sábado, 27 de fevereiro de 2010

Um dia a casa cai

Terapia pra quê? Pra quê terapia! Basta olhar pra capa deste compacto para me confrontar com um dos meus medos infantis mais fortes.

Minha mãe sempre que ouvia esse compacto da Ana Bela, A Miúda da Terceira chorava! E eu saia da escola correndo, me pelando de medo que a Ilha de São Miguel (ali ao lado) também desmoronasse.

E pelo nome dos fados (Ilhas Sinistradas, Não Chores Não...) dá pra entender de quem os brasileiros herdaram a predileção por tragédias, né? Basta uma morte, acidente, enfim, qualquer merda, que qualquer um está sujeito, que isso vai parar correndo nos trending topics, os assuntos mais falados do Twitter.

Não me borrava só com terremotos... O fato de achar facilmente pedras pomes no quintal fazia com que documentário da National Geographic sobre Pompéia fosse mais assustador que filme de monstro!

Ah sim! Os satélites espiões russos estavam lindos lá no céu, fiscalizando tudo o que a gente fazia. Enquanto não resolvessem bombardear estava tudo bem!

[Ouvindo: Quizas Quizas Quizas – Sara Montiel]

4 comentários:

Dênis disse...

quando era criança, morria de medo de uma hecatombe nuclear.Pra mim, "O dia seguinte" foi o grande filme de terror da minha infância, sempre achei o Freddy Krueger um clown!

Miguel Andrade disse...

Dênis, hecatombe nuclear me aflige até hoje!

Rao! disse...

Isso precisa ser ripado e compartilhado!

Miguel Andrade disse...

Rao, nem dá! Tem o buraco do meio bem grandão.

Related Posts with Thumbnails