sábado, 27 de fevereiro de 2010

A imperatriz do crime

Cata só toda a perfídia de Francine O 'Connor... De amante do cara errado a bambambam do submundo do crime.

E você se acha uma bad girl daquelas, hein? Tem muito o que aprender!

O Darwination Scans (melhor nome para um blog de scans EVER!) nos regala com as eletrizantes páginas de Prison Break! Inebrie-se com o glamour 50's das garotas do lado errado da lei.

E se há uma coisa que me encafifou foi saber que a editora é Avon. Avon aquela que faz ding dong?

Pela Wikipédia, são empresas distintas. Mas não foi a primeira vez que me deparei com Avon fora da área dos cosméticos.

Olha só o nome da produtora de Gata Em Teto de Zinco Quente (Cat on a Hot Tin Roof, 1958). Há relação?

Avon no cinema cai por terra a segurança de que tudo o que é colocado no Google se descobre rapidinho. Como no caso da Max Factor, sempre houve estrita relação entre Hollywood e cosméticos, mas chegaram a produzir?

Veja também:
Truques de maquiagem clássica Hollywood
Faça fácil: Vire a rainha do crime


[Ouvindo: Pyramid – Sean Lennon]

Um dia a casa cai

Terapia pra quê? Pra quê terapia! Basta olhar pra capa deste compacto para me confrontar com um dos meus medos infantis mais fortes.

Minha mãe sempre que ouvia esse compacto da Ana Bela, A Miúda da Terceira chorava! E eu saia da escola correndo, me pelando de medo que a Ilha de São Miguel (ali ao lado) também desmoronasse.

E pelo nome dos fados (Ilhas Sinistradas, Não Chores Não...) dá pra entender de quem os brasileiros herdaram a predileção por tragédias, né? Basta uma morte, acidente, enfim, qualquer merda, que qualquer um está sujeito, que isso vai parar correndo nos trending topics, os assuntos mais falados do Twitter.

Não me borrava só com terremotos... O fato de achar facilmente pedras pomes no quintal fazia com que documentário da National Geographic sobre Pompéia fosse mais assustador que filme de monstro!

Ah sim! Os satélites espiões russos estavam lindos lá no céu, fiscalizando tudo o que a gente fazia. Enquanto não resolvessem bombardear estava tudo bem!

[Ouvindo: Quizas Quizas Quizas – Sara Montiel]

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Mildred Pierce 2010: Elenco confirmado

Cheirava a boato, mas está a todo vapor a versão de Mildred Pierce (Alma em Suplício no Brasil) que a HBO está produzindo. Junto a Kate Winslet (a Mildred Pierce do título) noticiaram hoje a entrada de Guy Pearce e Evan Rachel Wood.

As filmagens da minissérie devem começar em abril com direção de Todd Hayne, indicado ao Oscar em 2002 por Longe do Paraíso (Far from Heaven). O ator australiano Pearce tem experiência em filmes noir, levando em conta sua participação no brilhante Los Angeles – Cidade proibida (L.A. Confidential, 1997).

Mildred Pierce é baseado no popular romance da década de 40, adaptado para o cinema em 1945, com enorme êxito. Dirigido por Michael Curtiz (de Casablanca), rendeu o único Oscar da carreira de Joan Crawford.

Típico produto da II Grande Guerra, quando donas de casa foram encaradas como público alvo da cultura popular, o argumento é deliciosamente rocambolesco. Contado num enorme flashback, a assassina confessa Mildred Pierce narra sua trajetória de a mãe de família que não suportando as dificuldades financeiras abandona o marido looser para tentar a sorte com as próprias pernas.

Esforçada, consegue ascender economicamente no ramo da comida caseira. Como a vida num melodrama está longe de ser só um mar de rosas, junto ao dinheiro chegam alguns problemas.


Os principais são o interesseiro namorado de alguns anos a menos e sua filha mais velha Veda. A garota além de ter vergonha da humildade da mãe nãos e cansa de pedir mais e mais luxo.

A promessa é de que o projeto da TV seja bem mais fiel ao livro. Com duração de 5 horas, haverá tempo suficiente para incluir todo o sexo e violência escamoteados no filme.

Fazia um tempinho que um projeto não me empolgava tanto. E nem me causou calafrios porque nãos e trata de um remake, mas de uma nova adaptação da literatura.

A única certeza nos papéis é a de que Winslet será a protagonista. Evan Rachel Wood poderá fazer uma das mais pérfidas filhas mostradas pelo cinema?

Só a magia das interpretações poderá disfarçar os apenas 12 anos de diferença entre a idade das duas. Ann Blyth possuia 17 anos quando fez a mimada Veda, 23 a menos que Crawford.

Veja também:
O poster mais eficaz de todos os tempos
Figurinha Mildred Pierce
A noite do Oscar para Joan Crawford


[Ouvindo: Voulez Vous – Erasure]

Um beijinho do...

Como se dizia antigamente: Tá, meu bem? Diana Dors por ninguém menos que Patrício Bisso devidamente dedicado ao Refer!

E você pensa que os comentaristas aqui do La Dolce são pouca coisa? Na-na-ni-na-não!

Patrício Bisso é um dos maiores artistas a botarem seus pezinhos de sapatinhos cravejados de rubi nesta terra em o que se plantando tudo dá. Juro já ter feito um post sobre ele, mas agora que fui procurar pra linkar, cadê?

Outro texto que o Blogger consumiu sem mais nem menos. Esqueço de muita coisa, mas do que já escrevi fica (normalmente) bem gravado na minha guliver.

PS: Nestas buscas pelo post do Bisso cheguei ao comentário “nitroglicerina pura” do Refer no post da Maitê Proença pelada. Relembre junto e ligue os pontos.

Veja também:
Biografia de Diana Dors em fotos
Diana Dors Certinha do La Dolce
Com carinho, Violante Cabral


[Ouvindo: Cuando Nadie Te Quiera – Bambino]

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Patotinha do mal

Só a fina flor da vilania do espaço sideral. Da esquerda pra direita Pirata Espacial Buba, Comandante Giluke (sósia do sargento Pincel) e Shiima.

Esquadrão Relâmpago Changeman (Dengeki Sentai Changeman, 1985) tinha uma das mais fabulosas galerias de malvados. Cada um com sua trama particular a ser desenvolvida.

Shiima era minha favorita! Belíssima dominatrix nativa da extinta estrela Aman, tinha peculiar voz de... Homem!

Isso até ter essa maldição quebrada pelo colega Pirata Espacial Buba. Bastou ficar 100% moça que se debandou para o lado dos mocinhos contra o exército de Gôzma.

Imagem é um oferecimento Super Sentai Images

Veja também:
Estrela Fascinante Patrine


[Ouvindo: Yacka Hoom Boom – The Savoys]

Ladies and gentlemen:

Filha do mais injustiçado dos atores shakespearianos. Guardaria um segredo vingativo ou é só uma donzela lamuriando a morte do pai?

[Ouvindo: That's No Way To Get Along – Robert Wilkins]

Aconteceu, virou Mad

Jeito divertido de saber os sucessos pop culturais de cada época. Se bumbar, vira capa da infame Mad!

As Panteras (Charlie’s Angels), obvio, foram capa da revista em setembro de 1977. Curiosamente a ilustração ainda conta com Farrah Fawcett, nesta segunda temporada já fora do seriado.

Espertinho como de costume, Alfred E. Newman se fez passar pelo misterioso Charlie. De troco (repare na imagem menor, próxima ao logo) recebeu um tabefe!

Pela quantidade de “Eu tive!” “Meu irmão tinha” nos comentários do blog oficial da versão brasileira, ela foi publicada aqui também. Eu mandaria enquadrar...

Veja também:
Novela Vamp na Mad
Mais Panteras


[Ouvindo: When A Woman Loves A Man – Lizabeth Scott]

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Vocês querem bacalhau?

O Canal Brasil está exibindo série sobre a vida de algumas das bailarinas que acompanhavam o Chacrinha. Chacretes é exibido toda quinta-feira às 20h15.

Dirigido por Nelson Hoineff, o mesmo do longa Alô Alô Terezinha, o programa dedica um episódio a cada chacrete. Até agora foram Gracinha Copacabana (atual funcionária de Pet Shop) e Índia Potira (funcionária de serviços gerais numa agência bancária).

A história da Índia daria um belo filme estrelado pela Camila Pitanga! Ascensão como a mais desejada de todas, amor bandido, drogas, cadeia, escândalo na mídia, esperança... UAU!!!

Mas o melhor de tudo! É possível assistir aos primeiros episódios (na íntegra) graciosamente no site da emissora.

A foto é um oferecimento MofoTV

Veja também:
Bastidores do Chacrinha
Chacretes em carreira solo
Chacrinha e Chacretes Cantam Para Todas as Festas


[Ouvindo: Ma Ceinture De Sécurité – Antoine]

Lições de Harlow

Pensa que é 1-2-3? Deve dar um trabalho louco se tornar Jean Harlow!

Caroll Baker em foto promocional de Harlow – A Vênus Platinada de 1965. Um daqueles filmes que todo mundo fala mas que sumiu do mapa, acho que até já falei disso aqui...

E Baker estava predestinada a ser uma super loira hollywoodiana. Se não conseguiu na vida real, pelo menos interpretou Harlow no cinema, papel que Marilyn Monroe chegou a declarar interesse.

Assisti madrugada destas o (no lançamento) escandaloso Boneca de Carne (Baby Doll, 1956) onde ela FANTÁSTICA! Pena que o filme de Elia Kazan marcou o surgimento da peça do vestiário feminino, não a atriz.

Um oferecimento Nice DAWG

Veja também:
Uma vida em tons de cinza
Os homens preferem garotas


[Ouvindo: Fox Chase – C.B. Banks Curry Childress]

Os incríveis salvadores da pátria

Muito bom o style do Golden Guitar, super herói dos quadrinhos 100% brasileiro! Foi criado em 1967, em plena polêmica se a música popular do Brasil deveria ou não usar guitarra elétrica.

Tanto sua arma quanto o nome em inglês deixavam bem claro qual sua posição a respeito. Aliás, Golden Guitar é a identidade secreta do cantor de iê-iê-iê Renato Fortuna!
Mas as coisas não devem ter sido fáceis para ele. O personagem de Rivaldo Macedo e A. Torres, publicado pela editora Graúna, só durou quatro edições.

Sorte bem diferente do que os primos ricos O Judoca, Capitão 7 entre muitos outros. Dourado mesmo foi o mercado dos quadrinhos de heróis tupiniquins nas décadas de 60 e 70 com centenas de edições!

A criptonita desta febre teve muitas formas: Censura, crise do petróleo de 73 e 74 (que elevou o preço do papel), supremacia DC/Marvel e até a consagração do estilo infantil Disney e Turma da Mônica. Tudo isso e mais um pouco levaram às cinzas as revistinhas nacionais que assolavam o país.

Dá pra imaginar um documentário do tipo “Por Onde Anda?” com os próprios mascarados dando depoimentos. Bem ao estilo daquele filme da Pixar.

O blog HQ Quadrinhos, mega especializado no assunto, pode dar uma forcinha. Tanto que criou o Catálogo de Heróis Brasileiros Vol. 1 , disponibilizado para download GRÁTIS!

Veja também:
Mirza - Estaca de Pau Brasil


[Ouvindo: Ilha Bela – Carmen Aquino]

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Dica preciosa para sobreviver a uma infestação de zumbis #01

Pode ser até seu filho edipiano querido. Se no meio daquele corre corre pra cá e pra lá um ente querido der o azar de ser mordido, chegando ao óbito ou não, desencana!



Ouça o que outros sobreviventes devem estar gritando! Ele pode continuar a coisinha linda da mamãe, mas agora é um deles e vai querer (literalmente) arrancar teu coro.


Não amamente o zumbi!


[Ouvindo: Carmen Opera Medley – Charles Magnante]

Pausa para nossos comerciais

Os bons tempos voltaram! – Equilíbrio Distante

Só esse anúncio já me mata de preguiça! E lembro ter tentado gostar do Legião Urbana.
Emprestei a coleção de vinis de uma amiga sapa e me forcei a ouvir. Eu era jovenzinho, tentava ainda entrar naquelas de gostar do que todo mundo gosta, sabe?

Mas nem morto ouviria música para me aborrecer. Depressões adolescentes escritas por quem tem barba cerrada, nem pensar!

Aproveitando o ensejo, triste o fim desse povo do rock 80’s. Vivem num infinito loop do que já foi feito e nem permitem que o saudosismo os transforme pelo menos em cults .

A gente pode falar o que quiser do porre que é o Roberto Carlos há 30 e tralalá anos, mas jamais de que ele vive até hoje com as composições que fez na juventude. Já de um MOOOOOONTE de coroas por aí...

[Ouvindo: So Nice - Victoria Abril]

Go east!

Parece um Village People japonês mas nem é, viu? Só a aparência na capa deste compacto mesmo.

O som do The Mops passa longe de discoteca. Lançado em 1967, é daqueles roques psicodélicos transpirando 60’s.

No You Tube dá para ouvir o lado B Blind Bird. Super paz e arroz!

Um oferecimento Gojira 2012

Veja também:
Finger 5


[Ouvindo: Por Causa de Você – Leo Peracchi e Orquestra]

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Crescendo no cipó

A MGM se viu numa boca de sinuca no final da década de 30. Já havia usado a franquia Tarzan de todos os jeitos a ponto de só sobrar O Filho de Tarzan.

Esse recurso de filiação é manjado desde aquela época. Mas como é que Tarzan e Jane poderiam ter filho se eles não eram casados?

Ao invés de assumirem à pudica platéia da época que eles viviam em pecado na floresta resolveram que o filme não se chamaria Son of Tarzan, como normalmente estas sequências se chamavam. Tarzan não teve um filho, mas achou um!

Assim produziram Tarzan Encontra um Filho (Tarzan Finds a Son!, 1939) e tudo bem! E tal qual Daniel Radcliffe na cine série Harry Potter, Johnny Sheffield cresceu diante das câmera interpretando o tal filho adotivo do Homem Macaco.

Começou aos 8 anos de idade e ficou no posto até 1949, com 18 anos e a tanguinha um pouco maior. A partir daí ele passou a interpretar sua própria série como Bomba, the Jungle Boy, subproduto criado pela Monogram Studios, especialista em filmes B.

Bomba (sem trocadilhos com a qualidade!) durou 12 filmes! E pronto. Marcado pelo mega sucesso como garoto selvagem, nunca mais se ouviu falar em Johnny Sheffield.

Imagens são um oferecimento Brian's Drive-In Theater

Veja também:
O mico do Tarzan
Seis meninas prodígio que cresceram bem>


[Ouvindo: Jocelyne – Nitty Gritty]

Somente nos cinemas

Guarda-costas da Bündchen? Meu emprego dos sonhos seria o deste cara!

Esse tal de Strongstuff é contratado para criar os posteres do que o The Colonial Theatre exibe! Nada mais do que o mais tradicional cinema dos EUA, dedicado a exibir só as gemas do cinema.

Detalhe, a sala comercializa os posteres dele. Impressos, tudo bonitinho coisa e tal.

Vá até a página do cara no Deviantart para muitos outros trabalhos dele. Babe em suas releituras da Universal!

Zombie de Lucio Fulci, que será exibido mês que vem, é aquele (ÓTIMO!) que me deixou cabreiro sobre o que seria real, o tubarão ou o zumbi. Relembre!

[Ouvindo: Ouça – Maysa]

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