domingo, 6 de dezembro de 2009

Que Armani o quê?

O melhor da Itália é a absurda deselegância. O que é feito para as massas, sem ser molho de tomate.

Cadáveres Ilustres (Cadaveri Eccellenti, 1976 de Francesco Rosi) consegue andar entre os dois universos, no fio da navalha. Incomodamente inteligente para se reter na memória.

É o filme mais recente que assisti morto de preguiça graças as opiniões negativas que andei lendo. E acabei, claro, simpatizando muito.

Meio giallo, meio terror, meio conspiração política... Mas o mais bacana é ver o Velho Mundo velando os últimos suspiros de uma era.

[Ouvindo: Ilmo. Sr. Ciro Monteiro ou Receita Pra Virar Casaca de Nenem – Chico Buarque]

6 comentários:

Vinicius Paiva disse...

Isso é o básico dos filmes italianos. entre 10 filmes italianos uns 7 a 8 falam de política!

Miguel Andrade disse...

Vinicius, nem tanto assim...

Vinicius Paiva disse...

Eu digo que sim! todos filmes italianos que minha avó me obrigava a ver era sobre política! eu ficava um lixo de tanto chorar com aquelas cenas para maiores de 18 e eu tinha apenas 10 anos!

Miguel Andrade disse...

Vinicius, aaaaah, "todos" você se referia aos que a sua avó te obrigava a assistir.

Vinicius Paiva disse...

AAAAAA mas eu digo que foram muitos! Minha avó era ativista feminista e o melhor - ou pior! - era italiana, era um porre ficar mais de 5 horas perto dela. Ela não falava bem o português e o português meio italiano dela após as cenas e minha avó "Sthrega velha maluca", Para mim aqueles eram todos os filmes italianos do mundo! Por isso tenho trauma de filmes italianos!

Miguel Andrade disse...

Vinicius, quando assisto filmes, a última coisa que me preocupo é a nacionalidade deles. rs

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