domingo, 6 de junho de 2010

Feitas para serem quebradas

E quando a liberdade de expressão é escassa, a imaginação tem que estar a toda! Billy Wilder parece que até gostava em ter que burlar as regrinhas vigentes.

Dirigiu dezenas de filmes, pelo menos uma meia dúzia são obras-primas imortais. Como em Irma la Dolce (1963), seu forte era tratar de assuntos pesadíssimos com uma leveza ímpar.

No início da década de 60 o código de moral e conduta Hayes ainda era vigente, mas bem mais frouxo. Como se vê na foto promocional com o Jack Lemmon, a terceira norma foi infringida:

“Lei, natural ou humana, não deve ser ridicularizado, nem deve ser criada simpatia por sua violação.”

Veja também:
Tura Satana por Billy Wilder


[Ouvindo: Gato – Los Fulanos (Feat. Peret)]

5 comentários:

Leticia disse...

Mas a cuequinha samba-canção estava lá, firme e forte!

Miguel Andrade disse...

Letíca, mas ele peladão já seria demais! Hahaha

Leticia disse...

Cuecas samba-canção (eu adoro!, já presenteei bastante) eu acho um charme, mas sempre tenho a impressão de que são para homens vintage (os de fato, não os fake).

Refer disse...

Tenho muita curiosidade em saber de onde certas expressões vêm... nunca descobri por que esse tipo de underwear tem esse nome, 'samba-canção'. Alguém aí sabe? Letícia?

Há muito tempo, tive a manha de fazer essa pergunta pessoalmente para um herdeiro da Zorba (e o cara não sabia).

Miguel Andrade disse...

Letícia, eu usei por muito tempo. Mas eu acho que não conta, né?

Mas apenas para dormir. Como cueca normal causa incômodo com as coisas em liberdade total.

Refer, desde gurizinho, quando cueca samba-canção era coisa de filme cômico, quando o cara fica sem calças, eu me faço a mesma pergunta!

Será que tem relação com a boemia?

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