quarta-feira, 28 de abril de 2010

Na crista da onda

Uau! Moldes para a amiga dona de casa fazer na modista do bairro seu próprio vestido igual ao da Joan Crawford!

E um carão é um carão e ela sabia disso! Tanto que serviu de espelho para mulheres de inúmeras gerações.

De mocinha em melodramas na fase muda do cinema, a matrona que sabe o que quer no amadurecer da vida. Crawford foi um dos casos raros de sobreviventes na transição de Hollywood para o sonoro.

Pra aparecer na capa do Jornal da Mulher (suplemento do Jornal das Moças) na década de 50, dá pra ter uma idéia de sua força no Star System. Outra coisa, lembrada pela “rival” Bette Davis no documentário “Bette Davis: A Basically Benevolent Volcano”, é que “se nos 50 seus filmes eram ruins, os da Joan Crawford eram muito piores!”.

Mas a prova mais espantosa de sua durabilidade artística é descobrir que Mamie Van Doren (hoje quase octogenária) foi batizada como Joan em homenagem à atriz. Ela e mais zilhões de menininhas nascidas pouco antes da grande depressão.

E exatamente por isso tudo que ser citada no episódio 5 da primeira temporada da série Mad Men foi brilhante! Transcorrida em 1961, o programa discute o desmoronamento do sonho americano.

Na cena, Don Draper e sua esposa Betty comparam o livro The Best of Everything com a versão que Hollywood produziu em 59, no Brasil chamada Sob o Signo do Sexo. A mulher acaba se declarando chocada com a aparência da atriz, que já foi uma das mulheres mais lindas do cinema.

“Suas sobrancelhas parecem duas taturanas!”. Acaba por desejar jamais envelhecer mal como Joan Crawford.

Veja também:
Joan Crawford por Joan Crawford
Felicidade é...
FIGHT! Joan Crawford Vs Marilyn Monroe


[Ouvindo: De Hombre a Hombre – Gotan project]

8 comentários:

Leticia disse...

Cada tempo com seus oba-obas! Na legenda, fizeram "questã" de lhe destacar o vestido de nylon, que era novidade naquele tempo e pegava superbem. Já no meu tempo, o práááástico era abominado em favor do algodão, e agora tudo voltou a ser sintético na maior cara de pau.

Tá, confesso que há tecidos sintéticos maravilhosos, principalmente na hora de botar no varal. Mas nós, seres humanos, ainda somos naturais, principalmente no final do dia, não?

Miguel Andrade disse...

Letícia, nem me fale! Nem me fale! Tinha uma camiseta sintética, bonitona, berrante, que aposentei depois da segunda vez que usei.

Deus me livre que catinga!

Leticia disse...

Fora as alergias! Fora as alergias!

Miguel Andrade disse...

Letícia, invenção do capeta!

Leticia disse...

Se a criatura fuma, então...

Miguel Andrade disse...

Letícia, já assistiu a esta série? Super recomendo!

Leticia disse...

Não, não, Miguel. Mal vejo tevê, garimpar e acompanhar algo, então...

Miguel Andrade disse...

Letícia, eu assisti a 1ª temporada em DVD. Bem diferente de tudo que a gente já assistiu.

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