quarta-feira, 30 de junho de 2010

Palavras comentadas com Carmen Sevilla

... E Paco Rabal! “Este és mi destino, hablarte!” Sensual e DRAMÁTICO!

Parece aquelas traduções de músicas em inglês traduzidas simultaneamente nas rádios AM. O locutor de voz aveludada correndo pra alcançar as frases.

E espanhol é uma língua engraçada para nós que falamos português. A gente entende boa parte, mas muita coisa não dá pra entender.

Ouça Palabras, Palabras no player abaixo. Já vou avisando que é outra com refrão que gruda na cabeça.


Repare como parece que ela diz: “Caramelos no los quiero más!”... Será?

Veja também:
Gente que é gente se entende


[Ouvindo: Movin'– Terry & The Blue Jeans]

Pausa para nossos comerciais

Um sonho meu é poder falar com você. – Disk Fã Clube

Epa! “Todos os meus sonhos e segredos estão no Disque Fã-Clube...” Todos mesmo?

Leonardo Vieira promete as “confissões mais íntimas” para quem pagar por minuto. E se promessa é dívida, deve ter contado tudinho, tudinho pras tietes, né, minha gente?

Se alguma fã está presente no recinto, please, não se manifeste pra compartilhar com a gente! Posso dormir bem hoje, continuando na ignorância...

Vem cá, não foi esse ator que deu piti há pouco tempo com a reação popular às fotos que postou junto a um amigo no Flickr? Até hoje não entendi nada!

E já me encanto com a forma sacana de utilizar o nome de uma novela da TV Globo disfarçadamente. Ele fez Um Sonho Meu logo depois do auge como coronézinho em Renascer.

[Ouvindo: Rhoda Mendelbaum - Tony Bruno]

Vampiro marcado

Filmagens conturbadas e sessões teste fracassadas só fizeram aumentar o charme de A Marca do Vampiro (Mark of the Vampire, 1935) tanto tempo depois. Remontado, há hiatos absurdos na narrativa.

Coisas que nunca são explicadas, como a marca de tiro na têmpora do Conde Mora. O papel de Conde Mora seria o retorno vampiresco de Bela Lugosi à direção de Tod Browning, após o bombástico sucesso de Drácula em 1931.

De baixo orçamento para os padrões MGM, o filme teria cerca de 80 minutos. Após os cortes, a duração foi parar em irrisórios 60 minutos, com personagens aparecendo do nada, e outros sumindo, com seus atores não creditados no início.

Algumas das sequências eliminadas seriam exatamente mostrando o passado do nobre com sua filha Luma, brilhantemente interpretada por Carroll Borland. Eles teriam tido um caso incestuoso, o que levou ela a cometer suicídio, assim como seu pai, com um tiro na cabeça.

Forte mas condizente com o horror. O diretor que já tinha encarado a fúria dos chefões da MGM por causa do fracasso do ousado Freaks em 1932, não tinha mais forças para impor sua versão.

Para ajudar na bilheteria, o nome de Lionel Barrymore ganhou destaque nos pôsteres e vem em primeiro nos créditos iniciais. Bela Lugosi é o terceiro, e só aparece na segunda tela, no topo do resto do elenco.

Isso porque filmes de terror demoraram a ser considerados produtos de primeira, embora muito populares nos anos 30. Barrymore, enfim, bastante consagrado, emprestaria dignidade à produção.

Lugosi, com apenas uma frase de texto em todo filme, tem o trailer todo pra si. Aparece falando diretamente para a câmera, ameaçador como a gente gosta.

A Marca do Vampiro, aqui na posteridade, pode não ser uma obra prima, mas ainda diverte. A trama tem uma viradinha quase no final que pode decepcionar, mas não é nada perto de todo o espetáculo de antes.

Após 75, preserva um raro clima sombrio capaz de ainda nos fazer sentir calafrios. Prova que se tornou um clássico, não um filme velho.


terça-feira, 29 de junho de 2010

Vivinha pérfida

Eva Wilma em Mulheres de Areia, produção da Tupi de 1973, catado do especial 70’s da Abril. Ela foi as gêmeas Ruth e Raquel.

E dá pra jurar de pés juntos que a doce Ruth é que não é nesta foto. Dada desse jeito, só pode ser a malvada Raquel!

Olha nesta outra imagem aqui as duas juntas. A boazinha era um recato só, e nem um cigarrinho devia curtir.

Veja também:
Vivinha new wave


[Ouvindo: The New Frankenstein And Johnny Song – Gene Moss]

Ladies and gentlemen:

Qualquer coisa com “Mmmmmmm... Cooool! Oooooh, yeah, baby!”

[Ouvindo: Near You – Nat King Cole]

Obviedade do dia

Já vi capas de LP de trocentas versões do musical Hair. Da movimentada roda brazuca com Armando Bógus e Aracy Balabanian, ao minimalismo nipônico...

Mas esse aí ganhou no quesito: “Não tenha dúvidas do que se trata!”. Quanto cabelo, minha gente!

Eu passaria longe da cozinha dessa moça. Com o que se encontra na sopa deve dar pra fazer picumã de umas 4 ou 5 bonecas ali da esquina.

Um oferecimento Lepanteon

[Ouvindo: Here We Go – Arab Strap]

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Figurinhas premiadas

Junho é o mês em que Marilyn Monroe completaria 84 anos de idade. Nasceu como Norma Jean Mortensen no dia primeiro deste mês em 1926!

E numa busca rápida surpreende como que até aqueles sites rastaqueras de futriquinhas já tocaram em seu nome. Está vivíssima até mesmo para quem (provavelmente) nunca assistiu algum de seus filmes.

Estes cards que escaneei são a segunda série sobre Marilyn, editados na década de 90. Acredito que devo ter alguns da primeira e muitos outros da segunda, mas só encontrei de imediato entre meus guardados os que você vê.

Abrir cada pacotinho era uma alegria inimaginável! Não deva nem pra se aborrecer com as repetidas e a gente ainda corria o risco de ganhar alguma em ouro (24kt) ou rubi!!!

Óbvio que por isso o preço não era nada glamoroso. Mesmo sendo aquela época mágica em que o dólar ficou 1 x 1 em relação á nossa moeda.

Card é um tipo de figurinha colacionável, bem comum em outros países, com os mais variáveis temas. No Brasil, fora entre os nerds radicais, são pouco difundidos.

Para ver o verso de cada um (com curiosidades sobre ela), basta clicar. Estão em ordem numérica.

[Ouvindo: Don't Explain – Cat Power]

Espelho, espelho meu...

Pouquíssimas imagens são tão iconográficas quanto ao lado sombrio que todos temos do que esta, de O Monstro da Lagoa Negra (Creature from the Black Lagoon). Filme tão popular quanto relevante de 1954.

Ele aparece na minha cabeça sempre que ouço “Ah, que pessoa do bem!”, “Oh! Que pessoa do mal!”. Coisa triste adulto com fé no maniqueísmo.

A Criatura, ainda é um dos meus monstros injustiçados preferidos. Brasileirinho, quer ficar na dele, nas profundezas da Amazônia, até chegarem os yankees para detonarem com sua vida.

Um pobre coitado! Mas que deu tão certo que gerou duas sequências (55,56) e inevitável enxurrada de filmes com monstros de borracha saídos das trevas.

E ainda colocou o estúdio Universal de volta ao topo do gênero horror, após dominar as telas nos anos 30 e começo dos 40. Também produziria em 57 O Incrível Homem Que Encolheu (The Incredible Shrinking Man), outro marco.

De todos os seus monstros, curiosamente têm poupado o Monstro a Lagoa Negra de um remake. Embora em 2008 tenham corrido alguns boatos de que isto estaria para acontecer.

Em quadrinhos foi adaptado em forma de seriado na década de 60. Clique aqui para conhecer o número 1, e repare como a concepção dos personagens, e a história em si, sofreram sutis alterações.

Veja também:
O brasileiro mais famoso de Hollywood
Inesgotável mina de ouro
The Monster of Piedras Blancas - Pesadelo da rainha do grito


[Ouvindo: Corrente – Chico Buarque]

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Versão brasileira...

E me pelo de preguiça destes musicais mega overs da Broadway. Eleve a preguiça ao cubo se for uma versão brasileira destes musicais mega overs da Broadway

Brasileiro tinha que se concentrar, produzir e saber apreciar o que faz de melhor: Telenovela, feijoada, futebol e carnaval!

Mas os cartazes dessa adaptação de O Beijo da Mulher Aranha (da peça americana de 93, não do filme de Babenco de 85) são luxo! Simples e imaginativamente misteriosos como o texto original de Manuel Puig.

E que a Claudia Raia faz o papel de Aurora, o mesmo de Sônia Braga na película, é evidente. Entre os atores é que eu caí do cavalo!

Foi surpresa descobrir nessa matéria antiga da ISTOÉ que o Miguel Falabella fez o prisioneiro político Valentin e Tuca Andrada o homossexual Molina. Não me parece fazer sentido...

Não sei se é por associá-los com os atores do filme. William Hurt (que papou o Oscar por este papel) também é loiro como o Falabella...

[Ouvindo: Femme Femme – Sophie Daumier]

Para sempre Pantera

Ainda outro dia mesmo eu estava aqui, fazendo um post sobre o falecimento de Farrah Fawcett... E já passou UM ano!!!

Note no print do LA Times que o Michael Jackson ainda só estava hospitalizado. Faleceu neste mesmo dia, como todos estamos carecas de saber e a imprensa não se cansa de nos lembrar.

E é aquele clichê da vida que passa rápida e é curtíssima. E a gente que curte perder tempo com tanta bobagenzinha?

[Ouvindo: Shakemaster – Charly Steinham]

Grandes nomes da pancadaria: Jun Chong

Chamar o coreano Jun Chong de “grande nome” é uma inverdade. Não é um grande nome, mas simboliza muito bem o poder do mito Bruce Lee.

E uma boa medida de um ícone pop são a quantidade de cópias e similares. Jun Chong (e outros 15890 atores asiáticos) tentou a sorte como sucessor do Grande Dragão.

Assumiu o nome de Bruce K.L. Lea e treinou pra caramba! Como ser Bruce Lee não é pra qualquer um, apareceu assim apenas em Bruce Lee Fights Back from the Grave de 1976.

Passou a produzir seus próprios filmes com o nome de batismo mesmo. Se é que não estou me confundindo com este monte de Lee que há no mundo...

[Ouvindo: Özel's Dance Music – Özel Türkbas]

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Aquecimento global é fichinha

Minha Nossa Senhora do filme B!!! A abertura mais CHOCANTE que você já viu na vida!

Ainda bem que não é 3D. Se fosse, mataria logo no começo metade da audiência do coração.

No Brasil ganhou o título nada a ver de O Demônio de Fogo, mas Night of the Big Heat (ou Island of the Burning Damned) é uma ficção científica de 1967 bem bacana! E “bem bacana” é pleonasmo, sabendo que foi dirigido pelo mestre Terence Fisher.

Passa-se numa ilha durante uma noite. Lá vive um escritor bonitão e casado que mantém uma pensão para a esposa (com predileção por penteados exóticos) cuidar.

Daí que um dos hóspedes é Christopher Lee, cientista misterioso, apenas um dos tipos estranhos que frequentam o local, que também serve de pub. Há também Peter Cushing que a princípio se contrapõe a Lee, óbvio!

De tarde chegou à ilha uma moça espevitada se candidatando a secretária do escritor. E não é que a sirigaita trata-se de uma amante da cidade grande, disposta a por os pingos nos is com o cara que a abandonou?

Para piorar a situação um calor dos diabos faz as pessoas enlouquecerem! Calor ao ponto de estourar as garrafas de cervejinha, que tristeza...

Não demorarão muito para ligarem lé com cré e sacarem que a Terra está sendo invadida por OVNIS! Num cenário claustrofóbico (que não dá pra fugir) terão que lidar não só com os conflitos pessoais, mas como os mal intencionados visitantes do espaço.

Joia do cinema inglês 60’s! Assista ao impactante início no player acima ou clicando aqui!

[Ouvindo: Walk On By – Dionne Warwick]

Mr. T contra as drogas

E não foram apenas as Paquitas que cantaram que a gente não precisa delas pra encontrar a saída. Mr. T fez a sua parte contra os entorpecentes.

Em 1984, do alto de sua autoridade conquistada no seriado Esquadrão Classe A, lançou um disco cantando rap!!! Mr. T's Commandments só tem músicas positivistas para a criançada ser feliz.

E a gente nem precisa se dar ao trabalho de ouvir pra saber que é uma droga de álbum! Mas quem se interessar (é como diz o Patrão), “É por sua conta e risco” ir ao Thrift Shop!

[Ouvindo: Keng Ma (Dog Races) (excerpt) – P. Promdan]

Sua majestade: Jon King

Não há nada de especial na biografia de Jon King. Quase nada!

Batizado ao nascer de Nelson John Gaines, a maior parte de sua história se assemelha a de tantas outras lendas do pornô. Começou cedo, tentou sair, voltou, acusou o descobridor de exploração...

Celebrizou-se no começo da década de 80. Final da era de ouro do gênero, quando produtores trocaram a película pelo videotape, barateando as produções e ao mesmo tempo saturando o mercado.

De bigodinho, grandes olhos negros e expressivos ajudavam na cara de desamparado, contrastante com o desempenho desenvolto. Era basicamente esse seu diferencial numa área de extrema rotatividade de nomes.

King participou de 40 filmes, mas no auge da popularidade, sem ninguém entender, roubou e destruiu um carro. Passou onze meses num presídio, assunto que evitava tocar nas entrevistas, declarando apenas que “não foi divertido”.

Ele que ao descobrir uma revista Playboy que o pai escondia, teria se interessado (e decidido) pelo mundo X-Rated na pré adolescência, se aposentou em 1989. Trocou a Califórnia por Atlanta onde estudou para tentar a carreira de chef em restaurantes.

Sem sucesso, mudou-se para Santa Fé (Novo México), onde morou com uma amiga até seu falecimento em 1995, com apenas 32 anos. O corpo do ator foi cremado, e as cinzas misturadas ao de seu querido cachorro que havia morrido pouco antes.

Veja também:
Rainha do pornô aos 15 anos
A única que dormiu com John Holmes
A grande chance de Bill Cable
Memorável Jack Wrangler


quarta-feira, 23 de junho de 2010

Só mulher bonita

Cata só a cinturinha da Irish McCalla!!! Nem a fabulosa cinta do Dr. Hollywood consegue resultado semelhante.

E você pensa que a Irish McCalla é pouca coisa? Ela foi a primeira "Sheena: Queen of the Jungle" de carne e osso, no seriadinho 50’s.

Linda como a espécie de Tarzan de biquíni de oncinha. Só que pra mim, a Sheena definitiva é a (ex pantera!) Tanya Roberts, no filme de 1984.

O que achei mesmo bacana nesta capa foi o “Who’s who” das super pinups. Marilyn Monroe, Mamie Van Doren, Jane Mansfield, Kim Novak...

Todas no mesmo balaio! E a gente fica separando estrelas classe A das B e pras revistas de sacanagem era tudo a mesma coisa!

Veja também:
A Marilyn Monroe dos pobres
Loira burra ponto e vírgula


[Ouvindo: Tight Tights – The Girlwatchers]

Meu plano era perfeito!

“E teria dado certo...”


“...Se não fossem estes malditos garotos!”


[Ouvindo: London-Paris – Pizzicato Five]

Pausa para nossos comerciais

Pânico – Breve em sua locadora

Mas jura que este anúncio aí é de Scream de Wes Craven? Olhando assim ninguém diz! MESMO!

Se eu fizer uma caca dessas no meu trabalho, que nem a fonte original no logo tem, vou direto pro tronco. Com direito a ser agraciado com 243 chibatadas!

Mas a melhor coisa deste anúncio é o trechinho pinçado de alguma matéria da revista Veja, ali embaixo, repare: “Quando for lançado em vídeo, Pânico poderá virar um item de colecionador...”.

Nem Nostradamus faria melhor! O filme saiu em VHS pela Videoarte e tchau!
Tornou-se figurinha difícil. Embora já tenha sido reprisado à exaustão na emissora do bispo Edir Macedo, não se encontra distribuído em DVD.

Por ironia, as duas continuações existem em qualquer biboca, e a preço de amendoim torradinho. Ambos saíram pela Imagem Filmes.

O que não é necessariamente uma boa notícia. Dona Imagem Filmes é famosa por mutilar a imagem dos filmes que possui em catálogo.

[Ouvindo: Johnny Guitar - Peggy Lee]
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