quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Educando meu anjo

Às vezes perco tempo pensando na educação que meus filhos imaginários receberiam. Por exemplo:

Se pai de uma linda menininha eu fosse, não deixaria de inscrevê-la em todos os concursos de beleza mirim que existem! Isso se ela fosse uma linda menininha mesmo.

Só pra ir se acostumando desde pequititinha que esse mundão é injusto pra cacete! Ou seria isso ou descobriria almoçando rapadura todo santo dia. É doce?

[Ouvindo: A Land for Renegades - Zombie Zombie]

18 comentários:

Glauco disse...

Filhos imaginários, hahahahaha! Miguel, não é que eu já pensei nessas coisas também.

O que seria esse Miss Seven? Vai ver que é concurso de talento.

Miguel Andrade disse...

Glauco, e quem não pensou que faria melhor observando pestinhas mal educadas?

AH!!! Miss 7 anos. Provavelmente!

Moyses Ferreira disse...

Medo da Miss Seven!!!

Não acho o mundo injusto.. Não sei quem disse mas concordo: É pouco céu pra muita estrela. Só isso.

Miguel Andrade disse...

Moyses, aham... Você no lugar da segunda colocada do Miss Sevem teria dado com o troféu na cabeça da gordinha.

Leticia disse...

Miguel, seria o caminho mais rápido para criar uma louca dentro de casa, meu amor!

Minha irmã caiu numa dessas com meu sobrinho. O menino, de fato, é muito bonito, tirando a corujice. Inscreveu o coitado num desses concursos de beleza de promoção de shopping, e ganharia quem tivesse mais votos num site.

Adivinha o que aconteceu? As merdilenes passavam o dia penduradas na internet à caça de IPs das amigas, e minha irmã lá, bobona, finalmente viu que a vida é dura.

Bem, foi pra nunca mais. Ainda bem que o menino é avesso a essas coisas e nem ligou.

Eu sei que você defende o didatismo da coisa, mas ia ter um trabalhão, pensa só...

Miguel Andrade disse...

Letícia, mas é preciso aprender a ganhar e a perder. hahahaha!

Sou daqueles que se houver 1% de possibilidade de derrota nem participo de nada! Isso é um problema sério pra mim.

Que injustiça com seu sobrinho!

Refer disse...

Essa Miss Seven não é criança. Olhei direito: é o Ferrugem em drag.

Leticia disse...

Refer, devia ser do gosto naquele tempo: criancinhas com sarda = criancinhas levadas e engraçadinhas.

Miguel, pois eu não avisei à minha irmã? A louca prosseguiu mesmo assim, embebedada pelo delírio maternal. Aprendeu.

Antes disso, estavamos eu, minha mãe e ele no Água Braca e uma mulher se aproximou, simpática e urbana, com um cartãozinho de agência de elenco. Agradeci, disse que não era a mãe dele mas que o cartão seria encaminhado.

Cheguei em casa, entreguei o cartão a minha irmã e disse que, se ela procurasse, iria denunciá-la á polícia por exploração de trabalho infantil.

Milagrosamente, ela me ouviu.

Miguel Andrade disse...

Refer, provável! Hahahahaha

Letícia, alívio! Minha irmã caiu nessa quando meu sobrinho era pequeno. Gastou uma fortuna em book coisa e tal.

Leticia disse...

Uma amiga também passou por isso. Abri exceção e aconselhei ela a parar com isso, porque já estava prejudicando o horário de trabalho. Fora a vida da menina, que virou um inferno de compromissos vãos.

Dá pena do calvário que a pessoa passa. Ela acha que vai chegar lá com tratamento de estrela e tem de entrar numa fila imensa.

O babado deles é vender book. Até encaminham, mas o ambiente é insalubre. Imagina competir com um monte de mães que não têm alternativa de renda? Deus me livre!

Miguel Andrade disse...

Letícia, que loucura apostar todas as fichas num serzinho de 7/8 anos? E outra, esse lance de book já é uma super sacanagem.

Refer disse...

O Moacyr Franco tinha (tem, ainda?) uma empresa dessas, que há coisa de uns 15 anos era pertíssimo de casa. Todo dia se via um 'desfile' de mães enlouquecidas e pimpolhos histéricos na Alameda Fernão Cardim — depois, a empresa mudou-se para a Bela Vista.

Leticia disse...

Refer, eu fazia frila fixo numa editora lá na Rui Barbosa (endereço novo dessa agência) e via pela manhã aquelas hordas de maes e filhos no ônibus, todo mundo com a melhor roupa que podia.

Dava pena, mas ao mesmo tempo a gente via que o negócio era explorar o pequeno até o bagaço. Tanto os pais como a empresa, que mantinha estrategicamente uma loja de roupinhas fofoletes (e caríssimas) do lado.

Miguel Andrade disse...

Refer, Talentos Brilhantes? hahahaha Não sabia que era dele.

Letícia, pena e raiva. Alguns só querem mostrar ao mundo a lindeza que pariu, mas creio que a bela maioria estão afim mesmo de colocar o burro à sombra.

Leticia disse...

Sim. E olha que a criançada nem era bonitinha. Essa é a parte da pena.

Miguel Andrade disse...

Letícia, hahahahahahahahahahaha!!!

Sempre tento ver se quando eu gosto, ou olho algo de forma diferente não estou corrompido. Tipo o olhar destes pais.

Leticia disse...

Eu também me policio, sabe?

Mas nada como o tempo pra rubricar a opinião da gente. Por exemplo, a moda dos anos 80, eu já achava horrorosa LÁ!

E meio que me recusava, e até tentei sofrer por causa disso na época. Hoje eu vejo que estava certa, há há há há há!

Miguel Andrade disse...

Letícia, verdade!!! Muita porcaria que o povo gosta hoje tirando sarro do tipo "Uau! Eu gostava desse lixo!" eu já torcia o nariz na época.

Principalmente com música.

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