguel Andrade disse...

Blob, verdade! E é essa dúvida que nos pega logo no começo que leva por terra o resto do filme.

Alex, o do Coppola é um dos meus favoritos. E já tem quase 20 anos!!!

Alex Gonçalves disse...

Sim. Foi um dos primeiros filmes que assisti na infância. No último sábado comprei a edição dupla na Saraiva. Pensava que tinha saído de catálogo.

Miguel Andrade disse...

Alex, também comprei o duplo faz pouco tempo. Putz, mas na infância?

Alex Gonçalves disse...

Sim, eu sou novinho, novinho. Tinha seis ou sete anos quando vi pela primeira vez numa época onde o VHS ainda era bem disputado nas locadoras.

Miguel Andrade disse...

Alex, eu aluguei em VHS "alternativo" pq na minha cidade não tinha cinema, depois vi no cinusp numa mostra Coppola.

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