segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Bons tempos de R. Rodriguez na Columbia

Foi a Columbia Pictures quem achou El Mariachi. Converteu os 16 mm para 35 mm e o vendeu para o mundo como o incrível filme que custou apenas 7 mil dólares.

Robert Rodriguez virou seu queridinho. Dirigindo, escrevendo, compondo a trilha, fotografando (etc), fazia filmes a preço de amendoim torradinho, e portanto com lucro garantido.

A lógica que Roger Corman já tinha ensinado aos estúdios nos anos 60: Se não gastei nada pra produzir um filme, o que entrar é lucro! Goste-se ou não do resultado, não há como não chamar esses filmes de inventivos, e portanto, no mínimo divertidos.

Embora seja a estratégia de marketing consagradíssima em Hollywood divulgar números astronômicos (e discutíveis) em suas produções, o contrário costuma funcionar também. A parceria Columbia e Rodriguez durou bastante.

Cineasta moderno, aparentemente sempre teve todo o apoio para lançar seus filmes a seu modo. Principalmente na hora de comercializá-los em DVD.

Antigos figurões como Steven Spielberg, Martin Scorsese, entre tantos outros, pouco se lixam para a forma como seus filmes serão distribuídos no mercado de home vídeo. Depois que o filme está pronto tchau e benção!

Invariavelmente as edições duplas em DVD (ou agora Blu-Ray) destes cineastas não passam de um amontoado de qualquer material, selecionados por pessoas com nenhuma relação à obra em si. E por isso, não raro são decepcionantes.

Robert Rodriguez deitava e rolava! O melhor exemplo é o DVD de Era Uma Vez No México (Once Upon a Time in Mexico, 2003).

Tagarela ininterruptamente na faixa de comentários. Chega inclusive a atacar a indústria que ainda não disponibilizava filmes em alta definição, embora tecnologicamente já pudessem: “Eles querem que vocês comprem tudo de novo depois”.

Fora isso, produziu filmetes com dicas para quem quer ser cineasta sem sair de casa, com elogios rasgados ao cinema digital, batelada de cenas excluídas. O mais curioso é o cineasta na própria cozinha preparando Puerco Pibil, o prato regional que faz o personagem de Johnny Depp querer matar o cozinheiro!

Quem tiver DVD-ROM no computador ainda ganha dois joguinhos temáticos em flash. Automaticamente abrem no Internet Explorer, mas nada é perfeito nesse mundo mesmo.

E todo material bônus (exceto os games e trailers) do disco lançado no Brasil vem com as queridas legendinhas em português! Como todo material extra que se preze...

Mas a farra acabou! Pelo menos neste lado pobre do mercado dos DVDs.

Esperamos sentados a edição fantástica de Sin City, A Cidade do Pecado (Sin City, 2005) que saiu aqui e lá fora pela Buena Vista. Tivemos Planet Terror pela Europa Filmes com capa caprichada, mas os paupérrimos extras não justificavam a edição ser dupla.

Shorts (2009) foi comercializado pela Warner como A Pedra Mágica em tiragem pequena. Temos a nítida sensação de que está faltando um disco!

Veja também:
Aprenda a preparar Puerco Pibil


2 comentários:

Rafael disse...

e ainda tem a receita de Puerco Pilbil, que inclusive já preparei (ficou bom, mas no vídeo parece ser mais gostoso).

Miguel Andrade disse...

Rafael, sim, como eu disse no texto, e já fiz até um post a respeito.

Mas nunca preparei!

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