domingo, 31 de outubro de 2010

Bons colegas de trabalho

Foto presente no livro Hollywood Nua e Crua II, de Dulce Damasceno de Brito. Na ocasião, Marilyn Monroe apresentou Yves Montand à autora brasileira.

Nessa noite, o elenco participou do coquetel para promover Adorável Pecadora (Let’s Make Love, 1960 de George Cukor). Segundo a jornalista, a loira teria dito: “Sei que você só gosta de homens bonitos, mas este aqui é um feio superlindo!”.

Parceiros no filme, alimentaram revistas de mexericos com um mal fadado romance. Na época os dois estavam comprometidos, teoricamente já que o casamento de Marilyn com o dramaturgo Arthur Miller se encontrava em ruínas.

Assim que terminaram as filmagens Montand voltou aos braços da esposa Simone Signoret, com quem permaneceu junto até ficar viúvo em 1985. Azar o dele!

Veja também:
Quando lendas se encontram


[Ouvindo: Blue Turning Grey Over You - The Jonah Jones Quartet]

Carbono erótico

John Holmes em China Cat (1978)

Mark Wahlberg em Boogie Nights (1997)

John Holmes em China Cat (1978)

Mark Wahlberg em Boogie Nights (1997)

Nessa comparação bem simples aí de cima, como não passar a amar ainda mais Boogie Nights – Prazer Sem Limites (Paul Thomas Anderson)? Fui até checar no IMDB se ele não concorreu mesmo ao Oscar de direção de arte...

Sim, porque reconstituir anos 50, 40, século XIX, XVIII é bem mais fácil do que reconstruir uma época recente. Todo mundo tem referências, nem que seja pelo álbum de família.

Coloquei que o filme do John Holmes é China Cat pela informação da reprodução contida no IMDB. Fiz as capturas pelo que encontrei em Exhausted: John C. Holmes, the Real Story, coletânea mezzo pornô/mezzo documentário de 1981.

Veja também:
Detetive Johnny Wadd em ação. CORRA!



Pelas camisas do Bolinha!

Minha Nossa Senhora da Discrição!!! Liberace é meu pastor, e todas as cores do arco-íris (ao mesmo tempo!) nunca me faltarão!

Flower power chegou ali e não quis mais ir embora. E ouço falar dele e lembro da Melanie Griffith em Cecil B. Demented: “Limusine BRANCA? E eu lá sou o Liberace?”.

Now! é um disco de 1967, quando o músico voltou ao topo da popularidade ao aparecer na TV como um dos vilões da série Batman. Leia mais no Zip Your Rip.

[Ouvindo: Sim Ou Não - Hebe Camargo]

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Pra quem sabe

Que coisinha mais dramática!!! Charles Laughton como O Corcunda de Notre Dame (The Hunchback of Notre Dame, 1939) é de dar pequena até em miniatura.

Vi isso no Classic Movie Monsters, me empolgou mas não queria! Parece que é um kit Aurora customizavel.

Tipo aquela minha aranha gigante, lembra? A gente compra empolgadão com a caixa, mas é branco!

Toda a graça vai depender dos nossos dotes de pintor. Uma busca rápida no Google revela grandes cacas, bem distintas da foto.

[Ouvindo: Speak low - Alvino Rey]

As Certinhas do La Dolce

Gloria Talbot
Soltinha.

[Ouvindo: Karma Cameleon – Culture Club]

O mistério de Bambi Woods

Não dá pra chamar Bambi Woods de Falconetti dos filmes adultos porque ela não fez apenas Debbie Does Dallas, o filme que a tornou famosa. Mas também Debbie Does Dallas 2 e mais um loop. E só!

Sumiu do mapa! Tomou chá de sumiço gerando um mar de boatos sobre seu paradeiro.

Até aí nada demais, já que é comum no mercado X-rated as bonitas trabalharem por um punhadinho de trocados e sumirem do mapa. Mas Debbie Does Dallas não é qualquer filme.

Na história, grupo de torcedoras de time de futebol americano dá duro pra arrumar dinheiro e mandar sua líder para Dallas, para ela se tornar uma tradicional “Cowboy Cheerleader”. Produzido em 1978, na chamada era de ouro do gênero, é considerado um dos filmes mais rentáveis de todos os tempos.

Custou quase nada e é comercializado até hoje em Blu-Ray, depois de passar por DVD, LD, VHS, etc. Tão lendário que volta e meia produzem novos Debbie Does sabe Deus pra onde. Na década de 90 gerou ainda série de quadrinhos eróticos.

E que fim levou sua estrela, alçada ao papel de ícone da cultura pop? Não há consenso nem sobre seu verdadeiro nome.

Dizem que depois de trabalhar como estriper em Los Angeles, morreu de overdose em 1986. Outros mais dramáticos contam que ela teria sido assassinada pela máfia, cujos elos com a indústria pornográfica daqueles tempos também eram comentados.

Em 2005, o canal britânico Channel 4 (conhecido no Brasil por ter produzido o documentário Beyond Citizen Kane) contratou um detetive particular para achar a moça. O resultado das descobertas dele saiu em “Debbie Does Dallas Uncovered”: NADA! Nem sinal de Babi Woods!!!

Até que em 2007, o site Yes But No But Yes, depois de fazer uma matéria do tipo “por onde anda todo o elenco hoje” recebeu e-mail com uma pista. Um dos leitores ao passar férias com a esposa teria conhecido uma senhora (de uns 50 anos) com um rosto bem familiar.

Ao ser indagada se era a atriz de Debbie Does Dallas, ela teria dito que sim, que não tinha problemas com isso, seu marido sabe de seu passado, e que nunca se escondeu, apenas não explorou a antiga carreira. Se é que era ela mesma, se o cara não inventou tudo.

A página se interessou por entrevistar a suposta Bambi que aceitou, contanto que não mostrasse o rosto por causa dos filhos. Cheia de contradições e bem vaga, a entrevista só serviu para colocar mais lenha na fogueira.

Scaramouch, o entrevistador diz ter 85% de certeza de que se trata de Bambi Wood, mas a boa maioria dos leitores nos comentários duvida muito... Leia a entrevista (em inglês) clicando aqui.

No Brasil temos um caso bem parecido. Após participar de várias pornochanchadas e duas telenovelas na TV Globo (Transas e Caretas e Vale Tudo), o galã Germano Vezzani “desapareceu”, conforme você lê aqui.

Veja também:
Rainha do pornô aos 15 anos
A única que dormiu com John Holmes
A memorável Marilyn Chambers
Star 80: A coelhinha assassinada


[Ouvindo: She A Rainbow - The Clark]

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Laerte assiste a filmes

Alguém postou essa tirinha do Laerte no Twitter. Amém! Amém! É quase aquilo que eu já disse aqui, de não conseguir compreender a plateia atual.

Exige realismo da ficção e ficção do realismo. Vivem no mundinho do faz de conta, mas na hora de ir ao cinema querem mais é que o filme esteja concatenado com a realidade.

Vai ver que quem deve ser muito burro sou eu. Sempre é uma hipótese...

Pausa para nossos comerciais

Para sua segurança e tranqüilidade... Calça higiênica Serena

Deve ser por isso que os anúncios nos de absorventes femininos nos anos 80 viviam alardeando aderência á calcinha. Porque antes isso não existia.

EAW! Além de tudo, elas ainda tinham que andar com esse negócio... Com plástico interno... Idealiza a sensação de fralda...

E antes de antes nem Modess existia! Era o que a minha mãe chama (recordando provavelmente sem um pingo de saudades) de “paninhos”.

[Ouvindo: Shark Next Door – Tikitiki Bamboooos]

Você se acha um bom colecionador?

Já tinha ouvido falar que todo fã número 1 é ridículo, mas esse Jack Condor chega às raias da loucura!!! Humpf! Invejinha coisa nenhuma...

Pense! Dedicar uma vida toda a correr atrás de tudo o que é relacionado ao seriado As Panteras (Charlie's Angels)?

Daí que entre as centenas de bugigangas relacionadas ao seriado lançaram uma mini van cor-de-rosa...

Não é que o cara agora tem a mesma van em tamanho real? Coisa linda pra quem quer andar incólume no trânsito.

E o veículo não é só fiel ao do brinquedo externamente. É ricamente equipado com algemas, armas de fogo e um rico estofado de pelúcia pink!

Meus olhos! Meus olhos! Na página dele há outras fotos internas.

Agora, cá pra nós... Será que algum famoso dorme direitinho sabendo que há fanáticos desse jeito pensando nele o dia todo?

[Ouvindo: Moonlight Mississippi (A Whistle Stop Town) - Rosemary Clooney]

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Superman Vs. Clark Kent

Pode fazer mimimi à vontade! Esse confronto entre o ego e o id em Superman III (1983 de Richard Lester) é a melhor sequencia já filmada com um super-herói originário dos quadrinhos.

O resto do filme esbarra entre o humor à la A Praça é Nossa e sorvete de casquinha na testa, mas e daí? Tem esse momento brilhante a ser aplaudido.

Sem falar que Christopher Reeve do mal, ainda por cima com barba por fazer, não é de se jogar fora. VISH!


Roubar e não poder carregar

Desde que o mais célebre habitante da Ilha da Caveira caiu de amores por uma loira que chipanzés, gorilas e similares têm essa mania. Tudo que vêm querem levar pra casa!

Mas eu ainda não tinha visto um que não tivesse aguentado o peso da culpa como esse ai. Kogar abduzindo a bela, porém nada leve, Carolyn Brant em Lemon Grove Kids Meet the Monsters (1965) é de dar pena!

A imagem é um oferecimento Magic Carpet Burn

[Ouvindo: It Might As Well Be Spring - Harry James]

Muitas primaveras depois...

Já está em pré-venda o box da terceira temporada de Dexter em DVD no Brasil. Após dois anos em que foi exibida na TV norte-americana e um que lançaram o da segunda...

Alô, dona Paramount, assim não dá! Isso é uma eternidade para quem acompanha linearmente uma história. O seriado já está na QUINTA!!!

Comprei as duas primeiras, curti pacas e só por isso me recusei a baixar o resto facilmente nesse mundão de meu Deus que é a Web. Dexter é tão bacana que merece estar bonitinho na estante.

Mas enjoei de ver spoilers no material promocional dos episódios subsequentes. E se eu não fosse um rapaz de boa fé, não estaria sendo fácil segurar a tentação, hein?

Conheço-me bem. Se eu os assistir ante, vou morrer de preguiça pra completar a coleção depois, diante de tantos outros títulos disponíveis no mercado que eu também quero ter.

E é isso ai, amiguinhos! Enquanto as distribuidores continuarem a bancar os três macaquinhos (que não ouvem, não enxergam nem falam) aos atuais tempos, podem saracotear à vontade contra os downloads ilegais, que nada vai mudar.

[Ouvindo: A galeria do Amor - Agnaldo Timóteo]

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Top 12 filmes de moça

Vivo bradando por aí que curto todo tipo de filme, independente de gênero, mas não é verdade, viu? Romances geralmente me dão preguiça, tenho resistência à obviedade.

Talvez porque sejam voltados ao público feminino e escritos por homens, não raro a inteligência da plateia é subestimada. Como tudo na vida, há exceções!

Horror a listas de melhores ou piores, portanto, seguem os 12 filmes que primeiro me vêm positivamente à mente ao pensar sobre o tema.

O Jardim de Allah (The Garden of Allah, 1936 de Richard Boleslawski)
Em berrante tecnicolor, a rica Marlene Dietrich ferve por Charles Boyer, desconhecendo que ele é fugitivo de um mosteiro. Um dos charmes é exatamente a trama tão démodé passada no deserto do Saara.

A Carta (The Letter, 1940 de William Wyler)
Bette Davis é a respeitável e casada dona de casa que mata o amante e mesmo assim continua LOUCA por ele. Tão louca que sua fidelidade ao morto não lhe permite aceitar o perdão do marido traído.

Acordes do Coração (Humoresque, 1946 de Jean Negulesco)
Milionária quarentona cansada de afogar as mágoas em taças de Martine mira em aspirante a músico. John Garfield parece ser areia insuficiente para o caminhãozinho de Joan Crawford, mas como julgar os desígnios do coração?

Tudo o Que o Céu Permite (All That Heaven Allows, 1955 de Douglas Sirk)
Viúva quarentona, mãe de dois filhos e com certa visibilidade social, engata romance com o jardineiro pobre e muito mais jovem. Claro que não será fácil levar a relação adiante, ainda mais num dramalhão desse diretor.

Nunca Fui Santa (Bus Stop, 1956 de Joshua Logan)
Vaqueiro ingênuo insiste em ficar com bailarina que só quer chegar a Las Vegas. As investidas de Don Murray pra cima da brilhante (como nunca!) Marilyn Monroe são tão desagradáveis que dão um bode dele... Espantoso como no final ainda se torce pela união do casal.

Tarde Demais Para Esquecer (An Affair to Remember, 1957 de Leo McCarey)
Filme leve e agradável, mas surpreendente. Só compreendi o quão Cary Grant era um espetacular ator (além do mito) assistindo a esse filme. Principalmente na cena final, diante da amarga realidade.

Um Corpo Que Cai (Vertigo, 1958 de Alfred Hitchcock)
De estraçalhar o coração a cena em que James Stweart, o detetive aposentado, abraça Kim Novak e diz “Madeleine, eu te amei tanto...”. O verbo amar no passado, aniquilando as possibilidades de qualquer romance.

Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany's, 1961 de Blake Edwards)
Em mãos mais pesadas, a história dos três perdidos (gato, Audrey Hepburn e George Peppard) descambaria numa espécie de Plínio Marcos a go-gô. Mas transborda tanto charme das telas que se aquilo ali não é o romance que todos julgamos serem merecedores, não sei o que é.

A Lei do Desejo (La Ley Del Deso, 1987 de Pedro Almodóvar)
Aprendiz de psicopata (Antonio Banderas) entra na vida de famoso diretor espanhol (Eusebio Poncela) e não quer sair mais. Nem que tenha que apagar literalmente qualquer possível outro amante. Como é um Almodóvar, tem até uma espécie de La Pietá gay em chamas ao som de Bola de Nieve...

Feitiço da Lua (Moonstruck, 1987 de Norman Jewison)
Cher é a quarentona viúva que cai nos encantos do cunhado nas vésperas de casar. Como se passa numa comunidade italiana, muito berro, beijo e gritaria sob a luz de uma gigantesca lua. Filme Lexotan!

A Razão do Meu Afeto (The Object of My Affection, 1998 de Nicholas Hytner)
Geralmente eu fugiria de uma comediazinha romântica estrelada por Jennifer Aniston como o diabo da cruz. Garota se apaixona por colega gay com quem divide apartamento. Como imaginar que desfecho os roteiristas do gênero, acostumados ao piloto automático, deram a isso?

Brilho Eterno De Uma Mente Sem Lembranças (Eternal Sunshine of the Spotless Mind, 2004 de Michel Gondry)
Os sacrifícios para se esquecer da pessoa amada, num filme confuso tal e qual a mente de pessoas apaixonadas.

Evitei produções muito novas ou que eu tenha assistido recentemente. Mais frescos na cabeça, e portanto, levariam vantagens sobre os outros, que realmente me tocaram em algum ponto.

E deve estar faltando um monte de películas queridas que só recordarei quando o post já estiver no ar. É sempre assim...

[Ouvindo: Esta Noche Vas A Tener Que Ser Mya - Odair José]

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