quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Um herói chamado Ki-Suco

Bastante popular na década de 80, Ki-Suco era uma espécie de primo pobre do Tang. Vendia em envelopes bem menores, embora rendesse o mesmo 1 litro do concorrente.

E ele ainda existe! Eu é que deixei de freqüentar seus principais pontos de venda: mercearias populares (aka botecos), onde comprava doces.

Pelo aparente excesso de corantes, a única vez que convencemos minha mãe a comprá-lo foi pelo brinde num pacote promocional. Vinha com a mini jarra sorridente que também era apontador de lápis!

Seu mascote é bem tradicional nos EUA! Chama-se Kool-Aid Man, e gerou infinita quantidade de subprodutos por lá, tendo seu auge nos anos 80.

Os quadrinhos, por exemplo, foram produzidos pela gigante Marvel Comics. Foram vendidos normalmente e entregues de brinde. Caminho inevitável na época era virar jogo para Atari 2600.

Cara de Pac-Man o Kool-Aid Man já tinha. Foi só colocar ele correndo através de fantasmas num labirinto de cubos de gelo e voilá!

O blog Cavalcade of Awesome listou outros nove produtos. Atenção especial ao bizarro tênis infantil com sola cheirosa.

Vendia aqui no Brasil, mas sem relação alguma com o Ki-Suco. Coisas cehirosas foi outra febre dos 80. De borracha escolar, bonecas a... calçados!

Desde 1994, a fabricante norte-americana promove o Kool-Ad Day toda segunda semana de agosto. O dia do Ki-suco acontece em Hastings e busca firmar a marca como refresco oficial do estado de Nebraska.

Fico na torcida para que a equipe de marketing do refrigerante Dolly não tenha acesso a este post. Pensou nas Aventuras do Dollynho em todas as bancas?

[Ouvindo: You Haven't Seen the Last of Me – Cher]

19 comentários:

Kika disse...

Deos nos livre do Dollynho virar QUALQUER COISA!!! Propaganda irritante já tá bom demais, imagina virar gibi ou capa de caderno? Cruzes!

Miguel Andrade disse...

Kika, imagina a trasheira? hahaha!!!

Refer disse...

O Ki-Suco foi o primeiríssimo suco de pacote vendido no Brasil. Foi uma revolução, virou uma mania... e matou uma tradição nos lares brasileiros: a groselha.

Antes do Ki-Suco, em toda casa havia uma garrafa de groselha, aquele líquido xaroposo, ótimo para fazer refrescos.

Não sei o ano certo que o Ki-Suco apareceu aqui — chuto 1962.

* *
BTW vcs conheceram um travesti nissei chamado Kissuco? Fez um trabalho de responsa na prevenção a AIDS em meados dos anos 80.

A Kissuco saia toda noite vestida de gueixa e passava em todos os points distribuindo material da Secretaria da Saúde.

Miguel Andrade disse...

Refer, tá explicado. Até os 80, minha infância, ele já tinha ficado pra trás pelos refrigerantes.

**
Tinha ouvido falar nessa Kissuco sim. Que fim levou?

Refer disse...

Lembrei do jingle (de lançamento??) na TV:

'Ki-Suco, Ki-Suco
Prá refrescar,
Ki-Suco, Ki-Suco
Eu vou saborear!'

* *

Não sei onde está a Kissuco. Talvez a dona Célia saiba. Nos 80 a dona Célia e a Kissuco saíram numa foto-reportagem da revista da Folha. :D

Miguel Andrade disse...

Refer, poucos devem se lembrar disso... Pra mim é novidade que ele já teve essa importância.

***
Devo ter ouvido falar na Kissuco pela Folha mesmo.

Anônimo disse...

O Ki-Suco fez tanto sucesso que ganhou um concorrente forte chamado Q-Suco - era a mesma coisa, mesmos sabores, 1 envelope x 2 litros etc.

Miguel Andrade disse...

Anônimo, por isso fiquei na dúvida sobre a grafia correta.

Era a época do "Q" alguma coisa mesmo. Lembrando do Quichute.

Refer disse...

O "anônimo" aí em cima sou eu.

A única diferença entre os 2 (além do "Ki-" e "Q") era que o envelope de Ki-Suco vinha com a imagem da jarra de suco sorridente.

Leticia disse...

Eu lembro. Ou melhor, é do meu tempo. Só não posso com o cheiro, porque eu morava próximo à fábrica.

Miguel Andrade disse...

Refer, ah tá!


Letícia, imagina o que tinha naqueles saquinhos pra render o mesmo 1 litro e ter bem menos pó... E era de sabor mais ácido.

Leticia disse...

Sei lá, Miguel. Sei que depois de um tempo cristalizava tudo, mesmo sem ser aberto. Coisa que não acontece hoje com um Clight, p. ex., e daí começo a imaginar o que tem dentro dos saquinhos de hoje...

Miguel Andrade disse...

Letícia, bem lembrado. Até Tang cristalizava...

Que maravilha deve ser a química atual!

Leticia disse...

Medo! Mas tem alguns sabores superfiéis. Não é coisa pra todo dia, mas gosto.

Miguel Andrade disse...

Letícia, hahahah lembrei da minha finada avó, diabética, se contentando o o Clight tangerina:"Aaaah! Sabe mesmo ao sumo da fruta!"

Anônimo disse...

hoje em dia o mercado não permite (ainda bem) um quadrinho do Dollynho, a Globo cancelou títulos do Cocórico, Sítio do Pica-Pau Amarelo, temos a Turma da Mônica, uma fotonovela do Pica-Pau, Disney e umas tentativas de volta do Pequeno Ninja (já cancelado), Senninha, Turma do Arrepio, Turma do Xaxado, mesmo achando a Turma da Mônica cansativa, a republicações da Disney brasil são legais, os outros gibis são um porre.

a década de 1980 e 90 teve gibi pra tudo.

P.S: Miguel, você viu que o Watson Portela foi chamado pro terceiro álbum de comemoração aos 50 anos do Maurício de Sousa, a um tempo dizia que ele tava se aposentando, que estaria doente etc...

Miguel Andrade disse...

Anônimo, estou totalmente por fora da realidade atual do mercado dos gibis no Brasil.

Pô, que bacana pro Watson! Um heróis "desconhecido" do HQ brasileiro.

Anônimo disse...

o Aluir Amâncio também vai estar nesse álbum veja a lista completa:
http://www.hcast.com.br/hcast/2010/12/09/msp-novos-50/

Miguel Andrade disse...

Anônimo, olhai! Só a nata!

Aluir vai arrasar, evidentemente!

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