terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Pausa para nossos comerciais

Os bons tempos voltaram! – Equilíbrio Distante

Só esse anúncio já me mata de preguiça! E lembro ter tentado gostar do Legião Urbana.
Emprestei a coleção de vinis de uma amiga sapa e me forcei a ouvir. Eu era jovenzinho, tentava ainda entrar naquelas de gostar do que todo mundo gosta, sabe?

Mas nem morto ouviria música para me aborrecer. Depressões adolescentes escritas por quem tem barba cerrada, nem pensar!

Aproveitando o ensejo, triste o fim desse povo do rock 80’s. Vivem num infinito loop do que já foi feito e nem permitem que o saudosismo os transforme pelo menos em cults .

A gente pode falar o que quiser do porre que é o Roberto Carlos há 30 e tralalá anos, mas jamais de que ele vive até hoje com as composições que fez na juventude. Já de um MOOOOOONTE de coroas por aí...

[Ouvindo: So Nice - Victoria Abril]

20 comentários:

Refer disse...

Renato Russo é o estereótipo do filhinho-da-mamãe, de classe social privilegiada e revoltadinho (contra o quê, porra?)

Boiolas que fazem o gênero 'angustiadíssimas e sofridas', são o fim da picada.

btw a barba é cerrada — nem que fosse a barba do José Cerra.

Miguel Andrade disse...

Refer, é ridículo mesmo. Mas as rodinhas de violão AMAM!

Leticia disse...

Agora, então, eu posso falar: Renato Russo já é um pouco depois daquela coisa anos 80. Pelo menos essa a minha percepção. Depois de Lobão, Marina, Leo Jaime, aquilo tudo que foi ótimo mas fez muito mal em insistir, veio essa coisinha provinciana-revoltada do Renato Russo: poesia brega, modo de cantar brega, vida-e-morte brega, público breguíssimo!

Pra mim, Renato Russo foi o lado pop daquela reviravolta caipira que assolou a MPB no tempo do Collor.

Leticia disse...

Ops! Em tempo: comprei esse CDzinho por causa daquela febre de música italiana (como você, Miguel, também tentei ser normal). Como não avalio semestralmente o que tenho, acabei por repassá-lo só recentemente.

Miguel Andrade disse...

Letícia, concordo completamente. Só na minha percepção, essa fase era Collor foi a consagração do grupo.

E também por um triz quase comprei este disco.

Refer disse...

'Rodinha de violão', é?

Pois eu enfiaria o violão na rodinha de cada um, até eles aprenderem a cantar 'EDuardo e Mônica" de trás pra frente.

Miguel Andrade disse...

Refer, EDIardo e Mônica! \o/

Leo disse...

Esse anúncio me deu muita vergonha alheia.

Essa onda de música italiana é algo que eu nunca entendi, volta e meia um artista italiano (de preferência com um pézinho no brega) ou um brasileiro cantando no idioma estrangeiro mesmo (ai com os dois pés de vez no brega) emplacar um punhado de sucessos aqui. Em compensação, música em espanhol, ainda mais se for de um hermano próximo, não emplaca no Brasil de jeito nenhum. Vai entender.

Miguel Andrade disse...

Leo, bem lembrado! Volta e meia essa modinha italiana pega aqui.

Nos 90, com a invasão da house de Ibiza, me pareceu que ia pegar de vez o espanhol por aqui. Fogo de palha.

Leticia disse...

Nois gosta mesmo, de modo geral, é do ingrêis.

Eu sou filha dileta de toda a cafonice da música francesa dos anos 60/70. Gosto de todas, desde as mais cabeça até o telefone que chora (mentira, exagero). Mas gosto de tudo do repertório churrasqueiro de Charles Aznavour. Canto La Bohème no banheiro.

Miguel Andrade disse...

Letícia, não vejo limites para a música! Tenho escutado umas coisas Argelinas ÓTIMAS!

Leticia disse...

Ah, eu vejo limites, sim! Outro dia, aproveitando uma megabanca de um reáu, comprei dois CDs (novos) para ouvir no carro (de uma coleção que andou saindo em Caras, de música do mundo). Levei um de música africana e outro, respondendo a um apelo ancestral, de música do Leste Europeu. A música africana, belê. A música do Leste Europeu, eu sinto muito pelos meus antepassados, é horrível! Fora a rapsódia húngara, que gosto, o resto não dá. Não é à toa que ninguém conhece aquilo. Não alcança nem mesmo a maior boa vontade de ouvir de tudo, Miguel.

Miguel Andrade disse...

Miguel, me importo muito pouco com música. Vou ouvindo enquanto trabalho, deixo o Winamp no randômico.

Raro alguma coisa me irritar ao ponto de jamais querer ouvi-la de novo.

Mas é que em MP3 são milhares de arquivos. Demorarei pra ouvi de novo a mesma.

Leo disse...

Também acho que música não tem fronteiras, por isso não entendo o preconceito com a origem geográfica das coisas. A barreira da lingua até pode ser uma explicação, mas muita gente escuta música em inglês mesmo sem entender lhufas. Você ouvir e depois opinar é uma coisa agora não dar uma chance baseado na origem é burrice.

Leticia, também adoro música francesa dos 60/70, e de outras épocas também. Françoise Hardy é minha trilha sonora.

Miguel Andrade disse...

Leo, sim! Contanto que a música embale!

Leticia disse...

Nem me fale, Leo! Não vou dizer que nasci no lugar errado, mas tenho completa facilidade pra gostar e cantarolar TUDO em francês, desde Hardy até a Marselhesa, passando por Gainsbourg, Brassins e Georges Moustaki.

Mas confesso que me dá certa irritação essa coisa de "tesouros do cancioneiro eslavo". Em compensação, adoro oouvir música em iídiche. Sutilezas da terrinha.

Leticia disse...

Miguel, não faço ideia de como seja o som argelino; procurarei.

Miguel Andrade disse...

Letícia, o som que usei neste vídeo é da Argélia >> http://www.youtube.com/watch?v=x-mxQtd3u6g

Leticia disse...

Ah, tá. É árabe da gema!

De nada valeu a colonização francesa... não sei se isso é bom ou ruim.

Brigadinha, bjs!

Miguel Andrade disse...

Letícia, é bão! Dá vontade de dançar... Rs

Related Posts with Thumbnails