quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Colocando minhas patas em cima

“Cumpre entender, sem dúvida, que nenhuma história de ficção científica baseada em idéias – seja pessimista como a de Mary Shelley, seja otimista, como as de Julio Verne – não esteja relacionada à sociedade em que foi criada. A imaginação do autor, embora eleve-se ao máximo de sua força, permanece inexoravelmente presa à vida que ele conhece. Até mesmo quando um homem como H. G. Wells se afasta dos efeitos imediatos da tecnologia e permite uma ilimitada amplitude à própria imaginação, permanece vinculado à sociedade.”

Eduardo Torelli abre seu livro Quando os Macacos Dominavam a Terra com esse pensamento de Isaac Asimov. Perfeito para “o mais completo livro” em português sobre a saga iniciada com O Planeta dos Macacos (Planet of the Apes, 1968 de Franklin J. Schaffner).

Saga esta que transcendeu o cinema para se tornar um fenômeno cultural em todo mundo. Publicado pela Opera Graphica em 2000, ou seja, um ano antes daquela refilmagem qualquer nota do Tim Burton, está fora de catálogo.

Mas tenho amigos importantes, durma com essa! O Refer, aquele mesmo que comenta sempre por aqui, graciosamente enviou-me um exemplar!

E até aqui eu jurava que o nome era Quando Os Macacos Dominavam a TELA. Trocadilho de Quando Os Dinossauros Dominavam a Terra com a febre causada pelos filmes dos símios.

Olha, já sabia que estava para chegar, mas não pensei nisso quando escolhi Linda Harrison para Certinha do La Dolce desta semana. A então praticamente primeira dama da Fox é Nova, aquela que entra muda e sai calada, mas enfeita pra chuchu o filme.

Espantoso mesmo nisso tudo é o servicinho devagar, muito devagar prestado pelos Correios. Foi-se o tempo em que a figura do carteiro, assim como desta estatal era poética, quase heróica.

Hoje os Correios cobram os tufos pra gente enviar qualquer coisinha e ainda entregam quando bem quiserem. Inexplicável que se Jundiaí fica a poucos minutos de São Paulo, como pode uma encomenda demorar uma semana (!!!) pra chegar?

Deve vir no lombo de um jegue e a gente não sabe. Imagino a demora causada pelos golfinhos amestrados se tiver que atravessar o Atlântico!

[Ouvindo: Salário Mínimo – O Espírito da Coisa]

12 comentários:

Não sou blasê disse...

Gostei da capa.

Miguel Andrade disse...

Não sou blasé, bem legal mesmo!

Refer disse...

Alvaro de Moya me contou que ele exibiu em uma famosas "sessões malditas" do cine Marachá um filme de ficção científica tcheco, cujo final era igualzinho ao do Planeta dos Macacos. Gostaria de saber o nome desse filme que nem o Eduardo Torelli conhece.

O Alvaro conseguiu o filme emprestado com alguém numa embaixada ou representação cultural, não lembro bem — segundo ele, o filme estava numa condição tão precaria que só foi possível exibir uma única vez.

Eu frequentava aquelas sessões (verdadeiros happenings! saudades infinitas), mas essa noite, infelizmente, faltei.

Miguel Andrade disse...

Refer, já ouvi falar nesse filme. Ou foi você mesmo quem já comentou aqui.

Refer disse...

Talvez... O ALvaro me disse que o filme era de 1950, talvez antes, não me lembro bem.

O que acontecia no Marachá era impressionante — aquele lance de a plateia interagir com o filme, como passou a acontecer nos EUA quando Rock Horror Show virou cult, já rolava no Marachá em 1970, as pessoas iam pro cinema fantasiadas, o lanterninha tinha fã-clube. Nas sessãos vc trombava com Ivald Granato, os irmãos Campos, Decio Pignatari, Wesley Duke Lee, Roberto Piva, Claudio Willer.

Era o melhor programa da cidade.Quem viu, viu.

Miguel Andrade disse...

Refer, você está nos agradecimentos do Quando Os Macacos Dominavam a Terra!!

Como "o mentor intelectual, o mais com juízo". Hahahaha!!!

Refer disse...

Por aí vc vê o nível do povo que trabalhava comigo, na época.

Miguel Andrade disse...

Refer, pois é! Voltei na frase várias vezes pra tentar entender. Não fazia sentido! hahaha

Já estou na metade do livro. Ontem não vi filme nem joguei videogame, fiquei lendo!

Calabouço do Andróide disse...

Adoro esse livro. Foi o melhor presente q a minha ex-mulher me deu. Já reli umas 3 vezes.
Existe outro livro sobre o Planeta dos Macacos, do Luiz Saulo Adami, "O único humano bom é aquele que está morto!" (Editora Aleph/S&T Produções, 1996), mas está esgotado há muito tempo.

Miguel Andrade disse...

Calabouço, estou adorando também. Comecei a rever o primeiro filme ontem.

Ele fala bastante deste "O único humano bom é aquele que está morto!", quem sabe se um dia a gente não o acha nos sebos da vida?

Se bem que livros assim, duvido que quem os tenha vá se desfazer.

Calabouço do Andróide disse...

Miguel, recentemente, "O único humano bom..." estava sendo vendido no mercado livre por R$ 180,00 (ui!!). Sempre que posso dou uma olhada nos sebos daqui do Centro do Rio, mas por enquanto nada.
Da última vez q fiz maratona com os 5 filmes da cine-série Planeta dos Macacos, aproveitei o "Quando os Macacos Dominavam a Terra", e lia antes o capítulo ralativo ao filme que ia assistir. Foi perfeito. Ressaltou aspectos dos filmes que ainda não tinha percebido.

Miguel Andrade disse...

Calabouço, notei a mesma coisa ontem. Quando eu terminar de lê-lo vou comentar uma coisa com vc. Mas preciso chegar ao final mesmo, pra ver se estou certo.

Que absurdo um livro custar 180 mangos. Ficarei de olho tb. Os sebos de Jundiaí são fracos. Mesmo assim ficarei atento.

Tem um aqui que vende Mamãezinha Querida por 10 reais! DEZ! Tá dado!
Deu vontade de comprar de novo.

Ficarei atento também aos HQs POTA lançados pela Bloch.

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