domingo, 20 de dezembro de 2009

Pausa para nossos comerciais

Ai, como é difícil a vida de criança sem os mini-eletrodomésticos da Estrela!

E ta certo! Aprende-se a esquentar a barriguinha no fogão e a esfriar na pia desde pequenininha!

Muito irônico achar este anúncio numa revista feminina do começo dos 80. Transpirando feminismo, mas na hora do departamento comercial aceitar um anúncio...

E há meninas que curtam brincam de casinha, com coleção de panelinhas de plástico, coisa e tal. Tão normal quanto as gurias que ganham apelido de Maria Machadão no bairro porque adoram bater bola com os guris.

A separação de interesses pelo sexo é só mais uma das tolices dos adultos. Minha irmã teve esta maquininha de costurar a pilha e eu achava uma graça, embora nunca tenha chegado perto!

Também não via graça em correr atrás de uma bola. Tive uma de vôlei na época em que o Bernad arrasava na “jornada nas estrelas”, mas como eu invariavelmente jogava mal, não era dos que permitiam o jogo continuar.

Tinha calafrios quando ganhava carrinhos! “La vai essa velha estúpida me cobrar que eu brinque com isso!”. Talvez seja o motivo pra até hoje não saber dirigir, nem achar graça em carro.

Meu negócio era brincar de teatrinho e editar fazines que nunca saiam do rascunho. Fazer clubinhos nunca dava certo por falta de sócios, afinal, eu não jogava bola, nem brincava de carrinho.

[Ouvindo: Goldeneye - Tina Turner]

4 comentários:

Refer disse...

poots, Miguel, que triste foi a sua infância!! :D :D

BTW o inventor do saque 'jornada nas estrelas' chamava-se Bernard ('bernár'); o Bernardo, ou Bernardinho, era outro jogador de vôlei, também de seleção e da mesma época. Hoje é técnico famoso.

Miguel Andrade disse...

Refer, É? Nem sempre o Google está certo então... Sério que eu conferi lá antes de postar.

Leticia disse...

Uma de minhas frustrações - já disse aqui - é que no meu tempo havia apenas um que outro "eletrodoméstico". Não que eu fosse chegada a afazeres domésticos, mas sempre tive obcessão por casa completa.

Eu improvisava. E não virei "do lar". Já minha irmã, que jogava bola e empinava pipa e não queria saber de boneca, virou doninha de casa, com filho e tudo.

Miguel Andrade disse...

Leticia, aham.... Cada caso é um caso mesmo. Lá em casa todas eram bem doninhas de casa e quase todas se tornaram doninhas de casa.

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