terça-feira, 19 de outubro de 2010

Quanta brejeirice!

Uma capa da Seleções do Reader's Digest de janeiro de 1957. A mocinha tem todo um aspecto a lá Celly Campelo....

E já disse que internet é desculpa esfarrapada pra fechar apenas as revistas de papel vagabundas. Nunca deixarei de comprar revista mesmo passando boa parte do meu dia em frente ao computador.

Mas ta ruim de ir à banca e me sentir atraído por qualquer coisa que está lá. Elas estão é acomodadas no velho esquema de quando era as únicas fontes impressa de informação segmentada.

Enfim, falando em velhos tempos, que absurdo era a Seleções, repleta de textos super longos! Que coisa mais remota poder ficar lendo horas e horas.

A TV nos acostumou muito mal. Habituamos-nos a receber informações sem esforço físico algum.

E assistindo Mad Men, vê-se bem a importância que a revista teve. Bastou um artigo (provavelmente looooongo) pra quase ruir a industria tabagista.

Seleções do Reader's Digest ainda existe, com a mesma diagramação cheirando a EUA 50’s! Sobrevive ás custas de pessoas que acreditam poder ganhar prêmios ao assiná-la.

[Ouvindo: The Lady Is A Tramp - Pat Suzuki]

10 comentários:

|Fly| disse...

Fica a pergunta: o que tu andas lendo ultimamente, hein, Miguel?

Miguel Andrade disse...

|Fly|, revista? Nenhuma... Jornal a Folha só pra passar nervo...

Leticia disse...

Essa muié tem cara de protestante republicana, hein?

Miguel, os textos longos de seleções, ao contrário do que dizia a propaganda, com um senhor respeitável fumando cachimbo na bibioteca com a família a seus pés, no tapete, eram pra ser lidos no banheiro.

Miguel Andrade disse...

letícia, por isso ela é de bolso? Hahaha

Leticia disse...

Opa! De bolso e com papel bem fininho, quase papel-bíblia. Qualquer eventualidade...

Miguel Andrade disse...

Letícia, Sério? hahahaha Faz sentido!

Pri[s] disse...

hahaha! Minha vó era uma dessas que acreditava que podia ganhar prêmios assinando a revista... Mas não tenho do que reclamar! Conheci a Lucille Ball através da Seleções (Um texto loooooongo sobre sua vida e carreira) e numa era pré-internet, só consegui ver um capitulo do "I love Lucy" aaaaanos depois.

Também conheci a Marie Curie pela revista! Pensando bem, obrigada Reader's Digest!

Miguel Andrade disse...

Pri[s], passava I Love Lucy diariamente na TV Cultura de SP. Nos bons tempos, claro!

Anônimo disse...

Atualmente só existe uma distribuidora de revistas no Brasil, a Trilog, criada a uns três anos atrás quando a Dinap, da Editora Abril, comprou a antiga Fernando Chinaglia. Formou-se, portanto, um cartel na distribuição de revistas, sendo que o governo nada fez, talvez temendo as reportagens revista Veja. Hoje, a distribuição de revistas de TODAS as editoras está na mão da Abril. Exatos 40% do valor que você paga em qualquer revista vão para a Trilog. Com o restante a editora tem de pagar impressão, transportem água, luz, telefone, internet, aluguel, impostos, funcionários e tudo mais. Assim, as editoras pequenas, que fazem as revistas mais interessantes, segmentadas, tendem a desaparecer ou migrar para a internet. Dai, as boas revistas podem sim desaparecer e deixar as bancas para Abril, Globo, etc... Isso se não acabarem com os jornaleiros, pois lhes é mais interessante vender assinaturas.

Miguel Andrade disse...

Anônimo, desconhecia isso. E faz bastante sentido.

Mais um tema cabeludo que raramente se vê comentado.

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